Óculos de Longo Alcance

Para Vistas Sem Relance

Archive for September, 2007

Magia Simpática

Hahá! Tõ ficando bom nisso.
Na hora que eu preciso de gente para anunciar o sucesso atual e futuro aparecem-me as pessoas  a quem devo muito.
O povo da rádio Revolução FM 99,5.

Cara. Escrevo isso de pura felicidade.

Gostou do texto? Então me paga um café. (Valor sugerido RS 0,50)

posted by Cochise César in cotidiano and have No Comments

Digitando meu bloco de notas

Apontamentos

Antes da Terra ir pelos ares
Eu preciso passar noites em claro
Longe do silício
Eu preciso domar o silício e a inteligência
Eu preciso inteligentemente ser emotivo.
Eu preciso sentir a intensidade
E intensamente recionalizar.

Não. Isso não é poesia.
É uma série de apontamentos usados para manter os problemas na agenda.

N.

Andando pelos labirintos dos próprios devaneios N. encontrou um senhor de terno fino e bem cortado que lhe disse:
Eu posso a felicidade e a cura para a sua dor.
Não quero. Disse N. enterrando as mãos nos bolsos e indo embora olhando os próprios pés.
— Nunca mais a dor. Por que não?
— Eu sou minha dor. Ela faz parte de mim e eu dela. Se eu perdê-la eu me perco. — E se afastou por uma trilha de autoflagelação esquecendo seu pretenso benfeitor.

Livros podem mudar vidas.
O meu mudou a minha.

Lua

As nuvens de metal escovado
Abraçam os frangalhos de asas
Que brotam dos sonhos.

Meu coração branco e redondo,
Minha lua,
Transborda tristeza
E sangra prata.

Solitária.

Meu coração branco e redondo
Sangra solidão transbordando música.
Meu coração branco e redondo
É feito de pó e cinza.
Meu coração branco e redondo
Transborda a calma dolorida
Das estrelas.

Senhor!
Perdoai o pecado de achar que há pecado!
Senhor!
Perdoai o pecado de achar que há perdão!

Libertas

Carregando no cérebro o sono de sonhar,
O fado de desejos insatisfeitos,
Amor, Poesia e Liberdade.
Carregando no cérebro o ódio à covardia,
Carregando no cérebro a covardia mais vil,
Carrego a necessidade de não sonhar
E o desejo de mediocridade.

Eu preciso da liberdade de não ter que construir gaiolas


Um violino triste e distante
Passeia pelos telhados noturnos.
Uma gaita, um blues erra por uma rua deserta.
O fósforo do ilusionista brilha na noite insone.
Meus eus se encontram no cubículo onde finjo que viver é opção e que escolher a prisão é liberdade.

Pequenos tronos
Grandes arrogâncias

Lixo arrogante.
Merda arrogante porque manda
Esquecendo que é merda.
Merda que não lê.
Lixo que não pensa.
Merda que vê TV.
Lixo que não cria.
Merda que quer dinheiro.
Lixo que quer filhos.
Merda que vai à igraja.
Lixo que segue a ordem.
Merda que não abre exceção.

Se o lixo não governasse não havia guerra.
Se a merda não mandasse não havia insatisfação.

Jardim

“Tem crisântemos,
E narcisos,
Amor perfeito,
E jasmim.”

Tem crisântemos

De antemão Cristo me abandonou.
Cristo me abandonou de antemão.

E narcisos

Não a vaidade,
Mas a parte de olhar para si mesmo
Sem vontade de fazer nada.

Amor perfeito

Que jaz em mim

E jasmim

Que jaz em mim?

P

Prerrogativas nos coldres.
Palmilho as areias.
Prerrogativas nas mãos.
Poder nas veias.
Prerrogativas no traseiro.
Penabundeando idiotas.
Prerrogativas nas veias.
Proporcionando vida.

Gostou do texto? Então me paga um café. (Valor sugerido RS 0,50)

posted by Cochise César in poesia and have No Comments

Hoje

Manhã perfeita,
Tarde ousada,
Noite sublime.

Volto para casa e durmo o sono dos justos.

Gostou do texto? Então me paga um café. (Valor sugerido RS 0,50)

posted by Cochise César in poesia and have No Comments