Dos fins
As coisas duras
Quebram
As falhas
racham
e se insinuam
por cada fraqueza
As coisas moles
Apoderecem
Se apaga
o fogo
que migra
para cada saprófita
Quisera ser duro
fazer ruínas
ser
nasceu mole
sim, eu não gosto de animais
Há algum tempo tenho observado pequenas coisas - e por algum motivo, as pequenas coisas semrpe andam juntas, como se fossem ondas - sobre as pessoas bondosas e bem intecionadas. Talvez você queira ler um post antigo antes de continuar a argumentação aqui, mas não será necessário.
Sou amigo de alguns vegetarianos e pretendentes à, conheço pessoas que amam os animais e o estardalhaço com que as Sociedades Protetoras de Animais agem e normalmente fico no meu canto, quando não estão defendendo algo ruim para a coletividade, como por exemplo gastos extratosféricos mantendo vivos cães vadios.
Diria que já havia algo borbulando sob a superfície, um movimento para postar fotos de cachorros com crianças paralíticas ou cachorros paralíticos no Facebook, (e pessoas reclamando disso com o bordão tradicional "volta pro Orkut") até que tudo explodiu com o mal fadado yorkshire.
Não gosto de animais, especialmente cachorros, o que não quer dizer que goste de espancá-los, ou que aprove o que aconteceu, só que há dois pontos que todos esqueceram em meio à sua "santa ira".
O primeiro é que não existe crime absoluto. O sistema judiciário inteiro existe exatametne para isso, para determinar o grau do crime. Uma mãe que mate seu filho recém, nascido em um quadro de depressão pós parto pode até mesmo não receber pena alguma. Cada caso é um caso e não existe nenhum crime que possa ser analisado sem considerar seus atenuantes, agravantes, condicionantes. O linchamento moral que a pobre enfermeira recebeu foi completamente inujusto, porque não houve vestígio de direito à defesa. Ela teve seus dados pessoais divulgados com chamadas ao linchamento, sua vida familiar e profissional questionada publicamente sem que ninguém tivesse se dado ao trbalho de saber se ela estava voltando de um plantão de horas com enxaqueca ou seja lá o que motivou o ocorrido.
Sinto muito se isso te ofende, mas no dia que eu tiver um surto psicótico prefiro espancar o primeiro cachorro que passe pela frante a fazer isso com o meu filho e, se realmente fizer isso é porque sou um péssimo pai?
O outro ponto é que toda essa "justa ira vingadora" é tão bárbara quanto fútil e inútil. Quantos destes justos indignados contribuem financeiramente ou prestando serviçoes vountários para as Sociedades Protetoras dos Animais de suas cidades? Todos eles são donos responsáveis que preferem vira latas com menos doenças genéticas, mantém o calendário de vacinas em dia, castra seus animais ou adota/sacrifica as crias que não conseguiu passar adiante ao invés de abandoná-las?
É completamente fútil acreditar que repassar indiscriminadamente fotos "comoventes" pedindo que amemos os animais vá realmente mudar a realidade, que é:
- donos negligentes passam menos de duas horas diárias com seus animais e os tratam como um brinquedo que fica desligado quando não são necessários;
- donos negligentes se inportam mais em ter um animal bonito que saudável, incentivando a criação e manutenção de raças através de incesto e provocando doenças genéticas que lhe garantem um morte prematura;
- donos negligentes não mantém seus animais confinados, expondo-os à doenças e expondo à comunidade às doenças das quais eles são vetores."
Só a título de curiosidade, os defeitos genéticos mais comuns en yorkshires são:
- Fechamento tardio da moleira;
- Hérnia;
- Dentição dupla;
- Luxação de patela;
- Necrose asséptica
- Ceratoconjuntivite seca ( problemas na produção de lágrimas);
- Tártaro;
- Hidrocefalia;
- Prognatismo;
- Retrognatismo.
Por volta da mesma época em que essa balbúrdia toda ocorreu, um amigo postou uma memória de festivais de punk rock beneficentes.
Sou muito mais a ação concreta, fazer um evento pros moleque, montar um Skate pra um que não tem, fazer um show com renda voltada à alguma entidade, lembro de quando ajudava nos festivais Punks e depois íamos levar os alimentos arrecadados e o pessoal da entidade não acreditava que aqueles "moleques revoltados" de jaqueta preta estavam ajudando a instituição. Lembro de a pouco tempo a Dona Cecília me dizerque chamava a galera de "Rôpa preta" rsrsrs a ação sólida e eficaz nunca será substituída por compartilhamentos de Internet, sem esquecer é claro que a net tem muita força, mas sem ação sólida de nada vale.(GRIFO MEU)
William Pinguim Neves
E sou obrigado a concordar com ele em gênero número e grau, e este é o aspecto mais mesquinho nisso tudo. Toda essa indignação, é fútil e inútil.
Mas talvez o pior seja que esta movimentação toda ocorra apenas em torno de um cahorro de meio quilo... Francamente. A cada dia vinte crianças sofrem abuso físico ou sexual no Brasil Um sexto da humanidade passa fome. Religiosos se sentem no direito de discriminar seres humanos pela sua orientação sexual. As pessoas não lêem, não pensam, votam no PSDB e no DEM. Mas se quer ficar com os animais - afinal isso é vocação, não imposição - volte algumas linhas e leia de novo os problemas e começe a lutar contra eles ao invés de linchar uma mulher em nome de um cadáver antes de ouvir o lado dela.
E poderia cabar o texto aqui, mas isso foi apenas uma introdução. uma garande, eu admito, mas serei mais breve daqui por diante.
Nessa mesma época (por isso não posso deixar de pensar em uma onda) percebi que muita gente que eu não fazia ideia de quem era estava me adicionando no Google+. Excelente para o ego não? O interessante do Google+ é que aqo contrário do Facebook você não precisa que fulano seja seu amigo para acompanhar sua atividade pública, e ao contrário do Twitter, você tem uma seção chamada "Incoming" onde aparece toda a atividade pública de quem te segue.
Repentinamente a minha Incoming estava coalhada de jesuses e cahorrinhos e percebi que estavam me adicionado não porque queriam ouvir, mas porque queriam falar. Gastei alguns minutos bloqueando usuários e adicionei um singelo pré-sciptum em meu perfil. Algo mais ou menos assim:
Pré Scriptum:
Não gosto de animais e não sou cristão, portanto se quer me adicionar para fazer seu "SPAM do bem" passe ao largo.
Simples e sincero e até onde a limitada experiência empírica mostra, eficaz.
Mas afinal, onde esse mosaico quer chegar...
Hoje, Brisa (não fornecerei links neste caso) me excluiu de sua lista de "amigos" do Facebook porque eu não gosto de animais. Como o Facebook exige reciprocidade, ao invés do Twitter ou Google+, não verei mais as atualizações dela.
Conheci Brisa em um congresso de estudantes há muuuitos anos. É uma pessoa inteligente, divertida, e com quem compartilho algumas posições sobre alguns assuntos. Peferia continuar recebendo updates eventuais, mesmo nunca tendo falado mais que meia dúzia de palavras online com ela. Como disse, o que me poe a pensar são pequenas coisas, várias edelas juntas.
Estaria o amor pelos animais virando um valor acima de contestação no Brasil? não consigo deixar de imaginar que essa é uma mudança recente, porque nunca tinha me parecido isso, mas simplesmetne que algumas pessoas, ao contrário de mim, gostam de animais.
Existe espaço de contestação na religião, na política, até no futebol. Estaria o amor incondicional aos animais (domésticos) na mesma categoria do carnaval então? Incontestável em sua brasileiridade? Acima de críticas por ser exatamente a suspensão da crítica?
E entrada do amor pelos animais domésticos em tal nível de absoluto, passando por cima dos princípios da civilidade e da civilização me causa estranhesa, dessassossego.
E a opção pelas redes sociais, foi acertada?
Há alguns anos a internet era organizada por temas. Havia o site de RPG, o de Linux, o de Política e as pessoas se encontravam dentro destes espaços delimitados. Hoje se escolheu organizar a internet por pessoas, e pessoas vêem sempre no pacote completo. Minha melhor amiga é Atleticana e polui minha timeline a cada jogo com coisas que não quero saber. Se me perguntar é um preço muito pequeno a pagar, irrisório, mas talvez seja exatamente por ser minha melhor amiga. O pacote completo é a opção ideal para as pessoas com quem você apenas discute programação ou RPG?
Manual prático do ateísmo para não ateus
Ao longo dos anos muitas discussões e debates tem ocorrido por causa da incompreensão sobre o ateísmo, de modo que resolvi construir um pequeno guia prático explicando os pontos mais obscuros do ateísmo. É natural que a maioria precise dessas pequenas cartilhas para compreender melhor as minorias, se tratando de religião, opção sexual ou mesmo de escola artística.
Ateus não substituíram deus por outra coisa
É comum encontrar argumentos de que os ateus simplesmente substituíram deus pela ciência, mas apesar de verdadeira, essa afirmação é falsa. É verdadeira no sentido que todos que não acreditam que a terra tem três mil anos e que nunca houve dinossauros fizeram naturalmente essa substituição. A religião foi substituída pela ciência na explicação do mundo pela absoluta maioria das pessoa, independente de religião. Os que não fizeram essa substituição deveriam procurar auxílio médico para resolveu essa psicose.
Mas não é verdadeira no sentido que ateu algum reza para a força eletromagnética, para o big bang ou para o santo Charles Darwin. Ao retirar deus do sistema o ateu retira a inteligencia, o sentido, a vontade, e não coloca absolutamente nada no lugar.
Ateus não são pessoas amorais
Outro ponto polêmico é a ética, que ocupa ponto central nas religiões de modo geral. A questão é que a ética não precisa de deus para se estruturar. É perfeitamente possível criar uma ética laica, baseada na consciência de que a vida em sociedade exige que todos aceitem limites ao seu comportamento. Uma ética baseada na responsabilidade individual é mais complexa e exige mais desenvolvimento da vontade e personalidade para ser seguida, que uma baseada em punições e recompensas, mas o fato de você não ter evoluído a ponto de compreender que podem existir outras bases para o comportamento ético não quer dizer que outros não tenham alcançado isto.
Existem canalhas ateus, assim como existem canalhas religiosos. Como a religiosidade é o estado imputado à força à maioria pela educação familiar e o ateísmo uma decisão consciente de pessoas com vagar e capacidade para discutir a existência ou não de deus, arrisco dizer que proporcionalmente exitem muito mais canalhas religiosos que ateus.
Recitar trechos da bíblia/corão/mahabaratha não ira convencer os ateus de que deus existe
Religiosos creem em livros sagrados porque creem que eles foram inspirados/escritos/ditados pela entidade de adoração deles. Como ateus não acreditam nessa entidade, para ele o livro sagrado é apenas um documento histórico, isento de qualquer autoridade e muito menos o receptáculo da verdade absoluta.
Ateus não acreditam em lúcifer, íblis, diabo ou o raio que o parta
A partir do momento que deus é extirpado da realidade, seus satélites como santos, anjos, demônios, etc. vão junto, portanto um ateu não é satanista, já que satã também não existe para um ateu.
No caso judaico cristão, isso é ainda mais claro, afinal é impossível crer em um demônio sem crer em um deus contra quem ele se rebelou.
Ateus, em sua imensa maioria não querem proibir as religiões
O estado laico é uma media de proteção às próprias religiões na medida em que trata todas em pé de igualdade. Proibir símbolos religiosos é também não permitir que outras religiões como o satanismo ou o xintoísmo coloquem seus símbolos nas repartições públicas. Exigir que o criacionismo não seja ensinado como ciência é exigir que a criação do mundo de acordo com o zoroastrismo, candomblé, taoismo e politeísmo grego não sejam ensinados como ciência.
Ateus não precisam provar a não existência de deus
Não existe absolutamente nenhum motivo lógico para exigir esta prova por parte deles. Quem está interessado em comprovar sua existência são os religiosos. O ateísmo moderno surge do fato de deus ser um apêndice desnecessário à cosmogonia. Ao longo de séculos de desenvolvimento da compreensão do homem sobre o mundo nunca foi fornecida prova confiável da existência de deus ou descoberta situação inexplicável sem a admissão de sua existência.
Por pura analogia deus é como o éter. É possível admitir sua existência, mas ele é completamente desnecessário à todas as explicações da física.
Ateus não são pessoas depressivas, sem sentido para a vida
Ateus não creem em vida após a morte, reencarnação, paraíso, inferno e etc. Isto quer dizer apenas que todo o sentido para suas vidas deve ser encontrado no período entre o nascimento e a morte. Isto faz com que eles busquem mais intensamente a satisfação em vida, já que não há perspectiva de recompensa após a morte.
Alguns argumentam que isto pode gerar comportamentos egoístas e insensíveis ao próximo, ao qual eles retrucam com as violências perpetradas pelas religiões, como inquisição, cruzadas, Al Quaeda, etc. A verdade é que qualquer argumentação baseada no “poderia” é inútil, uma vez que tudo pode ter resultados nefastos, tudo pode ser usado para causar danos aos outros, até mesmo o Meu Pequeno Pônei.
Ateus não consideram a conversão uma caridade
Acredite, eles não querem ser convertidos e consideram todos os esforços para isto uma amolação, uma invasão de privacidade, um ato de intolerância e desrespeito, não um ato generoso.
Belo Monte
Todo mundo fala sobre o assunto, então vamos lá. Espero não ter faltado às aulas de lógica e fazer uma argumentação sem saltos.
1 - energia é necessária.
Porque? Porque nosso estilo de vida precisa dela. Temos um plano audacioso de eliminar a miséria? Qual o consumo de energia elétrica dos miseráveis? Quando se tornarem apenas pobres, qual será seu consumo? Quando os pobres se tornam classe meida, para quanto vai seu consumo?
Construir uma sociedade mais justa quer dizer aumentar o consumo de energia. Para sustentar essa mobilidade social precisamos de atividade produtiva, que consome energia também. Quantos empreendimentos serão necessários para eliminar a miséria e reduzir a pobreza? Quanta energia estes empreendimentos consumirão?
Com dados defasados (2000) o brasileiro consome em média 0,8 tep (tonelada equivalente de petróleo). Para comparação, um país como a Austrália tem um consumo de 5,7 tep per capita. Países que usam intensivamente aquecimento como EUA e Canadá 8,2 e 8,3 respectivamente. Um país mais justo aumentaria muito o consumo e portanto precisaria aumentar a oferta de energia.
A IEA prevê aumento no consumo de 2,2% ao ano pelos próximos 24 anos, o que gera um aumento de 68,5% no total. Este aumento elevaria nosso consumo médio para 1,35 tep (um pouco mais, já que o consumo per capita está defasado) o que mostra que nós desejamos o crescimento seja muito maior que isso, afinal quem não quer um padrão de vida australiano?
Dado o fato de que a geração de energia é necessária não se trata de avaliar a necessidade de Belo Monte, mas apenas se é o projeto mais adequado.
E sim, temos que avaliar a participação da eletricidade nesse incremento de tep per capita, mas eu creio que será maior que a parcela de combustíveis fósseis.
2 - Lista de alternativas
2.1 - Pequenas Hidroelétricas
Uma opção é a construção de pequenas hidroelétricas ao invés de uma grande. Certamente esta seria uma opção menos polêmica, já que os impactos de cada uma delas são menores.
Mas como todo mundo que não bombou em mecânica, a geração de energia é uma função do desnível. Dado o relevo, aumentar o desnível aumenta o tamanho do lago (e portanto o impacto) em uma razão maior que um, portanto é válido imaginar que duas hidroelétricas gerarão menos energia que uma única se a soma da área dos lagos das duas primeiras é igual ao da terceira, pois a soma dos desníveis será menor que o desnível da terceira.
Então, para gerar os 4.571 MW de Belo monte precisaríamos inundar bem mais que os 502,8KM² de Belo monte.
O custo também seria maior, pois é fácil perceber que duas turbinas custam mais que uma maior, ou que duas barragens custam mais que uma maior. De acordo com o Plano Nacional de Energia 2030 o custo de instalação por MW de uma pequena hidroelétrica é de U$$ 1,996.00 contra U$$ 887.00 de granes centrais. Estes custos seriam repartidos na distribuição via tarifa gerando uma energia mais cara que comprometeria um percentual maior da renda do cidadão.
2.2 - energia eólica
O custo por MW da energia eólica é o mais próximo da hidroelétrica entra as fontes renováveis. Enquanto Belo Monte gerará o MW a R$ 77,97 o último leilão eólico de 2011 alcançou R$ 99,50. O parque eólico do país passa um momento de grande expansão, tendo atualmente 1.114 MW instalados em 57 parques eólicos. Há 30 em construção e a previsão de chegar a 7.098 MW instalados até 2014 e o desejo de alcançar 20.000 MW até 2021.
Portanto é um erro afirmar que não há investimento em energia eólica. Temos no entanto que perceber que de acordo com o Balanço Energético Nacional de 2011, ano base 2010 realizado pela Empresa de Pesquisa Energética a capacidade instalada no Brasil é de 113.327 MW. Este valor precisa aumentar pelo menos 68,5% até 2035. Um aumento de 2,2% sobre este valor é 2.493 MW. Para aumentar a base instalada em 68,5% é preciso adicionar 77.628 MW atingindo 190.956 MW.
Se analisarmos que empreendimentos energéticos costumam demorar mais de um ano para se tornarem produtivos, é preciso adicionar capacidade ao sistema em grandes quantidades e talvez a energia eólica por si não possa suprir essa demanda crescente.
Mas o que mais pesa contra o parque eólico é a sua pouca produtividade. Façamos umas contas básicas. Uma usina de 1 MW de capacidade gera 8,76 GWh se funcionar ininterruptamente todas as 8760 horas do ano. De acordo com o mesmo relatório da EPE tínhamos em 2010 928 MW instalados no parque eólico nacional mas geramos 2117 GWh, uma produtividade de apenas 26%, contra 40% de Belo monte. Isso quer dizer que assim com Belo Monte tem capacidade instalada de 11.233 MW e capacidade média de 4.571 MW, nosso parque de 928 MW eólicos instalados tem capacidade média de 215 MW. Os aguardados 7098 MW de 2015 serão na verdade 1.845 MW médios. Além disso sua produtividade por KM² é muito bastante baixa. De acordo com o PNE 2030 que colhe dados no Atlas do Potencial Eólico Brasileiro 2 MW/KM². A velocidade média do vento influi na energia efetivamente gerada e flutua de 0,13 para ventos ente 6 e 6,5 m/s até 0,35 para ventos acima de 8,5 m/s. E a área com ventos maiores que seis e menores que 7 m/s corresposde a nada menos que 84,7% do total da área com potencial eólico.
A produtividade pode ser aumentada por melhorias técnicas e não duvidadria se em breve se tornar possível instalar 4 MW/KM². Fator em abaixo do alcançado pelas hidroelétricas, mas com a vantagen de poder haver outros usos para a o terreno do parque, já que os moinhos em si não ocupam muito espaço. Infelizmente até que inventem uma maneira de represar os ventos a produtividade continuará sendo muito baixa.
2.2 - Solar
A energia solar simplesmente é muito cara e pouco eficiente. A nossa primeira central elétrica comercial, da MPX de Eike Batista tem 1 MW instalado e produziu 150 MWh/mes em um total de 1800 MWh ano, o que dá 20,54% de eficiência. A capacidade média da usina é 0,2 MW. Isso tudo com um custo por MWh na casa de R$ 400,00. É preciso avaliar também que a produtividade vaira ao longo do ano dado o nível de encobrimento, portanto essa conta é imprecisa.
2.3 - biomassa
A biomassa se baseia na queima de produtos vegetais. Estes, como são replantados sequestrariam novamente o carbono queimado em sua queima, em um ciclo parecido com o do álcool combustível (nossa mais usada biomassa). Seu custo é parecido com o das termoelétricas e seu real balanço de carbono é negativo principalmente por causa das atividades como transporte de insumos agrícolas e trabalhadores e a perda entrópica de energia no processo de geração, apensar de ser bem menor que o da queima de combustíveis fósseis.
O preço por KWh mais baixo ficou em R$ 145,37.
Seu defeito é a necessidade de terra arável para plantio. Dada a ocupação da terra arável no Brasil, investir pesadamente em biomassa fora do padrão usado atualmente, como geraçaõ complementar com pouco potencial de expansão,implicaria desmatamento, o que nenhum de nós quer, a não ser que convençamos os donos de pastagens a confinar gado e plantar e colher capim.
Em um artigo bastante otimista sobre o potencial de energias alternativas sã mencionados 3650 MW para o Brasil inteiro, valor menor que a potência média de Belo Monte.
3 - As grandes hidroelétricas são boas
Descartando as alternativas ainda mais caras que a solar, como células de hidrogênio e as impraticáveis em território nacional como a geotérmica, e as impraticáveis em larga escala como a das marés, descobrimos que a hidroelétrica continuará sendo a base da matriz energética, com ampliação da participação da energia eólica, mas limitada por sua própria natureza.
Dado que quanto maior a queda d’água, mais energia é gerada, e dado o volume variável de chuva ao longo do ano é necessário construir um reservatório para que a usina possa operar com regularidade e de acordo com a demanda, além do lago aumentar a queda d’água. Desconsiderado as características locais, podemos dizer que quanto maior hidroelétrica menor sue impacto por MW.
Mas nenhuma dedução lógica pode ser aplicada à realidade impunemente e há casos de burrice galopante como Balbina e o projeto inicial de Belo Monte.
4 - As hidroelétricas podem ser melhores
Há um esforço entre os engenheiros para construir hidroelétricas mais eficientes e com lagos menores. As do Jirau e Sertãozinho são duas que se inserem neste objetivo e tem lagos relativamente pequenos ante o que poderia ser feito sem comprometer em demasia sua capacidade de geração. A de Belo Monte é o ápice de realização deste objetivo, uma vez que terá um lago de apenas 502,8 KM² gerando 9,09 MW/Km². Como comparação, Itaipu, que tem uma capacidade máxima de 14.000 MW tem um lago de 1.350 KM² gerando 10,37 MW/Km². Tucuruí com potência de 8.370 MW e lago de 2.850 KM² gerando 2,93 MW/Km². Balbina tem potência de apenas 250 MW e lago de 2.360 KM² gerando ínfimos 0,10 MW/Km². E isso, usando como parâmetro a capacidade média de Belo Monte contra a instalada das outras. Se usarmos a capacidade de 11.233 teríamos 22,34 MW/Km², Provavelmente uma das melhores relações do mundo.
Sendo assim, dizer que é um projeto impensado, inviável, mal feito, etc. é realmente impossível. Belo Monte tem uma eficiência energética muito maior que as outras duas usinas de grande porte implantadas em região amazônica.
5 - A volta do Xingu é excepcional
Não estou falando de beleza natural, estou falando de relevo.

Observe o mapa. A Usina de Belo monte tem um resultado tão eficiente porque tem um modelo inovador. O lago de reserva fica perto de Altamira, mas as turbinas principais de geração ficam depois da volta. Será construído um canal ligando o reservatório principal a uma baixada que será inundada, formando um segundo reservatório na mesma lâmina d’água. Este novo lago será gerado a partir do relevo natural do local com uma pequena ajuda de um conjunto de vários diques de modo a reduzir o tamanho do mesmo. Essa estratégia é especialmente interessante porque enquanto a queda d’água junto à represa principal é de 11,5 m em Belo Monte, do outro lado do lago artificial é de 87,5 m. Como a queda d’água é o mais importante para a geração, teremos muitos metros de queda d’água sem a necessidade de inundar uma grande extensão de água. Isso só é possível por causa da peculiar configuração geográfica, onde após um planalto o rio faz uma curva e permite que a água colhida no alto retorne ao rio. Com certeza é uma configuração incomum e por isso este projeto consegue ser tão eficiente e bem pensado. Outras usinas de muito menor porte como a Capim Branco 1 utilizam este modelo para gerar muita energia com um lago pequeno, gerando um trecho de vazão reduzida. Para ter uma ideia do poder desta técnica, os geradores que ficam junto à barragem principal participam com os 233 MW e os ao final dos canais com os outros 11.000.
Além disso, o ciclo hidrológico do Xingu é oposto ao de rios do sudeste, fazendo com que sua época de operação à plena carga seja justamente a seca nas bacias do Paraná, São Francisco, equalizando a rede e impedindo que as termoelétricas precisem entrar em operação à plena carga. Exatamente por este motivo a usina pode operar a fio d'água, sem grande reservatório.
6 - Há projetos muito piores
O complexo do Tapajós me parece assustador, já que pretende inundar parques nacionais e manter debaixo d’água mais de 1.900 KM². Até que alguém me demonstre muito bem a viabilidade das tais Usinas Paltaformas eu prefiro ser contra o projeto.
Para se ter uma ideia da disparidade dos projetos, um mapa do complexo tapajós, e de Belo Monte.
Note que as áreas rosa claro são desmatamento já ocorrido, portanto falar em floresta virgem é um certo exagero.
7 - Não há ressalvas o bastante para cancelar o projeto
Talvez o ponto mais polêmico do texto todo.
Dado que precisamos de energia
E a maneira mais eficiente de gerá-la são grandes hidroelétricas
E as outras alternativas são sem exceção mais caras e apresentam problemas de escalabilidade e confiabilidade.
E o projeto de Belo Monte é maximiza a geração de energia minimiznado danos
E a deficiência do ciclo de geração irregular se ajusta ao resto do sistema e o equaliza
A única questão a resolver É:
Qual o conjunto de medidas compensatírias necessário.
As regiões alagadas urbanas são essencialmente palafitas e periferias sem estrutura de saneamento.
As margens do Xingu subirão de nível até a linha d'água de 97 m, menos que as maiores cheias jpa registradas no rio, reduzindo assim a necessidade de deslocamento de ribeirinhos. O porto de altamira também não será afetado.
O reservatório complementar será construído em área bastante antropomorfizada.
As comunidades tradicionais da volta do Xingu não precisarão ser deslocadas, uma vez que a volta não será alagada, mas sim terá sua vazão reduzida.
dito isso, é necessário que hava medidas compensatórias, acompanhamento da volta do Xingu, manutenção de um nível mínimo de água, verificação e trabalho para corrigir eventuais desequilíbrios provocados pelo nível de seca permanente na volta.
É válido e direito reinvindicar mais compensação. Como não conheço a área simplesmente não tenho parâmetros para identificar se a proposta atual é suficiente ou não, porém reinvindicar mais compensações não é cancelar a obra.
As compensações somam 3,2 bi, em um projeto com orçamento total estimado em 19 a 30 bi dependendo de quem faz a conta. O projeto em si foi muito alterado de modo a reduzir os danos ao meio ambiente, tendo reduzido o lago para um terço do original, e dois quintos desse um terço são a cheia sazonal do Xingu. O pojeto reduziu o reservatório e passou a operar a fio d'água, e deixou de inundar terras indígenas. Olhando todo esse processo é difícil afimar que é um projeto feito por ecocidas sem coração.
GTK/GNOME vs Qt/KDE
Estou há mais ou menos uma semana usando o Ubuntu em sua interface padrão, Unity, e tenho alguns comentários, já que sou tradicionalmetne usuário do KDE, tendo passado um bom tempo observando iniciativas ainda cruas de novos DEs baseados em Qt.
Não vou discutis o ambiente desktop, porque são premissas diferentes e muito difíceis de comparar, mas aplicações.
Banshee/Rythumbox
Ambos são tocadores de música, o primiero é o pádrão no Ubuntu e o segundo padrão no GNOME, havendo grande possibilidade de se tornar o padrão na préxima versão do Ubuntu. E ambos são um pedaço de merda. Acho que é vício do Winamp, mas para mim é absurdo um programa que não nos permita montar uma playlist. Sim, passo muito tempo tempo ouvindo discos, mas nem tanto tempo assim. Um caso de uso comum para mim é ter uma playlist tocando e sentir vontade de ouvir determinada música. Em qualquer programa que separe a playlist da navegação na coleção tudo que preciso fazer é adicionar a música em questão na próxima posição da playlist, algo bem mais difícil qando não tenho uma representaçlaõ visual da playlist.
A primeira aplicação Qt a ser incluída como substituta de uma aplicação GTK foi o Clementine, que me pemite por exemplo criar uma playlist dinâmica com alguns artistas selecionados e incluir no meio dela qualquer múysica que me dê na telha ouvir.
Gwibber
Quando vi a nova versão do Gwibber, me apaixonei. O programa é realmente muito bonito. Não há hoje nenhum cliente Qt que consiga integrar facebook e twitter em um feed único. O problema é só que ele é muito... cru. No caso dele devo fazer um bugreport ainda hoje, já que é bug mesmo, e não filosofia do programa como no caso do Banshee/Rythimbox. A rolagem no feed é feita aos saltos, sendo cada entrada um "degrau". Só que entradas com vídeos, imagens e outras coisas tem seu conteúdo carregado dinamicamente, assim que mostrados e não em algum tipo de preload, o que faz com que os degraus aumentem depois que você faz a rolagem. Em suma, a nevegação é uma tortura. Para concluir, depois de ir para cima e para baixo algumas vezes para procurar aquela atualização perdida o pograma dá bug e coloca o conteúdo de uma atualização na caixa de outra.
Ao contrário das versões anteiriores não há uma maneira fácil de distinguir conteúdo das diferentes redes socias e falta oxigênio entre os updates. Precisamos de mais padding aqui. Também não há nenuma indicação visual de se a atualização é nova ou antiga, um dos recursos que mais me agrada no Choqok, mas isso nem os sites fazer, exceto para respostas. A interação com as atualização podia ser mais fácil também. Não vejo porque um menu para escolher entre responder, retwittar, curtir, etc. Os próprios sites não escondem essas opções, nem outros programas. E, no fim das contas, o cros post não funciona.
Por isso, apesar de preferir a atualização via software, estou de novo com o Choqok e acompanhado o Facebook pelo site.
Totem
Aqui nada realmente contra o Totem, mas depois que vocẽ descobre o SMplayer, nada mais chega aos pés, nem o VLC. Ele tem seus defeitos, como por exemplo as playlists, que poderiam ser melhores, mas tem recursos como escolha de arquivo de elgenda, sincronia de legendas, controle de velocidade de execução, filtros de contraste, brilho, etc. escolha de backend de vídeo... O Totem simplesmente não comeu arroz com feijão o bastante.
Nautilus
A pesquisa é boa, não rápida como a do Dolphin, melhor gerenciar de arquivos já feito. A divisão de painéis de navegação é estranha, já que não divide apenas o painel, mas toda a parte direita do prgrama, inclusive barra de navegação, sendo novas abas inseridas dentro do painel dividodo, mas funciona.
Na visualização em lista é impossível selecionar vários arquivos com o mouse, apenas com o teclado, o que é uma falha imperdoável e um painel lateral de informações seria uma boa, apesar e não ser essencial. Apesar dos pesares ainda não substituí o Nautilus.
Evince
Bom aplicativo, permite a roalgem de páginas gradual, e não mais apenas a mudança de páginas de uma vez. Adicionaram suporte a CBZ, mas não a CBR, que infelizmente é bem mais usada (preferia na verdade um CB7 ou CBX). O zoom quando temos páginas de tamanho diferente não funciona bem, sendo incapaz de manter as páginas centralizadas na tela e é impossível navegar na visualização via clicar e arrastar, o que é legal para páginas em paisagem. Conseguiria convivar com as idiosoncrasias, mas depois da primera CBR que não abriu instalei o Okular.
Conclusão
Prefiro acreditar que minhas reclamações se devem principalmente à falhas nos pogramas e não ao hábito com outros. Estive tentando diferenciar sempre o que é rusga pessoal do que é bug e tenho que discordar da opinião razoavelmente difundida de que as plicações GTK são mais maduras. Há aplicações excepcionalmente maduras como Inkscape, Gimp, Firefox, etc. assim como aplicações como Kdenlive que é simplesmente o melhor editor de vídeo para Linux, Dolphin e Okular. E aplicações como LibreOffice que não estão de um lado ou outro e são os melhores em sua área.
O que você anda fazendo?
Tudo e Nada.
Hoje, em um ataque de saudosismo, vou assistir o show da Validuaté, banda piauiense, estado que odiei praticamente todos os dias em que morei lá. Curiosamente encontro lá uma ex colega de trabalho, a Daruana que me brinda com a pergunta: “O que você anda fazendo” ou algo parecido.
Tudo e Nada.
No nada se inclui deixar oito horas da minha vida todos os dias na CEF em troca de uma soma em dinheiro que se convencionou chamar “salário”. No nada se inclui a atitude de manter curiosa distância de tudo e todos. No nada se inclui não manter um ambiente e uma alimentação saudável.
E no tudo se inclui escrever muito. Cinco mil palavras num dia bom. No tudo se inclui ter descoberto pessoas com quem consigo conversar. No tudo se inclui pela primeira vez em muito tempo estar aproveitando os dias. No tudo se inclui estar perto de lançar Crônicas de Eldorado, a segunda edição do Factoria, ter Remember a uma revisão do playtest, Ambidestra se tornando uma história melhor...
O curioso é que sei que o Tudo existe só porque carrego dentro de mim a certeza indelével que estarei de novo em Minas no fim do ano.
O ar de despedida me permite ser mais forte? Não. O ar de despedia de mostrou muita coisa. Existem apenas dois movimentos no universo. Diga que sou adepto do shivianismo se quiser, mas são criação e destruição. A criação é o domínio dos deuses e cada vez mais tenho certeza que o domínio dos homens é a destruição. Se apenas quem já amou pode parir estrelas e acender sóis, apenas quem já morreu é capaz de matar de verdade.
E, esta é a epifania de hoje, apenas quem já amou e morreu, é capaz viver.
Olho o horizonte, o vento entra em minha camisa e sinto que sou capaz de explodir essa pseudo cidade chamada Araçatuba, com suas pseudo pessoas nativas e poucos exilados.
Eu, nascido em Metrópolis, carregando na alma verdades simples, tão simples que me assustam, descubro que nunca tinha feito o que era mais necessário.
Hoje, depois de morto, finalmente cumpro a tarefa absoluta e necessária de assassinar Homem, Deus e Flor. Hoje, depois de vivo, sou o filho do Nada. Carne, Sangue e Pus se unem em nascimento e criação, se separam em morte e destruição.
Eu sou o abismo, eu sou o céu.
Meu bem, nem venha
Validuaté
-Ah assim é fácil:
você apronta e pronto
é só dizer foi mal.
Cansei de falar falou
e você dizer valeu.
Com tanta queda
porque você não cai
na real?
Aquela razão que eu lhe dei
você deu fim,
perdeu aquela fé
que só eu tinha em você.
De sua culpa
sempre sobra um pouco
para mim.
Me diga:
quando mesmo é que você vai crescer?
Meu bem, meu bem,
nem venha!
A vida não dá mole para seu ninga!
Meu bem, meu bem,
nem venha!
Se liga na parada
ou a chance míngua!
Se acha no direito
de ficar de mal
e jururu faz bico,
diz que o mundo é cruel.
Tem sempre um álibi novo
e etc. e tal...
O meu estoque de paciência
foi pro beleléu
Desculpas tem a preço de banana.
Diga logo: quantas
segundas chances você quer?
tudo bem que perfeição
não é humana,
mas não permaneça nessa
de esperar algo do céu.
Retcons a parte...
A DC lançou mais uma grande crise e dessa vez zerou de verdade as revistas. Para todos os efeitos heróis existem há algo em torno de cinco ou dez anos. E uma avalanche de reclamações se armou.
Bem... eu gsot de cronologia, mas acredito que existam coisas mais importantes que isto no mundo dos super heróis. Algumas das melhores histórias que eu conheço não existiriam sem pequenos retcons.
Ninguém se lembra que a maioria dos grandes heróis tem origens muito antigas e a tal da "era de ouro" é uma massa de material de pouca qualidade com persoanges estereotipados e de baixa qualidade. Jhon Byrne comandou o retcon do Super Homem, Frank Miller o retcon do Batman, e do Demolidor, e por aí vai.
Creio que TODO personagem com mais de três décadas possui algum retcon em sua vida. Por mais que nerds gostem de cronologia, como disse na abertura há coisas mais importantes.
Esse retcon é bom? Grant Morrisson fez um retcon do Homem Animal que ajudou a fundar a Vertigo, de tão importante que foi. Frank Miller um do Monstro do Pantano que redefiniu os quadrinhos. As novas origens do Bátmas e Demolidor são muito melhores que as anteriores.
Nem sempre é preciso em reboot total do personagem, vide por exemplo o caso do Demolidor. Miller foi adicionando com o tempo elementos ao passado de Murdok como Stick, tentáculo, Electra, aproveitando os espaços vazios. Hoje, quais são os espaços vazios que existem para que essa alternativa seja usada?
Uma das séreis que mais vendeu (e, portanto deve ter agradado o público, não?) foi o retcon do lanterna verde que decorreu no dia mais claro, noite mais densa e mais um monte de séries. Bem... Há problemas e vantagens nos retcons. O problema é você não saber o que pode ser considerado cânone. A vantagem é poder criar com mais liberdade e, talvez, fazer um produto melhor.
Gosto de pensar que o retcon é um preço a se pagar por ter personages longevos demais. Um mangá normalmente tem um ciclo de vida (existem exceções) mais curto, onde é possivel não ter retcons, mas em personaens na ativa desde a década de 40? E outra, o Batman da "Era de Ouro" é um personagem intragável. Talvez, porque não sou dessa geração. Pode ser melancolia, mas não sei se o meu Batman já se tornou intragável para a nova geração. Ou deixamos os personagens morrerem em paz ou aceitamos suas reformulações. Algumas são boas, outras péssimas, como este novo Arqueiro Verde, pós Crise Final. O fato é que elas continuarão acontecendo e não há nada que possa ser feito para impedir, a não ser matar o personagem.
JRPG, Dating Sims e Persona 4
Como Fortuna, a donzela cheia de vontades, está governando meu destino, ocorreu de no meio do caos do twitter eu ter descoberto um blog muito legal, o Blog do Amer e, lá encontrado um post que me chamou a atenção pelo inusitado e pelo bem feito. O sobre os melhores personagens gays do videogame. Alguns eu conhecia, a maior parte não e alguns ainda são suposições, com as quais não concordo, como Silent Hill. Mas me chamou a atenção a maneira como ele citou Persona 4. um honroso segundo lugar e uma propaganda, parecida com a que eu faria se eu gostasse muito do jogo.
Então instalei um emulador, baixei a ISO e fui jogar, já qu Fortuna me garantiu tempo para isso (e bem que deveria estar fazendo outras coisas, pelas quais estão inclusive me cobrando... mas deixa pra lá).
Persona 4 é um híbrido de JRPG com Dating Sim, dois estilos nipônicos de berço e criação, mas com alguns fãs no Brasil. Eu particularmtente não sou um dos mairoes fãs do JRPG, talvez por ser um jogador casual, mas até que aprecio os dating sims.
Começando pelo JRPG. Pode ser que eu tenha visto só a fina flor do RPG de computador amercano, (para começar não consumo drogas, portanto qualquer coisa com a logomarca D&D está fora do meu cardápio) ou que não considere RPG os jogos de ação com algumas possibilidade de evolução. O fato é que vejo o cenários dos JRPGs como bem mais restritivo. A história é mais linear. O que não quer dizer que não exista a possibilidade de construir tramas paralelas, mas apenas que a história centralparece bem desvinculada das tramas acessórias, ou, a situação que eu mais odeio, as tramas paralelas "são vinculadas" e por isto travam o avançao da histórai principal (quem nunca passou meia hora procurando em sessenta e sete cidades onde está a pessoa com quem você não falou que impede de continuar o jogo?).
Em Persona 4 vocẽ aduire o controle completo do personagem somente depois de quatro horas e meia, em que o jogo te dá opções bem pequenas de o que fazer com seu tempo. Em jogos menos claustrofóbicos vocẽ pode ir para onde quiser, mas a única coisa que vai achar são encontros aleatórios, em mais restritivos como Silent Hill (Silent Hill é RPG?) você não pode pisar fora do traçado porque a opção simplesmente não existe (não, não é RPG).
Em segundo lugar temos como grande diferença, os chefes de fase estratosfericamente poderosos que te obrigam a fazer dungeon crowling, ou gastar horas em encontros aleatórios. Persona 4 tem a seguinte estrutura, uma dungeon com um miniboss no meio dela e um boss no final. Do início até o final da dungeon não existem save points e a única maneira de recuperar os pontos "especiais" (mana) são raros itens que recuperam muito pouco em relação ao que você gasta. (Até a hora da segunda dungeron, quando aparece um NPC que pode te restaurar, cobrando os olhos da cara). O problema é que os Boses são estratosfericamente poderosos, como já disse, então ao terminar a dungeon, você não consegue derrotálo e precisa percorrê-la outra vez, depois de melhorar deus equipamentos e magias para conseguir fazer isso. Então depois que você finaliza, você pega as quests para os itens daquela dungeon, que não estavam disponíveis e a percorre de novo para pegar os itens e matar um midboss que se apodera da mesma. Então você percorre cada dungeons três vezes. Considerando uqe não existem save points dentro dela e que uma jornada demora pelo menos uma hora, se você for rápido e não a "zerar", o que é absolutamente necessário, então coloque pelo menos uma hora e meia para duas, com tendencia a aumentar.
Isso resume mais uma das diferenças do JRPG para o americano, o tipo de público exigido. É preciso muita dedicação para finalizar um JRPG, bem mais que os ocidentais.
Estas são as caracterśitcas que Persona 4 tem em comum com todos JRPG, mas vamos às diferenças. O fluxo de tempo lembra muito os dating sims com um número de ações limitados por dia, ao invés de um jogo "em tempo real" (acelerado) onde até mesmo ficar parado consome tempo ou cada interação com o mundo consumir certa quantidade de tempo (normalmente ficar parado e andar dentro de uma mesma localidade não consomem). Em Persona 4 ir às compras e coonversar com NPCs "estranhos" não consome tempo. Aumentar um dos seus atributos ou conversar com seus amigos para aprofundar suas relações com eles consome todo o período do dia. Só existem dois períodos, depois da escola e de noite. Aos domingos e feriados, qualquer ação que consuma tempo consome o dia inteiro, e não meio, como era de se esperar. Com certa frequencia ocorrem ventos na história que ocupam uma parte ou todo o seu dia te impedindo de usar aquela parte do dia, ou todo ele.
Pode ter parecido relcamação, mas na verdade, são as regras internas do jogo. Ele precisa limitar o tempo para gerar um pensamento estratégico sobre os relacionamentos humanos. Isto é algo que todo dating sim faz, uns bem e outros mal. Persona 4 faz bem, inclusive por ter bons personagens, mas principalemene por integrar a parte dos encontros com o dungeon crowling, definindo que quanto mais profundas as suas ligações sociais, mais bônus você tem ao criar novos "pokémons" (nunca vi povo que gosta tanto de invocação quanto os nipônicos. Acho que Magic é o único produto baseado em invocação que não é japonês). Para ter uma ideia do que temos aqui, as relações são representadas pelos 22 arcanos maiores do tarô, e cada uma tem pelo menos três criaturas relacionadas. Além de ter que desenvolver 22 ligaçẽos sociaso o personagem tem que evoluir 5 atributos gerenciar seu grimório de criaturas, tendo apenas duas ações significativas por dia, (ou menos, por causa dos eventos) e limitações claras no que pode ser feito de noite ou em determinado doa da semana.
A necessidade de estratégia é gritante, assim como a presunção de que o jogo vai ser jogado mais de uma vez.
Se eu fosse remodelar o jogo para o tip de pessoa que eu sou, com a vontade de dungeon crowling que tenho e etc, faria dungeons menores, chefes que possam ser derrotados ao final da dungeon sem precisar de xp farming, colocaria as quests por itens antes da entrada na dungeon, para não precisar voltar lá de novo mais uma vez.. Manteria os eventos que comem o seu dia, porque é instigante, mas ofereceria uma lista de todas as açẽos possíveis, ao invés de andar até elas. Reduziria o tempo das animações e mensagens repetitivas (ir à cidade, ir até a segunda área do lugar da cidade onde está, andar até o ponto/pessoa X para fazer tal coisa. Depois da terceira vez cansa).
Estou atualmente com 14:37 de jogo, e tenho a impressão que pelo menos duas horas se foram em animações repetidas, deslocamentos e explicação de como eu estou me sentido mais próximo de fulano.
Se Persona 4 tem um defeito é apenas o de exigir uma dedicação maior do que a minha vontade atual, principalente em relaçao ao dungeon crowling. ou talvez haja um erro de design em fazer um jogo cuja proposta é ser jogado várias vezes com tanta dificuldade em por exemplo pular diálogos. Algo que tenho certeza é que não vou jogar de novo, porque preciso de cinco horas apenas para começar a tomar decisões de verdade...
Assim que tiver saco para dichavar a segunda dungeon de novo para poder derrotar o boss e voltar ao jogo, avalio se essas impressões estão certas ou foram precipitadas.
It's Nothing About Sex - Parte II
Última parte disto, finalmente encerrando a jornada prometida.
O ponto chave aqui é que às vezes nem o próprio sexo é sobre o sexo, por incrível que pareça.
Dentro da nossa vida, como animais simbólicos que somos, muitas vezes usamos o sexo real, físico, como metáfora e signo.
Dar uma pode ser uma luta desesperada contra o fracasso, pode ser um mergulho rumo à aniquilação, pode ser a volta para casa ou mesmo um ato de violência e força. podemos perceber o sexo símbolo em praticamente todos os seres humanos. (É claro que isto exige que o ser humano em questão tenha alguma vida simbólica.)
O processo de criar valor e significado para as sensação (inclusive o sexo) não é incomum, aliás é o berço de todas as religiões.
Como o sexo se faz em grupo de de pelo meons dois, a vida sexual é construir significado do outro. Boa parte do tempo os relacionamentos ficam na normalidade morna, partanto não há significado a construir. Inícios e fins são mais dramáticos e tendem a gerar mais metáforas. As do início criam um significado para o outro que ele carregará pelo resto da vida, ou até que a nova metáfora os separe.
It's Nothing About Sex - Parte I
Continaundo a há muito prometida e ainda não publicada terceira parte da epopéia sobre o sexo. It’s Nothing About Sex, parte 1.
Já mencionei nos outros textos, a importância do sexo na vida dos seres humanos. Não retiro nada do dito, mas é necessário afirmar o contrário também. Uma outra alternativa seria este post se chamar "It's not all about sex", mas não traduziria o espírito da coisa. O ponto base, que vamos retomar depois, é que muitas vezes, o próprio sexo não é sobre o sexo.
Comecemos com um exemplo simples, as antigas propagandas de cerveja, que começaram a sair de moda depois de alguns estudos demonstrando que não funcionam. Foi sustentado durante anos que o apelo erótico seria para aumentar a venda de bebida. Acabou que o apelo erótico se concluia em si mesmo. Este é um exemplo claro de
Já mencionei nos outros textos, a importância do sexo na vida dos seres humanos. Não retiro nada do dito, mas é necessário afirmar o contrário também. Uma outra alternativa seria este post se chamar "It's not all about sex", mas não traduziria o espírito da coisa. O ponto base, que vamos retomar depois, é que muitas vezes, o próprio sexo não é sobre o sexo.
Comecemos com um exemplo simples, as antigas propagandas de cerveja, que começaram a sair de moda depois de alguns estudos demonstrando que não funcionam. Foi sustentado durante anos que o apelo erótico seria para aumentar a venda de bebida. Acabou que o apelo erótico se concluia em si mesmo, e não aumentava as vendas de ninguém. Este é um exemplo claro dos primeiros artigos. Mas, por exemplo, Oswaldo Montenegro. Ele faz músicas sobre o sexo, com uma sexualidade clara e inequívoca. Assim como Zélia Duncan. Mas nas suas obras o mais importante não é o sexo. O sexo acaba obscurecido por algum outro elemento, seja a sensação de natureza selvagem ou a revolta diante da hipocrisia conservadra. Mesmo com todo o significado próprio o sexo pode ser usado como signo para represetar outros signos.
E sendo um signo tão primitivo e poderoso, bem usado pode ser uma ferramenta de potencialização. O Ultimo Tango de Paris não é em absoluto um filme sobre sexo, mas sobre culpa, desespero, pulsão tanatológica e, porque não, a maneira como estes se relacionam com a liberdade. O Último Tango em Paris é que devia se chamar À Procura da Felicidade.
Conseguiria Bertolucci um discurso tão potente, profundo e sincero sem usar o sexo como signo, metáfora, linguagem principal? uma grande chance de não.
