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04/06

Pedacinhos

11:21 by cochise. Filed under: Sem categoria

Uma das coisas mais legais do mundo é saber o que pensam os outros, apesar de suas opiniões não serem importantes.
É divertido, entende.
Comente.

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04/06

Cripta Aberta

11:11 by cochise. Filed under: poesia
Poderia ficar eternamente
escrevendo o que sente
esse notívgo fotofóbico.
minto.
Poderia ficar eternamente
sem fazer nada
nessa noite chuvosa.
Só ouço a água.
[e esses galos malditos do vizinho]

querendo ser a chuva
e esse vento que quase não é.

Posso ficar aqui.
Calmo…
Sereno…
Por que então sairei
?

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04/06

Autorias

11:10 by cochise. Filed under: poesia

Entenda-se tacitamente que todas as obras aqui contidas que não tenham referência direta a autoria ou direitos autorais são minhas.

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04/06

Abertura

11:09 by cochise. Filed under: Sem categoria
Apenas agora eu abro esse blog a visitação pública.
Em outras palavras, só agora eu conto para o mundo que ele existe.

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04/06

Pedras e pó…

11:07 by cochise. Filed under: Imagens


O que há de mais encantado e encantador é feito de pedras e pó cinzentos.
Nós, que somos feitos da matéria dos sonhos, qual o nosso potencial?

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04/06

Moacyr Félix

11:07 by cochise. Filed under: poesia

Ele é simplesmente um dos maiores poetas de todos os tempos.

E ninguém o conhece.

Por isso eu vou postar sempre poesias dele aqui


Principalmente quando quiser enganar vocês e não dizer que estou sem inspiração para escrever.

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04/06

E O AMOR SERIA TÃO FÁCIL

11:04 by cochise. Filed under: poesia

O amor seria tão fácil, querida,
se a sutil necessidade não fosse este desejo
de escapar, de romper, de irromper
além da desvivência que preside os vários medos;

e se o desejo mais o tédio assim não fossem
a furiosa ânsia
de explodir-me dentro da vida emoldurada
e reinventar a vida
ao reinventarmos em outra esfera que não esta.

O amor, querida, seria tão fácil
se a beleza do corpo não fosse tão difícil
às nossas almas sesde criamças exiladas,
se a tua noite não fosse ajoelhada
e caminhasses

sobre a noite alta

quando um rebanho de luas anda pastendo em minha sombra
e o morno mistério chove surdamente sobre os nervos
até expurgá-los, e ao homem, de todo medo ou cálculo.

Seria tão fácil o amor
se em teus olhos o pranto fosse o pranto
pelo fato de estarmos esquecidos
de que os pássaros, as crianças, e as rosas
desconhecem a morte, este temor de não durar
que não nos deixa ser
eternos nunca.


Moacyr Félix
Onde estiver, ainda vive em mim

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04/06

Reafirmações de Recomeços

11:04 by cochise. Filed under: poesia

Reafirmando que recomeço.

Como se recomeçar fosse o necessário.
Como se reafirmar sem recomeça fosse suficiente.

O mundo que em mim navega não pede que o mude,
mas o mundo sou eu e eu me mu(n)do.

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04/06

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04/06

Pierrot

10:49 by cochise. Filed under: conto

Hoje, no serviço medíocre que eu odeio andava pensano nos retraços da minha vida.
No nada que me sobra na morte do valor da vida e do meu papel de velho e roto pierrot.
Quando um cachorro preto e imenso que voltava pra casa rsolve cortar meus devaneios com latidos ameaçadores. Logo depois entra em sua casa e me deixa na calçada tramendo por causa da adrenalina na corrente sanguínea depois de uma clássica resposta “correr-ou-lutar”.
Caso não saibam adrenalina inibe o córtex de modo que pensamentos compexos são dificultados e impulsos de lutar e correr são facilitados.
Portanto adeus linha de raciocínio!
Isso nunca aconteceu nos livros. As pessoas que devaneiam não são interrompidas por cachorros, no máximo encontrões que virarão amores, nunca encontrões comuns.
Se isso acontecesse num livro ou filme seria uma cena cômica. Na nossa própria vida é uma tragádia que não consegue nem se afirmar de tão reles e ridícula.
Sim. Ridícula. Nossa vida que é uma encenação onde todos somos atores de cinema indiano encenando vários papéis ao mesmo tempo é uma comédia pastelão.
Toda a gravidade e todo climaápico que alcançamos é entremeado por cahorros a nos fazer ridículos.
Imagine odisseu preocupado na ilha de Calypso com sua mulher e filho ser interrompido por uma merda de pássaro caindo na sua cabeça.
Se houve (e considerando os dez anos que ele esteve perddo no mar deve ter havido) Homero fez questão de tirar.
E nós, como escapar do ridículo?
Escapamos?