Óculos de Longo Alcance

Para Vistas Sem Relance

Archive for November, 2006

Diário de bordo a bordo de uma vida na borda

Estou tendo uma tarde normal.
matei quem me matava por agora e ando com o velho complexo da folha em branco [tela em branco (que aliás já está cheia), tela de computador]
ando então por esses corredores tendo as melhores idéias do mundo e vendo que dependem de muta boa vontade alheia para serem executadas.
Eu gosto de ter idéias . É quase divino ter uma boa idéia . Quando estamos caindo no fundo falso do fundo do poço, uma idéia vai bem.
Mesmo que não estamos, ter idéias é o resultado de pensar com os dois lados do cérebro, ou seja, ser um pouco mais que medíocre .

Andei repensando uma pá de coisas, inclusive sobre a fidelidade. Como conciliar dois pensamentos tão conflitantes como Sartre e Jung ? Mas gosto de ambos. Até onde deve ir a fidelidade? Até sustentar casamentos contraditórios?

Se alguém conseguir captar a sabedoria hermeticamente escondida me falem. saiu sem querer, mas é um enigma tão bom que vou deixar aqui.

Relatando a verdade de um iniciado a um fictício qualquer caminhei pelas praias do fim da dor. Bem, não foi bem assim. O que eu quero dizer é que Palumó é um saco porque não sai. Parir filhos renitentes não devia ser trabalho para pessoas frágeis assim.

Ainda sem saber exatamente onde essa caminhada vai me levar, subo as escadas feitas com os cadáveres das estrelas que matei com minha vontade de poder e chego à câmara mortuária de Edgar Allan Poe , (o cara que nunca li.) Lá ele está conversando com Lovecraft , (o cara que eu li mas ninguém mais leu,) e os dois discordam a respeito do rastejante caos que poderia ser caos rastejante e eu pergunto se não deveria ser Rastejante Caos.
O próprio Nyarlatotep está em um canto encolhido e humilhado pela presença do criador.
Ora, conviver com os deuses antigos e ser seu arauto é uma coisa fácil, qualquer insano consegue fazer, (apenas os sãos e os normais são frágeis demais para resistir à presença de deus.)
Conviver com o criador no entanto é difícil. É por isso que os filhos odeiam os pais a ponto de matá-los. Zeus, Cronos, Apolo, Mitra, …
O que? As pessoas normais não matam os pais? E daí? Não são nada digno de nota só uns seis bilhões de pessoas. Coisa insignificante. eu sinceramente valho mais que 5 bilhões 999 milhões 999 mil 990 dessas pessoas juntas.
Não, eu não matei meus pais, eu Matei-Meus-Pais , exceto eu. Isso mesmo. Agora eu sou o meu único pai. Suicídio? Por que não, mas não agora.

Saindo dessa câmara com um chute no rastejante caos (sempre tive vontade de fazer isso) desço a espiral da decadência para dar uma palavrinha com Jesus. costumo vir visitá-lo toda vez que tenho vontade de ver alguém patético) Como ele estava de novo na fossa por ser um reles incompreendido que nunca foi ouvido e teve suas palavras adulteradas logo que cheguei ele me disse:
“sabe o que eles não sabem? que eu queria apenas que as pessoas fossem mais trouxas porque seriam mais felizes. Mas eles tinham que manipular tudo e fazer com que as pessoas se tornassem trouxas manipuladas pr eles….” Saí antes dele terminar. Patético e mundano demais para o meu gosto refinado de idealista da matéria.

Já que ainda me sobra um pouco de tempo eu amasso alguma merda de vaca com agua e dou uma escarrada em cima para fazer um novo adão de acordo com a receita testada pelo YHWH (mais conhecido por Jeová, Yavé ou simplesmente Deus pela ralé plebeia) quando ele conversou comigo me pedindo conselhos semana passada. (Eu não disse que tinha boas idéias?)

Antes de acabar aqui espero conseguir voltar para casa já que me afastei muito de lá nos últimos trinta e sete anos de viagem.
mas continuando o caminho estou agora no topo da montanha de zaratustra e ele está lá fazendo seus planos de incendiário primitivo esperando que eu lhe apresente o lança chamas e a bomba incendiária quando eu lhe nego ele chora e eu lhe cuspo (para dar vida, lembra da receita de YHWH ?)

Por fim, no limiar da borda da beirada do blog um leitor idealizado (já que ninguém lê isso) me pergunta:
“Em Síntese …” (e um leitor real teria ficado indignado em vez de perguntar o que eu quero)

Eu sou um homem feito de merda de vaca (ou poeira de estrelas, dá na mesma e é igualmente ruim) e poderia fazer muita coisa se o mundo cooperasse (já que assim valeria a pena) mas o mundo insiste em tentar me matar aos bocados.
Os outros homens merda de-vaca poderiam fazer muita coisa e rebaixar os deuses à sua real posição: mitos e arquétipos. Mas o mundo e as pessoas insistem em seguir um Jesus patético pregado na cruz da qual ele já saiu e um Deus incompetente que não consegue ser o criador. Insistem em honrar pai e mãe ao invés de matá-los para assumir o trono/manto/posição assumindo o trono/manto/posição.

Em resumo: Homens-Merda-De-Vaca-Insistem-Em-Ter-Organsmos-Por-Serem-Merda-De-Vaca

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Normal-idade

Qual é a normal-idade para se aquietar se ser quem se é?
Quando se contentar com a essência que veio depois da existência?
Aos 21 pareço estar satisfeito como estava aos 20 mas não estava há poucos tempo.

Um mentiroso qualquer anda por aí dizendo que as crises acontecem em momentos.
ERRADO!
Se assim fosse eu não viveria constantemente em crise. Não vários momentos sucessivos. mas apenas uma grande crise mutante que se adapta e recicla.

A crise ne não chegar na normal-idade de ser o que se é.
Sempre um vácuo empurrando e dizendo:
“mais além…
“mais além…
“mais além…
“mais além…
Pior que o judeu errante que mora em seu ser peregrino, não ter lar.

“mais além…
“mais além…
“mais além…
“mais além…

Pareço satisfeito, mas na verdade sempre em viagem e sem descanso. Sempre sem estar satisfeito ou mesmo resignado.
Sem um porto seguro no coração.

“mais além…
“mais além…
“mais além…
“mais além…

Já traí a maioria dos meus sonhos.
Já quebrei a maioria dos meus dogmas.
Já estou no limiar do mundo.
Já estou no limiar do humano.

É isso que é sero o que se é?
Deixar pra trás a huamnidade?
Estar insatisfeito até não ser mais humano por humano ser insatisfeito?
É por acaso fugir da companhia e no topo da montanha de Zaratustra o super homem morrer de saudade da humanoidade?
Todo parto é uma dor inútil
e depois só resta a sudade do útero

“mais além…
“mais além…
“mais além…
“mais além…

Abrir as aspas sem nunca fechar
Começar sem nunca acabar
A não ser quando acabar de ser

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