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08/06

Rage Aginst the Machine & System of a Down

16:09 by cochise. Filed under: conto

Pra que?
Pode parecer uma traição aos movimentos dos quais participo, mas para que raiva contra a máquina, senão para sermos consumidos pela nossa própria raiva e impotência?

Ter, como eu tenho agora, o mundo entalado na garganta é uma coisa. Se acabar odiando uma aberração antinatural como o mundo é outra.
Claro que eu continuo com certa militância política, claro que voto no PCdoB, claro que torço para que a Jurnada Cult do DA seja um sucesso.

Mas claro que não odeio o mundo.
Odio implica ação. Não consigo supor um ódio inativo. Ódio é força, ímpeto, ação, e ação apaixonada.
E de que vale a ação contra um leviatã?
Não vejo diferença entre o mundo e o grande Cthulu de Lovecraft.
Grandes, feios, maus, insensíveis e tão distantes dos humanos que estas quase são esquecidos.

Odiar o Grande Cthulu? Que piada é essa?

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08/06

A visão do feminino na música de chico buarque

16:08 by cochise. Filed under: poesia

“A visão do microscópio é o ópio do trivial” – Engenheiros do Hawaii
“É claro que não é importante” – O demônio Terrível Trivium em Tudo Depende de Como Você Vê as Coisas
“Tanto a fazer, tão pouco ímpeto” – Cochise César

A avalanche da rotina
Soterra, enterra
os sonhos.

As coisas pequenas da vida,
Os pensamentos pequenos do mundo,
Os pedaços do pós-moderno,
Destróem, implodem a vida.

Antes eu acreditava que o ser humano tinha algo e especial,
hoje eu sei que isso morre aos bocados por causa da família, do serviço,
no medo e vergonha de pensar em coisa grande por causa do pós-moderno.

Antes acreditava que havia um propósito, um telleus,
hoje sei que fomos abandonados por deus porque esquecemos que podemos criar
e deixamos de saber-nos Deus.

Os dias sem conta
unidos em uma multiplicidade vazia
compõe de ponta a ponta
a vida que o mundo me pretendia.
E eu me pretendia um sonho.