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08/10

Jornalismo, liberdade de expressão e direito de informação

22:04 by cochise. Filed under: Óculos de longo alcance

Sempre me posicionei contra a necessidade de diploma para o trabalho jornalístico. Continuo sendo contra, mas um texto do Observatório da Imprensa me fez entender melhor a posição corporativista dos favoráveis. A discussão da regulamentação é um erro estratégico dos jornalistas, o que eles precisam fazer é se sindicalizar.

A regulamentação da profissão esbarra em duas questões filosíficas, a liberdade  de expressão e o direito  de informação. Afinal, se formos analisar filosoficamente a questão,m o jornalismo é um direito humano. Exigir um diploma é ferir o Artigo 5° IV, IX e XIV. Qualquer um pode dentro da lei fazer um jornal. Faz parte do direito de expressão de idéias. Qualquer um pode escrever em um jornal. Exigir um diploma para exercer essa atividade é uma contradição. Exigir um jornalista responsável além de reserva de mercado é um inviabilizador finaceiro para pequenos veículos, censura branca. Restringir o diploma para relações de trabalho é reserva de mercado para baseaar em graduação e não em talento a contratação de pessoal, já que por mais que seja uma atividade técnica, o jornalimo é indistinguível da literatura em meia dúzia de aspectos.

Então até ler essa matéria no Observatório eu achava que essa coisa de regulamentação era puro corporativvismo, na sua expressão mais vil. Até porque a mídia de modo geral usa como argumento de legitimação a liberdade de imprensa e o direito de informação. A regulamentação reduz a questão a uma questão trabalhista, uma reserva de mercado. Se o jornalismo é apenas uma questão trabalhista, se o jornal é apenas uma empresa contratante, o jornalimo é apenas uma questão técnica e o jornal uma empresa de capital privado que visa o lucro. A legitimidade do jornal emquanto meio de informação do povo e meio  livre de expressão é nula.

Mas o problema é outro. O problema é que os jornais são patrões muito ruins. A internet faz as vendas cairem e eles exploram mais os funcionários, demitem os melhores e mais caros, com isso aqualidade caí, o que fazz com que as vendas caiam mais. Um cíclo visioso. Miopia empresarial, pois só o conteúdo pode aumentar vendas e sem funcionários bons e motivados não há bom conteúdo.

Mas lutar pela regulamentação da profissão é a solução errada. Uma lei baixada não vai resolver esses problemas. A única coisa que resolveria é um sindicato forte, enfrentando os jornais e fazendo acordos coletivos vantajosos para a classe. O problema dos jornalistas é um problema trabalhista, não filosófico. E lutar por uma regulamentação que mexe com direitos fundamentais é uma péssima maneira de enfrentar problemas trabalhistas.

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08/10

O que ando fazendo

19:09 by cochise. Filed under: Cotidiano

Estou sumido daqui. Mas é porque estou ocupado. Vamos a uma lista simples.

  1. Escrevendo um artigo sobre a produtividade acadêmica da faculdade onde estou, na iniciação científica e na pós.
  2. Escrevendo um atigo sobre interface de software prototipando um programa de gestão de tempo e projetos.
  3. Acompanhando a eleição com interesse pornográfico nos blogs dos sociólogis espertos que fazem mais do que humor ou militânica.
  4. Enfrendando poblemas pessoais e familiares como sempre.

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08/10

Silêncio

20:23 by cochise. Filed under: poesia

Você, querido cidadão respeitável que ganha quatro mil cruzeiros por mês
Você que se orgulha de não defender índio que bota fogo em playboy,
E fragorosamente se cala em contrário,

Você

O microfone está aberto ao abjeto pensamento.
Aberto somente ao abjeto pensamento.
Porque o microfone é seu.

A propriedade é um roubo!
se for minha, não se for sua.

O silêncio diz muito
O fabricado com paredes de concreto e choques nas genitais
O fabricado com folhas de jornal
O fabricado com diplomas de graduação
O fabricado em escolinhas, clubinhos, grupinhos particulares.

O mundo está la fora
E ele não se cala.

Aprenda a ouvir.

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08/10

Sobre engrenagens e lobos

20:04 by cochise. Filed under: digressões

Pensei em escrever um comentário lá no Makaber Magie, mas descobri que precisaria de um texto grande o bastante para um post. Então aqui vamos nós. Existe algo podre nas escolas. O aprendizado psicofísico de ficar quieto horas seguidas na sua cadeira, sem reclamar, que é importantíssimo para o mercado de trabalho, a formação de mão de obra, a aprendizado mecânico. No entanto, isso que é podre, é importantíssimo. É estranho, mas é verdade, e eu demorei muitos anos para entender como as coisas realmente funcionam.

Toda regra tem exceções, eu sei. Você pode elencar pessoa x, y ou z para tentar contradizer estes argumentos, mas x, y e z são pontos fora da média. Estou aqui falando da massa média de indivíduos gama que não tem nenhum sonho a mais do que o que for ofertado a eles, não dos garbosos alfas e betas ou dos desprezíveis ômegas. A verdade é que o fulaninho que ouve funk, sonha ter uma pickup (porque caminhonete é coisa de suburbano) para botar um “som animal” e fazer a cidade inteira ouvir funk sonha apenas o que nós lhe ofertamos. Nós, mundo. Ele sabe que será para sempre um qualquer apertador de parafuso/balconista/vendedor.

Sempre um entre os vários milhares e milhões. Será apenas isso. Para que escola então? Os jovens e adolescentes simplesmente não tem perspectivas nas escolas. Mesmo os que dizem “vou fazer direito/pscicologia/veterinária” não tem mais perspectivva de vida do que uma casa com quatro quartos quitada depois de 30 anos pagando.

No Brasil o grosso da juventude simplesmente não sabe sonhar. Está há gerações enrodada num cíclo vicioso de subemprego-cohab-escola pública-subemprego. Formar boas engrenagens é necessário. É importante. Não estou falando de nada mais do que o mais baixo e vil ensinador de apertador de parafusos. Ao aprender a apertar parafusos o jovem aprende que não precisa ser balconista, não precisa se conformar com o salário mínimo.

É claro que tudo ffica melhor se tivermos uma educação humanista aliada a isso, uma perspectiva crítica ao funcionamento da sociedade. Mas sendo simplesmente realistas, isso é algo absolutamente impossível a curto prazo. E sim, existem bons professores que são ponto fora da média, mas a grandde maioria precisa ler muito livro antes de conseguir uma visão crítica que não seja maniquísta, formar alunos consciêntes e não massificados pela esquerda. Num quadro em que a maioria dos proefessores de exatas não são formados em nada na area pedagógica, onde os professores de humanas são dispensados de fazeer monografias e onde os professores ganham menos que… quase todo mundo é impossível falar de algo assim.

é um trabalho para gerações. É preciso boas universidades que formem bons professores. E para isso é preciso bons projetoss de pós graduaçao para formar os professores dos professores das universidades, porque a maioria deles é um lixo. Poucos professores universitários sequer tem alguma produção acadêmica. constuir A Eduçãção, universalizante, humanista, criadora de senso crítico, etc. É uma tarefa de gerações que não podemos deixar de lado. Fazer com que a escola tenha o caráter de transforrmação social apresentando perspectivas de creescimento finaceiro pessoal concretas aos alunos é trabalho de alguns anos. E Tão importante quanto A Educação. Porque sem esse germe de ambição A Educação não vai existir, porque não vamos ter universidades, não vamos ter alunos matriculados. E sim, o preofessor hoje, é um apertador de parafusos. (há pontos fora da média) Sem vender a idéia do apertador de parafuso bem pago o círculo não fehca e não se auto alimenta. Continuaremos com deficiência de  engenheiros, professores, médicos, etc.

OBS.: Naturalmente é preciso pagar bem os professores. Um bom começo seria reduzir a carga horária do piso salarial para 20 ou 25 horas semanais e aumentar o salário em uns 30%.

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08/10

Quantos votos Dilma transfere?

21:11 by cochise. Filed under: Partido

Podem falar que estou contando com ovo no fiofó da galinha e outras coisas feias, mas acho importante começar a pensar nisso. Na eleição presidencial Dilma está se consolidando e o horário eleitoral deve melhorar sua situação.

Então, do meio para o final do período de horário eleitoral, qual o poder de transferência de votos de Dilma para candidatos estaduais?

Algo no estilo “Para governar melhor o Brasil precisamos da ajuda dos melhores senadores e deputados” ou “Para Para o avanço do governo chegar ao estado é melhor que seja um governador aliado”.

Nem em 2002 nem em 2006 Lula estava em uma situação “confortável” como que Dilma pode ficar. Isso permite por exemplo uma campanha “O Democratas entrou com um processo judicial para acabar com o ProUni. Precisamos de deputados que ajudem o Brasil a avançar, não que combatam o avanço.”

Não sei se existe algum estudo sobre transferência de votos em cascata, mas dentro do PT sempre se deu valor à procura de um voto vertical. Se nas próximas pesquisas o crescimento de Dilma se consolidar os palanques estaduais vão mudar de propósito.

Podemos estar diante de um crescimento inédito da esquerda, maior que as previsões mais otimistas. (perdi o link que queria colocar aqui)

Assim, a situação de Anastasia por exemplo se complica, mas não a de Roseana Sarney, que apesar de disputar com partidos de esquerda é da base de apoio, e pega mal fazer campanha contra ela. Ou seja, DEM, PSDB, PPS e talvez PV podem enfrentar uma grande redução nessas eleições.

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07/10

Tudo que você um dia quis saber sobre esse relatório que fala da desiguladade no Brasil

1:54 by cochise. Filed under: Partido

Há pouco tempo atrás o Jornal Nacional apresentou uma matéria que achei meio estranha. contraditória até. Ela falava de um relatório da ONU que colocava o Brasil como um dos mais desiguais (nada novo) e deixava uma atmosfera de que a desigualdade não está sendo combatida e tudo vai continuar ruim se alguém não fizer alguma coisa.

Fato 1: Não é exatamente este o teor do relatório. quem quiser conferir pode ver aqui: http://www.pnud.org.br/pobreza_desigualdade/reportagens/index.php?id01=2390&lay=pde

Eu, se fosse do PNUD estaria com raiva de ter as minhas palavras desvirtuadas.

Fato 2: O relatório é de 2006 e usa dados de 2003. Pode conferir na tabela na própria matéria, reproduzida abaixo:

Essa defasagem é comum quando se faz relatórios internacionais, por causa da comparabilidade dos dados. Ou seja, o relatório fala essencialmente do primeiro ano do governo Lula.

Fato 3: Através do site do Ipea peguei a série histórica do coeficiente de Gini, desde 1995 até 2008, último disponível lá, apesar de saber que o de 2009 existe em algum lugar.

Isto é tudo.

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07/10

Política, a máquina de emburrecer gente

3:15 by cochise. Filed under: Partido,digressões

Provavelmente este é o post mais polêmico que eu já escrevi, mas duvido que muita gente consiga compreendê-lo completamente.

OBS.: Este texto fala quase exclusivamente do nível federal.

A máquina política brasileira (não sei dizer se é assim em outros países) é claramente desequilibrada. Em primeiro lugar, falta informação. Ninguém sabe os motivos de coisa alguma, pouca coisa é realmente discutida com a sociedade. Um dos motivos disto é que os jornais estão tão ocupados fazendo oposição que esquecem que uma das suas funções é informar. Outro é que em parte por causa da oposição de oposição da mídia as informações só circulam depois dos fatos estarem decididos.

Em segundo lugar, tudo é resumido a um combate eleitoral mesquinho, em grande parte por causa do primeiro ponto.

Simplesmente não importa se projeto A é bom ou não, se decisão B é boa ou não. O importante é levantar os pontos negativos (quase todas as coisas tem lados negativos. Existem muito poucas coisas que como o café tem apenas aspectos positivos.) e fazer oposição histérica com ampla divulgação por uma mídia de oposição para tentar conseguir algum resultado eleitoral.

O fato deste combate imbecil existir nos salões do planalto e corredores do congresso faz com que isso desça até as ruas e contamine os militantes de ambos os lados.

Para pensar em exemplos, vamos pegar Belo Monte, lei de direitos autorais e código florestal.

Todas as discussões, artigos, reportagens que encontro sobre o assunto estão contaminadas não por opiniões sobre estes assuntos (exagero isso, não no caso dos direitos autorais), mas sobre a eleição 2010.

Particularmente sou a favor do atual projeto de Belo Monte, da reforma dos direitos autorais, achando-a insuficiente em grandes partes e a favor sem ressalvas do novo código florestal. (qualquer um contra, por favor procure entendê-lo minimamente)

O ponto é que ninguém tem direito à opinião no que diz respeito à vida política e nunca se discute fatos, mas factoides. O combate entre lados é tão acirrado que automaticamente os lados se definem e existe uma obrigação do cidadão alinhado com um deles de ser completamente a favor de todas as ações do seu lado antes mesmo de conhecê-las. Conheço pouquíssimas pessoas que efetivamente compreendem as mudanças no código florestal. Conheço infinitas pessoas atacando e defendendo esse mesmo código. Já cansei de ver falácias como por exemplo ataques ad homini nos dois lados e já cansei de ver papagaios de esquerda e direita repetindo argumentos decorados.

A minha conclusão é que a atual máquina política é uma máquina de emburrecer pessoas. As mais inocentes e bem intencionadas porque não falam diante de um ataque “Não sei sobre este tema ainda. Vou fazer uma certa pesquisa e depois a ente conversa sobre isso.”, mas partem para um contra ataque frágil baseado em slogans e palavras de ordem sem embasamento algum.

Sinto muito contar, mas os dois lados fazendo isso ninguém convence ninguém e o único objetivo alcançado é o de fazer com que eles se odeiem ainda mais.

As mais sacanas esquecem a consciência debaixo da cama todo dia e incentivam a massificação tanto de esquerda como de direita para baseado em carisma e oratória usar a população como massa de manobra em vez de incentivar o debate racional dos assuntos, porque sabem que uma população acostumada ao debate, à opinião e ao raciocínio é uma população mais difícil de convencer a votar e mais interessada em participar das decisões políticas.

E tenho dito.

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07/10

Porque não sou ateu

12:08 by cochise. Filed under: digressões

Muita gente anda debatendo o livro Deus, um delírio e essa questão do ateísmo tem tomado vulto. Bem, assim como Bertand Russel que escreveu o fantástico Porque não sou critão resolvi dar meus pitacos.

Sendo curto e grosso, não sou ateu porque sou um místico. Eu sou muito mais alinhado intelectualmente com os ateus que com qualquer das vááááárias religiões que conheço. Analiso religiões como fenômenos epistemológicos, sociais e memes e igrejas como organizações sociais. Não acredito na validade de uma moral teocêntrica e não creio em pós vida.

Mas no entanto sou um místico. Acredito em “energias”, em ligações entre todas as coisas, que tudo é um. Acredito que é possível sintonizar o outro e eliminar as barreiras artificias entre os seres. Acredito que a matéria é muito mais subjetiva que objetiva. Já conversei com plantas, experimentei telepatia, tive quase viagens astrais.não tenho pretensão nenhuma nem de me tornar um religioso na acepção normal da palavra, nem um ateu na acepção normal da palavra, nem estudar magia na acepção normal da palavra, porque a maior parte da merda que se entende por magia não é muito diferente das religiões e portanto muuuito distante da minha “magia verdadeira”.

Se você quiser chamar esse um que é tudo de Deus, pode fazer isso, o nome é a última coisa que me importa. Não vai alterar o que é. Só que não é deus no sentido que as pessoas costumam imaginar ao ouvir a palavra, pois o todo não é pessoal, não é ético, não é autoconsciente. Se você chamar esse um de deus, é um deus adormecido, que não pensa, que não diz “Eu Sou”.

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07/10

Retomando

5:28 by cochise. Filed under: digressões

Às pessoas que interessa, digo que estou bem. digo que estou leve, com vontade de voar e que no início da semana cumpri o ritual de tomar um café em honra aos amigos distantes.

Tenho escrito principalmente sobre o status dos meus livros, e tenho trabalhando neles, o que é muito bom também, mas tenho saudade de sentar diante do computador e escrever estas longas cartas para ninguém.

“O fracasso, o verdadeiro fracasso, não tem nenhuma relação com a obtenção de certas coisas na vida. Trata-se da sensação e da certeza de que, não importa o que você faça, está reduzido a ser um mamífero, uma criatura sem possibilidade de se comunicar, cheia de ânsias insaciáveis e com uma estreita lucidez frente à urgência elementar de saber quem raios é o que significa. O dinheiro, a fama e as adulações são apenas o peixe podre com que alimentam a foca amestrada para que continue divertindo o público. É verdade que há camas mais suaves, bundas mais vigorosas e carros mais velozes que outros, mas isso não garante que a gente durma mais tranqüilo, demore mais para ejacular ou chegue mais longe.” Efraim Medina Reyes

Tem muitas coisas que preciso falar, mas ler este trecho de uma fantástica entrevista do Efraim me fez ter vontade de falar da Magia necessária para transformar o Fracasso me Sucesso.

Para isso , mais dois trechos da entrevista:

O que o deixa mais irritado? Que todas as mulheres que eu acho gostosas não se entreguem para mim. Que a estupidez continue ganhando a batalha, que o lixo que Paulo Coelho e Dan Brown escrevem seja consumido por milhões de mamíferos. Que nos estádios de futebol milhares de pobres se matem enquanto 22 milionários se divertem no campo. Basta de assistir futebol, é hora de jogá-lo, todos. Não quero assistir à próxima final da Copa, quero jogá-la.
Por fim: quanto tempo o cupim leva para devorar o bosque? Querido amigo, não tenho todas as respostas, só espero que antes que o bosque desapareça o lobo tenha conseguido dar uma boa trepada com a Chapeuzinho.

Isso é cinismo. Isso é Bukowski, isso é Fight Club. Isso é dizer com todas as letras: “Eu sou a merda do mundo fazendo de tudo para ser notada”. Isso é como eu me sinto boa parte do tempo.

O fracasso não tem a ver com perder, assim como o sucesso não tem a ver com ganhar. Tudo isso são ninharias que não importam nada quando você está a sós com o espelho. O fracasso tem a ver com não saber que é um fracasso. Tem a ver com ser um “mamífero” que não tem desejo de tocar as estrelas. Tem a ver com ser um ser sem dentes e garras que não tem coragem de catar a chapeuzinho.

A magia é ser o lobo insone rondando a civilização a espera de uma chance de meter os dentes em alguém. A magia é a raiva surda, o rancor, a vontade de esbofetear todo fã de Dan Brow ou Stepanie Mayer. A magia é a transformação. É amar um mundo que você sabe que deveria ser e não é. É a vontade de assaltar o supermercado tendo dinheiro para dizer que você pode.

Não quero passar uma procuração para os atores das novelas viverem os casos de amor, as viagens, as descobertas. Quero fazer eu mesmo. Quero jogar a final da copa. Não quero a promessa de um paraíso feito para mim após a morte. quero fazer um aqui e agora. Quero arrancar à força do mundo o que eu sei que mereço e socar a cara de qualquer um que queira menos que isso.

Magia é transformação. É impor sua vontade ao mundo e não parar enquanto ele não se curvar. E isso é sucesso. E por isso eu sou um mago. Porque nas minhas veias galopam cavalos vapor e as minhas mãos são a ferramenta de fazer paraísos.

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07/10

You are doing it WRONG!!!!

14:41 by cochise. Filed under: Sem categoria

“Turma da Mônica Jovem 23

– O Caderno do Riso – Parte 1 – Cebola encontra um misterioso caderno capaz de fazer qualquer pessoa que tenha seu nome escrito nele ter um ataque de riso. Então, ele resolve usar esse poder para mudar o mundo!”

Citando Adonay, You are doing it WRONG!!!!

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