De madrugada Julien caminhava em mais uma abertura de livro padrão e sem imaginação…
Às vezes eu me canso de mim, de minas idéias. Eu convivo 24 horas por dia comigo!E como eu sou uma pessoa tão aberta como uma ostra agorafóbica tem muita coisa que para mim é lugar comum e para as pessoas é novidade.
Mas o fato é que a noite me atrai mais que o dia e se possível eu seria um morcego.
Ele não caminhava sem rumo, mas apenas caminhava para casa depois da aula. Nada de poesias e imagens romanticas de séculos passados por hoje.
Tudo que ele precisava era de um jantar, uma cama, e sossego depois de um dia estafante. Nesse momento de tédio antiliterário o narrador se sente na obrigação de fazer algo acontecer porque senão como raios o leitor vai gostar da obra. Aí surgem muitos acasos cinematográficos ou literários. Ai a história pede verossimilhança.
E eu cheguei onde eu queria.
Desde um livro chamado Insônia eu não me preocupo com a verossimlhança ods meus personagens acima de tudo. Pode-se dizer que eu criei uma estética do absurdo, mesmo quando falo da Amanda, que poderia ser Nikita, estou falando de uma pessoa muito mais inverossímil que a Nikita.
Todos nós queremos um pouco de invossimilhança para ornar a história mais agradável, afinal, “o sangue só corre nas veias por pura falta de opção”, mas até onde ir?
Até hadoukens no limbo dos naradores? Até Claras-Impossíveis?
A minha resposta é muito simples, até onde a imposibilidade quiser se exercitar. A Clara não nasceu ecoterrorista… se tornou depois, porque quis, e eu não tenho nda a ver com isso Assi como Amanda se ornou mãe do Daimon porque quis e eu nunca pensaria por conta própria numa agente secreta com filho pra criar.
A invessimilhança diferencia o livro desse mundo de fora que é chato o bastante para a gente não querer viver nele, mas esse não é o objetivo dela, mas apenas deixar os personagens serem, sem as amarras do real, às quaias nos estamos presos.
posted by Cochise César in
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