Óculos de Longo Alcance

Para Vistas Sem Relance

Archive for January, 2008

Cranberries, Dias de Truta e outras coisas

Ouvindo Lacrimosa…
Não consigo ouvir Legião Urbana.
Gosto da veisa punk de Capital.
Nirvana é barulho desagradável.
Dias de Truta tem só uma música que eu amo.
O último cd de TheCranberries é demais.
Por onde andará Zeca Baleiro (faz falta)
Moska é muito bom.
Engenheiros do Hawaii é perfeito.
Engenheiros do Hawaii é fantástico.
Mull é demais.
E como eu gosto muito de música eu vou colocar um tocador de audio aqui.

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Cara nova

As mudanças…

Em primeiro lugar usabilidade. Com um fundo mais escuro fica mais fácil ler esse blog.

Em segundo lugar, estava cansado do visual que ele já tinha há uns seis meses.

Em terceiro lugar, quando a gente faz um aniversário costuma ganhar uma roupa nova. Como não ganhei uma fiz uma.

E como estou me dedicando muit a esse blog, hoje posto a poesia que iz ontem. A a pessoa a quem a dedico já recebeu e sabe muito bem que é para a mesma.


Mês que vem

Sinto saudade

Quis andar sozinho

Para lembrar você aqui.

Espero sua volta

O tempo tarda e eu aqui.

Sinto saudade

Preciso repetir

A magia me surpreende

Eu não esperava, mas você atende.

Sinto saudade

Por um instante basta que te escute

Mas procurarei suas fotos no Orkut

Preciso das pessoas que eu amo

Pelo menos parcialmente em minha frente

Tente não se preocupar comigo

Te ligo antes do próximo domingo

Espero sua volta mês que vem

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Pois é…

Prelúdios diurnos, além de uma referência a Neil Gaiman, o mestre das artes arcanas de fazer quadrinhos é uma mensagem de que estou voltando a trabalhar na saga dos Tiutchev.
Assim, fico com dois projetos paralelos: Ambidestra e Amanda.

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Prelúdios diurnos

Amanda entrou em seu carro e começou a viagem.
O volante de couro, gostoso ao toque. Mais que muita gente imagina. Um volante de couro bem conservado parece a pele de um amante. firme mas macio. Suave. O porche responde bem a aceleração, como todo porche. Um carro bom para quem quer emoção, velocidade. Isso ele podia oferecer.
O que ele não oferece Amanda adicionou como os bancos em couro fino muito bem conservados. O mesmo do volante. A espuma especial. O banco mais confortável do que o colo da mãe.
O carro inteiro, um berço de conforto, com um motor potente o bastante para emoção e velocidade. Com um design feito para homens por que lembra muito as curvas femininas, mas pode também lembrar a mãe.
Em certos momentos Amanda vê as rachaduras no monolito de sua vida.
Quanto mais velha mais freqüentes. A maneira como escolheu e personalizou o carro é uma delas. Uma tentativa de compensação.
Não tinha tido uma mãe. Seu pai não a substituiu. Até pouco sentia gratidão pelo treinamento que o pai deu. Criticava Fábio por precisar de tanto colo. E todo dia ao ir para o serviço pedia colo a um carro.
A velhice se aproximava e com ela uma autocrítica mais impiedosa.
Viúva, mãe, e escondida em um carro acolhedor.
Por quantos perigos esse carro passou? Quantas vezes estava a ponto de explodir? Com que insistência manteve o mesmo velho modelo 74. Quantas vezes retocou a pintura cinza de rosas? Em quantos problemas se meteu por levar sempre esse carro chamativo para as missões? Quantas vezes ele foi reconhecido? Quantas vezes arriscou a vida para proteger esse carro sem sequer pensar em porque.
Velha, mãe, viúva, escondida num carro acolhedor, descobriu porque. Porque a merda de um caro foi a coisa mais próxima de uma mãe que teve.
Setenta e dois anos. Muito tempo. Muito tempo precisando de uma mãe.
Muitos anos com o assento do lado vazio.
Dezoito anos desde a morte de seu marido. Merlin… Sabotagem. Explosão de gás. E de adiantou matar todos?
O assento a ao lado vazio. No carro creme, meio rosado (cor de pele de mãe. Quantas pessoas perturbadas disseram que parecia pele de gente?) o banco preto.
Ele gostava mesmo de preto. E dos debruns lilases. Ele mesmo na máquina de costura aplicando os debruns. passado. Felicidade mais intensa. Hoje lembranças e felicidade calma e leve. Limbo de felicidade.
O que é a vida afinal? Uma sucessão de ausências?
Falta mãe, fala pai, falta marido.
Onde está Daimon? Em algum lugar sendo feliz com Opal, depois de cumprir a sua tarefa para com o mundo como ele disse.
E eu? Cumpri minhas tarefas com o mundo?
Matei mais homens de mal que qualquer policial que tenha visto. Ou mesmo agente secreto.
eles foram substituídos por outros e eu estou aqui no meu carro mamãe.
Opal me deu, a Merlin e ao Fábio as maiores felicidades das nossas vidas antes dela mesma ser feliz com Daimon. E hoje apenas eles são felizes. E talvez só porque eles ainda não são velhos o bastante para a vida exigir o pagamento por interferir demais em seus cursos.
Fábio e Merlin mortos, eu nas mãos de minha mãe carro e meu filho recluso com a esposa em algum lugar.
A inteligência de se retirar é maior que a honra de lutar até o fim. Seria fácil bater esse carro em alguma parede, não? Me retirar.
Esse banco vazio não é tão pesado assim. Mais rio que choro lembrando. Sempre, mesmo que atrás de muitos subterfúgios estive sorvendo o prazer. Devo ter como continuar a fazer isso velha e viúva.
Ahh Fábio. Morto de um modo tão estúpido. Explosões de gás quando se está carregado de compras não é especialmente heróico, mas ser uma sabotagem até que é… mas morrer asfixiado com a azeitona do martíni sozinho em casa… Você merecia mais que isso.
E nunca acreditou que eu te amava né? Que eu te admirava, apesar de não seguir o seu caminho.
Irmãos tem dificuldade em se dar bem.
O que resta a uma velha como eu? Esperar que mais algum rancoroso conspire contra mim? Já estou retirada há alguns anos.
Sorver o prazer da vida depois de cumprir a missão com o mundo… A própria missão é prazerosa. Só tenho que adotar o ramo da Opal. Estou impedida de administrar os ativos da Fator M e velha demais para pular por aí.
Lígia é uma boa garota. O que uma velha anja viúva poderia fazer por ela?

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Vento calmaria

Em dias de vento,
Em dias de sol,
Suave…
À sombra da árvore,
A imaginação
Suave…

Languidamente, sentado esperando,
Leve sorriso,
Brincando de amor,
Felicidade, brisa, calmaria,
Doce espera,
O final do dia.

Carinho ao vento,
Risos  sem destino,
Olhos no horizonte
Brincando de amor.
Amor, calmaria, vento, uma prece…

Amor para todos
Como uma prece.
Amor para todos,
O amor que em mim cresce.

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fumaça de cigarro

O céu se abre
Espaços abertos
(Almas grandes precisam de espaço)
Vento volta gira solta
Água encharca chama marca
Fumaça de cigarro irrita
Tempo não é o bastante
Sonho solto parece ser
Realidade é mais uma face de mim

Burrice me afasta
Me afasto
me afasto
me afasto

Não me importa o cheiro das latrinas que não cheiro
Me importa o perfume das roas que não perfumo
Me importam os jardins que não são meus.

Me agrado
me agrado
me agrado

O prazer é egoísta
O prazer é egoísta
O prazer é egoísta
O prazer é egoísta

Não me importa o cheiro das latrinas que não cheiro
Me regozijo com o perfume das rosas que não perfumo
A priori tudo são flores
Burrice e fumaça de cigarro me afastam
E não me importa o cheiro das latrinas que não cheiro

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Escrever no celular

As coisas que passam pela cabeça de um homem são várias.
Desde o quanto ele odeia algumas coisas até quanto ele precisa emagrecer.
Hoje me passa pela cabeça o quanto as pequenas coisas da vida conseguem desconcertar a gente.
Pequenos esforço podem ser piores que qualquer coisa grandioso, porque são chatos. Todo dia cumprir um pequeno roteiro, fazer um pequeno ritual. Isso é terrivelmente chato. Muito mais do que gastar 200% de si para construir um colosso. Erguer montanhas é divertido, desafiante. Levantar os papéis a procura da borracha é maçante.
Então inventamos os Engenheiros de Automação de Processos. Os anjos que vão nos salvar de fazer todo dia a mesma coisa.
Depois de muito escrever letras de músicas e poesias no celular para dar de presente às pessoas que me são caras como mensagem descobri onde ativar a previsão de texto. Enquanto ficava feliz, enquanto pensava na felicidade de escrever mais facilmente meus pequenos presentes descobri que nunca mais seria capaz de viver sem essa pequena regalia.
Assim como sinto falta do controle remoto, sentirei falta da previsão de texto.
E por trás disso está um especialista em usabilidade. O anjo que nos salva de monstros como o Photoshop que só não tem mais níveis de submenus para você chegar na opção que quer porque os seus criadores acabaram ficando entediados depois que chegaram no décimo.

Os produtos todos feitos para nosso conforto e comodidade. Para que não precisemos repetir desnecessariamente os processos. Tudo fácil e anti-zem.
E de repente escravos da comodidade.
Mas sabe que eu prefiro essa escravidão a ter que apertar o raio do mesmo botão quatro vezes para fazer um Z.

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Voltando para casa

Voltando para casa, cedo. Oito e meia. Costumo ficar em casa ou voltar tarde.
A fauna noturna ainda não está realmente ativa.
A diurna ainda tem retardatários tentando voltar para casa.
Passo pela rua São Paulo e penso que a vida das prostitutas que fazem ponto lá seria mais fácil se elas fossem bonitas, mesmo que bregas, mas bonitas.
Tenho pena.
Um carrinho barulhento da associação de catadores anda pelas ruas em busca de um lugar para descarregar ou de mais coisas para preeencher o vazio. Tarde assim? Caixas refugo de lojas de sapato.
Nos pontos de ônibus pseudo patricinhas cansadas do dia de trabalho como atendente em uma das lojas de Divinóspita esperam o ônibus para voltar para casa.
Carregando o jantar do meu irmão fico pensando na vida de novo.
A comida é boa e vou para casa escrever e ouvir música. Quem sabe ter uma boa conversa no MSN.
E o catador da associação? E as prostitutas da rua São Paulo?
E o meu irmão?
Ando tão feliz e me basta “amar e mudaras coisas”.
Gostaria que fosse assim para mais gente.

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Misão

Hoje foi uma noite difícil.
Ontem pior.
Amanhã…
ah…. amanhã.
Amanhã eu tomo um espresso.

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Programa

Sexta
sax
Selva

Jazz Blues e outras cositas mais

Sexta
Sax
Selva

Musa Sonho e nada demais

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