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08/07

Objeto (Título provisório) – Sinopse na quarta capa

7:01 by cochise. Filed under: Livros

Com sangue na boca
rilho os dentes
resmungo palavras ocas
que um dia ofenderam.

Se eu te rogar uma maldição
são meus mais sinceros sentimentos.
Não te dou o meu perdão.
Te desejo um inferno de torturas.

Caída na poça de sangue
me ouço prometer
que seus intestinos
vou te fazer comer.

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08/07

Meus pés doem

4:30 by cochise. Filed under: digressões

Com os pés doendo por causa do excesso de caminhos para percorrer visito o fim do mundo para dizer aos leitores que ele é só o início de um novo livro.
Um bem mais sombrio e pesado que O Homem Solitário. Com elementos mágicos em um mundo moderno. (Na verdade um romance de Mago a Ascensão que não usa o arcabouço do universo WoD e pode ser lido por gente que nunca jogou o RPG)
Por enquanto ele ainda não tem um nome, mas estava pensando em Objeto.

Minha mente em frangalhos considere seriamente em cair rumo à loucura e sair por aí indo do serviço para casa e de casa para o serviço.
Mas como toda insanidade ão pode contra um inconseqüente continuo tentando agarrar os chifres da visa para empurrá-la para o caminho que eu quero.
Meço forças contra o Google e descubro que o já que o papel de Deus está vago ele pode assumir e que esse vai ser bem mais difícil de matar que os outros.

E por fim. Um beijo para as plantas que não são minhas.

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08/07

Honker Burger (É assim que se escreve?)

6:53 by cochise. Filed under: digressões

Quem entenderia se eu pedisse uma vaca ao invés de um hamburger?
Alguém me entenderia se eu dissesse a verdade ao invés de ser o cara que se esconde compulsivamente? O será que ficariam com pena?
Isso mesmo. Já foi o tempo que eu achava que iriam me internar. Descobri que as pessoas são patéticas. Todo mundo tem dentro de si uma semente de pequenez, não uma semente de grandeza e magnanimidade. O potencial humano para ser mediocre.

O Doug tem a característica legal de continuar (ou ser) atraente apesar (ou por causa) de sua mediocridade. O garoto mais legal de toda Blufington o é por causa se sua normalidade.
Antes de eu conhecer Jhon Constantine ou Jesse Cluster eu conheci Doug Funnie.
O que houve para que esse encanto se quebrasse? Será excesso de Nietzsche que fala o tempo todo de super homens, ou será que são só as influências de Insônia? Onde está a humanidade no que eu escrevo?
Porque os personagens não podem simplesmente ir ao Honker Burger e pedir uma vaca?

Qual é o encanto que se perde quando quando se vira adulto que faz com que as histórias simples com pessoas mediocres da adolescência não sejam mais o bastante?

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08/07

Mário (eu gosto desse nome)

16:16 by cochise. Filed under: Lugaralgum Algunlugar,conto

Mário estava em um dilema. Isso significava uma garrafa de absinto quase cheia a sua frente e a certeza de que ele não chegaria a tomar um quinto dela.
O que fazer? A pergunta que já atormentou todas as pessoas do mundo rondava a cabeça ele como um psicopata ronda o parque de diversões.
Manter o fim do mundo longe do horizonte é fácil. Manter a vida fácil é fácil. esquecer que os automóveis matam o mundo é natural. Esquecer que o mundo é uma simulação de computador é sobrevivência.
Mas o que fazer quando o problema não é nada grandioso ou cósmico que a gente deleta da consciência em dois segundos?
O Grande dilema só era grande porque era pequeno o bastante para caber na pequena vida de Mário. O problema era qual curso escolher na viagem.
O por Kigmális onde Birts esperava para matá-lo ou o por Moenfis onde Vorftd esperava para matá-lo.
Pequenos inimigos e desafetos que queriam pagamento de uma dívida de sangue. Nada mais.
Tudo isso por causa de uma mesma dívida de sangue, que ele tinha que ir cobrar em Brats.
Matar o pai do homem que matou seu pai, assim como queriam matá-lo porque seu filho Joplin matou muitos homens e não porque ele mesmo merecesse.
O mundo era injusto. E isso merecia mais uns copos de absinto.
O pai pagar pelos pecados do filho só porque o filho matou pais. Porque ele tinha que matar aquele pobre diabo em Brats? Porque quando ele tinha 7 anos o pai foi para a guerra e ele tinha que ser vingado. E por causa disso a guerra nunca acabava e todo dia pessoas com neurônios maldiziam o raio o primeiro assassinato da história onde Mitra matou Touro (Apolo matou a Serpente) e os filhos do Touro (ou as Górgonas) começaram a matar os pais na Eterna Vingança.
Um dia, Mário se enamorou de uma mulher e tudo que pode fazer foi sentir dor no coração porque ela era filha de um dos homens que matou em uma das guerras que não eram mais numeradas. E isso merecia mais alguns copos.
Em um dos delírios provocados pela fada verde durante a noite ele se imaginou como um messias que vem dizer às pessoas: “Bebei juntos que a a vingança se esquece bebendo com o inimigo. A Morte não tem razão de ser e é melhor perdoar do que matar.
Alguns copos depois Mário reparou na marca do absinto que estava tomando: “Palumó, nada melhor”. Então teve a idéia que pôde dizer que foi a melhor da sua vida.
Se queriam matar um certo Mário… ninguém repararia em um Palumó. Ainda mais um Palumó que ao invés de ser um homem de seu tempo, como Mário era fosse um apóstolo do “Nada Melhor” do bem e da não violência.
A fada verde tinha mandado mais que as alucinações de sempre essa noite, tinha revelado o destino e um de seus seguidores não poderia fazer nada além de segui-las.
Mário morreu naquela noite e surgiu assim Palumó, o deus do sumo bem, com seu epíteto: “Nada Melhor”.

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08/07

Muito, muito tempo depois….

22:30 by cochise. Filed under: Sem categoria

Longe do blog por uns (longos) tempos, aqui estou.

Em primeiro lugar a mudança do visual.
Gostei muito desse template, a ponto de colocá-lo no blog do Espalhando Câncer e também aqui.

Quero que isso signifique participar mais desses blogs (de novo) e manter coisas legais no ar.
O problema é que tenho muita coisa pra falar e pocas idéias de como.

Ando viajando pra caramba em alguns projetos e ando pensando muito em muita coisa, mas assim como eu comecei a escrever a saga dos Tiutchev (que está fadada a não ser terminada) para dizer coisas preciso de alguma coisa para encapsular os meu pensamentos.
Assim que eu tiver essa capsula eu entro em contato.