Hahá! Tõ ficando bom nisso.
Na hora que eu preciso de gente para anunciar o sucesso atual e futuro aparecem-me as pessoas a quem devo muito.
O povo da rádio Revolução FM 99,5.
Cara. Escrevo isso de pura felicidade.
Hahá! Tõ ficando bom nisso.
Na hora que eu preciso de gente para anunciar o sucesso atual e futuro aparecem-me as pessoas a quem devo muito.
O povo da rádio Revolução FM 99,5.
Cara. Escrevo isso de pura felicidade.
Antes da Terra ir pelos ares
Eu preciso passar noites em claro
Longe do silício
Eu preciso domar o silício e a inteligência
Eu preciso inteligentemente ser emotivo.
Eu preciso sentir a intensidade
E intensamente recionalizar.
Não. Isso não é poesia.
É uma série de apontamentos usados para manter os problemas na agenda.
Andando pelos labirintos dos próprios devaneios N. encontrou um senhor de terno fino e bem cortado que lhe disse:
— Eu posso a felicidade e a cura para a sua dor.
— Não quero. Disse N. enterrando as mãos nos bolsos e indo embora olhando os próprios pés.
— Nunca mais a dor. Por que não?
— Eu sou minha dor. Ela faz parte de mim e eu dela. Se eu perdê-la eu me perco. — E se afastou por uma trilha de autoflagelação esquecendo seu pretenso benfeitor.
As nuvens de metal escovado
Abraçam os frangalhos de asas
Que brotam dos sonhos.
Meu coração branco e redondo,
Minha lua,
Transborda tristeza
E sangra prata.
Solitária.
Meu coração branco e redondo
Sangra solidão transbordando música.
Meu coração branco e redondo
É feito de pó e cinza.
Meu coração branco e redondo
Transborda a calma dolorida
Das estrelas.
Carregando no cérebro o sono de sonhar,
O fado de desejos insatisfeitos,
Amor, Poesia e Liberdade.
Carregando no cérebro o ódio à covardia,
Carregando no cérebro a covardia mais vil,
Carrego a necessidade de não sonhar
E o desejo de mediocridade.
Um violino triste e distante
Passeia pelos telhados noturnos.
Uma gaita, um blues erra por uma rua deserta.
O fósforo do ilusionista brilha na noite insone.
Meus eus se encontram no cubículo onde finjo que viver é opção e que escolher a prisão é liberdade.
Lixo arrogante.
Merda arrogante porque manda
Esquecendo que é merda.
Merda que não lê.
Lixo que não pensa.
Merda que vê TV.
Lixo que não cria.
Merda que quer dinheiro.
Lixo que quer filhos.
Merda que vai à igraja.
Lixo que segue a ordem.
Merda que não abre exceção.
Se o lixo não governasse não havia guerra.
Se a merda não mandasse não havia insatisfação.
“Tem crisântemos,
E narcisos,
Amor perfeito,
E jasmim.”
Tem crisântemos
E narcisos
Amor perfeito
E jasmim
Prerrogativas nos coldres.
Palmilho as areias.
Prerrogativas nas mãos.
Poder nas veias.
Prerrogativas no traseiro.
Penabundeando idiotas.
Prerrogativas nas veias.
Proporcionando vida.
Manhã perfeita,
Tarde ousada,
Noite sublime.
Volto para casa e durmo o sono dos justos.