31

03/08

O Preço do Feijão

21:42 by cochise. Filed under: Óculos de longo alcance

Atendendo a pedidos da Grazi. (Acho que sou muito fácil de convencer) o pimeiro dos textos é sobre a Realidade objectiva dos factos (sotaque portugês fajuto de quem andou lendo Fenrando Pessoa)

Além disso, esse texto faz parte de mais uma das minhas pequenas coleções como a minha mitologia e os textos impressionistas (preciso terminar de digitar ambos, por falar nisso). Essa se chama Óculos de Longo Alcance Para Vistas Sem Relance.

É uma homenagem ao livro Viver é feito a mão/Viver é Risco em Vermelho que tem essa expressão.

____________________

É um título panfletário, mas o texto não.

Pegando guimba de conversa hoje, estavam discutindo o preço do feijão na copa da secretaria municipal de saúde. Uma senhora afirmando “tinha que ser mais barato”.

Concordo. Feijão está um absurdo e em passado próxmo esteve ainda mais caro.

“coisas como bebida carne e cigarro é que devia ser caro” Concordo também. Não quanto à carne, mas concordo.

A questão é: O feijão no Brasil quase não paga impostos. Os produtos da cesta básica foram desonerados de PIS/COFINS e ICMS. Talvez ele pague impostos colateralmente em insumos, combustível para transporte, armazenagem, etc.

A alta do feijão foi por motios climáticos e econômicos, e não existe importo que possa ser baixado para que o preço final caia.

Ou seja, o governo não pode fazer nada.

Disse isso. Disse que bebida e cigarro têm realmente impostos realmente altos, têm seus preços elevados acima do natural. Que a culpa da carstia não é do governo e ele não pode fazer nada contra ela.

A resposta:

“Mas tinha que ser mais barato…”

Uma das frases mais antigas em relação à política é que ela é a arte do possível. Ela já foi muito mal utilizada para justificar conchavos imorais, mas é verdade. Já que os impostos não são nem os culpados nem podem remediar a situação, seria necessário uma política de subsídios. Mas intaurar essa exigiria a contrução de um sistema de cadastro e pagamento de produtores. Uma política dessas só poderia ser instaurada por leis, o que significa que antes de tudo isso a matéria teria que ser discutida e aprovada pelo legislativo.

Mas o Brasil está lutando pelo fim dos subsídios. Essa é uma prática condenada pela OMC, etc.

Ou seja. Impossível. E mesmo que fosse possível, talvez comecesse a funcionar em um ano, um ano e meio, quando o problema já passou, já que é uma questão sazonal. Safra que vem volta ao normal.

O que quero dizer com essa história toda é que o brasileiro comum quer milagres. que quer que seu desejo seja atendido pelo governo, mas sequer tenta enteder o problema. diante da dura verdade que política é a arte do possível apenas repetem tolamente seu desejo de milagres.

É por isso que os milagreiros sem compromisso, sem seriedade são eleitos por campanhas publicitárias. porque o brasileiro comum quer milagres.

Se querem a minha solução, seria a associação do plano Safra a um seguro compulsório com cobertura completade modo que os produtores não tenham que repassar os prejuízos ao consumidor.

Mas esse seguro precisaria de uma auditoria muito boa para evitar golpes, e au mesmo tempo muito honesta para evitar injustiça.

Política é a arte do possível, e conhecer os limites do possível é o primeiro passo para rompê-los.

31

03/08

AHÁ – De volta

17:12 by cochise. Filed under: Sem categoria

Pois é.
quem é vivo acaba aparecendo.
e quem é viciado em computador aparece o mais rápido possível. quem não está muito rápido é o computador.
Mas não vamos reclamar. Na verdade tenho que agradecer muito ao Jean Carvalho. Ele me emprestou essa maravilhosa máquina. Um K6 233 mhz com windows 98. (Me sinto pilotando um 486DX de novo, e a últma vez faz uns quinze anos) Mas é bom saber que existe pessoas dispostas a fazer por mim o que estou disposto a fazer pelos outros.

De certo modo carrego como mote “Ajudar não dói” (Alguém se lembra do Eak?)

Bem. Tenho notícias para dar, antes de mais nada.

Tenho uma imensa lista de posts atrasados. Ou seja, posts que quis escrever e me faltou a calma da minha casa para eu conseguir. (só consigo escrever decentemente em casa e esses dias foram uma prova hercúlea porque tem coisas que não se pode simplesmente relegar)

Vou colocando as coisas em dia aos poucos…

Outra imformação importante.

Lígia e Kanash está em Stand By até segunda ordem com o resto da saga dos Tiutchev. Talvez o novo quinto livre se chame Clarisse.

Vou me dedicar a digitar ambidestra, portanto não devo colocar o blog acima de tudo.

Agora que tenho tempo, volto a visitar de modo decente os blogs que visito. Ou seja, comentando.

no mais, obrigado às pessoas que se importaram e preocuparam com a ausência. Não foi voluntária e não vai se repetir tão cado.

Aliás, um obrigado em especial às leitoras que herdei da Marcela, sem que o Infinito Particular sequer tenha tido que morrer de verdade.

No mais espero até o final da noite escrever um dos doze posts atrasados que eu tenho.

27

03/08

Planos de regresso

14:14 by cochise. Filed under: Sem categoria

Fazendo planos para voltar a minha vida virtual, mais uma campanha.

Tenho muit a dizer sobre assuntos sérios do mundo real ojetivo, não apenas poesia.

Dia 18 de abril postagem coletiva contra o analfabetismo.

Lá vamos nós.

espero a partir desse final de semana ler quem não ando tendo tempo de ler, comentar e voltar a postar.

Até sempre.

17

03/08

Não tenho tempo

8:11 by cochise. Filed under: Sem categoria

Por causa das circunstâncias não vou te tempo de digitar nada aproveitável.

Então vou colocar uma música do mau mais novo cantor preferido Lenine.

O cara que comecei a amar depois de Engenheiros e Zeca Baleiro.

Entra as várioas músicas possíveis, coloco “Todas Elas Juntas Num Só Ser” que tem tantas referências que eu tenho que admitir que não conhecia 90%.

A Música está no album In Cité que é fantástico. Assitam ao DVD, ouçam o CD e não perderão nada a não ser tédio.

Todas Elas juntas Num Só Ser

Lenine

Composição: Lenine / Carlos Rennó

Não canto mais Babete nem Domingas
Nem Xica nem Tereza, de Ben jor;

Nem Drão nem Flora, do baiano Gil;
Nem Ana nem Luiza, do maior;

Já não homenageio Januária,

Joana, Ana, Bárbara, de Chico;

Nem Yoko, a nipônica de Lennon;
Nem a cabocla, de Tinoco e de Tonico;

Nem a tigreza nem a vera gata
Nem a branquinha, de Caetano;
Nem mesmoa linda flor de Luiz Gonzaga,
Rosinha, do sertão pernambucano;
Nem Risoflora, a flor de Chico Science,
Nenhuma continua nos meus planos.
Nem Kátia Flávia, de Fausto Fawcett;

Nem Anna Júlia do Los Hermanos.

Só você,
Hoje eu canto só você;
Só você,
Que eu quero porque quero, por querer.

Não canto de Melô pérola negra;
De Brown e Hebert, uma brasileira;
De Ari, nem a baiana nem Maria,
Nem a Iaiá também, nem minha faceira;
De Dorival, nem Dora nem Marina
Nem a morena de Itapoã;
Divina garota de Ipanema,
Nem Iracema, de Adoniran.

De Jackson do Pandeiro, nem Cremilda;

De Michael Jackson, nem a Billie Jean;

De Jimi Hendrix, nem a doce Angel;
Nem Ângela nem Lígia, de Jobim;

Nem Lia, Lily Braun nem Beatriz,

Das doze deusas de Edu e Chico;
Até das trinta Leilas de Donato,
E de Layla, de Clapton, eu abdico.

Só você,
Canto e toco só você;
Só você,
Que nem você ninguém mais pode haver.

Nem a namoradinha de um amigo
E nem a amada amante de Roberto;
E nem Michelle-me-belle, do beattle Paul;
Nem Isabel – Bebel – de João Gilberto;

E nem B.B., la femme de Serge Gainsbourg;
Nem, de Totó, na malafemmená;
Nem a Iaiá de Zeca Pagodinho;
Nem a mulata mulatinha de Lalá;

E nem a carioca de Vinícius
E nem a tropicana de Alceu
E nem a escurinha de Geraldo
E nem a pastorinha de Noel
E nem a namorada de Carlinhos
E nem a superstar do Tremendão
E nem a malaguenha de Lecuona
E nem a popozuda do Tigrão

Só você,
Hoje elejo e elogio só você,
Só você,
Que nem você não há nem quem nem quê.

De Haroldo Lobo com Wilson Batista,
De Mário Lago e Ataulfo Alves,
Não canto nem Emília nem Amélia,
Nenhuma tem meus vivas! E meus salves!
E nem Angie, do stone Mick Jagger;
E nem Roxanne, de Sting, do Police;
E nem a mina do mamona Dinho
E nem as mina – pá! – do mano Xiz!

Loira de Hervê e loira do É O Tchan,
Lôra de Gabriel, o Pensador;
Laura de Mercer, Laura de Braguinha,
Laura de Daniel, o trovador;
Ana do Rei e Ana de Djavan,

Ana do outro rei, o do baião

Nenhuma delas hoje cantarei:
Só outra reina no meu coração.

Só você,
Rainha aqui é só você,
Só você,
A musa dentre as musas de A a Z.

Se um dia me surgisse uma moça
Dessas que com seus dotes e seus dons,
Inspira parte dos compositores
Na arte das palavras e dos sons,
Tal como Madallene, de Jacques Brel,
Ou como Madalena, de Martinho;
Ou Mabellene e a sixteen de Chuck Berry,
E a manequim do tímido Paulinho;

Ou como, de Caymmi, a moça prosa
E a musa inspiradora Doralice;
Se me surgisse uma moça dessas.
Confesso que eu talvez não resistisse;
Mas, veja bem, meu bem, minha querida;
Isso seria só por uma vez,
Uma vez só em toda a minha vida!
Ou talvez duas… mas não mais que três…

Só você…
Mais que tudo é só você;
Só você…
As coisas mais queridas você é:

Você pra mim é o sol da minha noite;
É como a rosa, luz de Pixinguinha;
É como a estrela pura aparecida,
A estrela a refulgir, do Poetinha;
Você, ó flor, é como a nuvem calma
No céu da alma de Luiz Vieira;
Você é como a luz do sol da vida
De Steve Wonder, ó minha parceira.

Você é pra mim e o meu amor,
Crescendo como mato em campos vastos,
Mais que a gatinha para Erasmo Carlos;
Mais que a cigana pra Ronaldo bastos;
Mais que a divina dama pra Cartola;
Que a domna pra Ventadorn, Bernart;
Que a honey baby pra Waly Salomão
E a funny valentine pra Lorenz Hart.

Só você,
Mais que tudo e todas, é só você;
Só você,
Que é todas elas juntas num só ser.

Uma coisa que adoro nessa música é o refrão que vaira a cada vez que é cantado.

Até a próxima sessão lan house.

16

03/08

Quase em off

10:23 by cochise. Filed under: Sem categoria

Pois bem.

Um raio de um raio caiu perto de casa e por causa de zica alheia eu peguei mandinga por tabela.

Meu computador está queimado. Segunda vou saber a gravidade.

Com isso se interrompe, certamente a tradição de post novo todo dia.

Acontece.

Até depois. (esse teclado de lan house é duro como pedra e os meus dedos já estão doendo de conversar no MSN)

14

03/08

Lígia e Kanash (Temporariamente aqui)

17:14 by cochise. Filed under: Livros,futuro-hoje

Queria escrever uma história bonita com final feliz. Uma dessas bonitinhas como O Jardim Secreto ou Matilda que nos fazem acreditar. Talvez deva usar crianças como se costuma fazer nesses casos. E a história se passe em um país civilizado com menos problemas que o nosso. Talvez o que eu precise é de um trago de milk shake. Isso costuma curar essa necessidade de ser bonzinho e bonitinho. Ou não, já que não quero a cura eu nunca tomei milk shake por causa dessa vontade.

Existe um transtorno conhecido por “maníaco depressivo”, e como tudo nos dias de hoje precisa de um nome de impacto. Marketing é tudo e hoje ninguém quer ser maníaco depressivo. Por isso rebatizaram para biploar.
Na parte do “maníaco” a pessoa entra em um estado de mania, o que traduzido para um vocabulário não psicológico quer dizer uma alegria gigantesca. O oposto da parte do “depressivo”
A visão do maníaco se turva e ele é incapaz de de enxergar problemas, limitações, defeitos, etc. Ou seja, a mania costuma vir acompanhada de uma sensação inebriante e perda dos limites.
Você nunca vai ficar bêbado como um maníaco. E olha que ele nem bebeu.
Mas ainda há esperança. Mesmo quem não é bipolar, como se diz hoje, pode ser um maníaco em algum momento da vida. Basta a atitude certa e alguma cooperação do destino.
Mas afinal, porque tanta explicação? Porque nossa história começa com um momento de mania de Kanash, que aliás não é maníaco depressivo, Uma pequena loucura que mudou completamente a sua vida.
O conjunto de acasos necessário para levá-lo ao lugar certo na hora certa, no estado de espírito certo, no clima certo fazem com que esse início seja insustentável por qualquer tipo de causalidade (exceto talvez a sincronicidade) mas por experiência própria sei que esse tipo de coisa acontece com frequência.
Por fim preciso me apresentar. Meu nome é Cochise César, essa história está na minha cabeça há mais ou menos três anos e será completamente reescrita. Apesar de sempre me embolar com a narração pretendo manter esse estilo discursivo próximo ao utilizado n’O Homem Solitário e descaradamente inspirado em Milan Kundera.

Kanash vinha andando pela rua lendo seu livro. Era de tardezinha e o céu fechado inspirava chuva. O livro, que contribuia para sua felicidade inebriante era A Lua Vem da Ásia, de Campos de Carvalho. ele estava em um dequeles bairros que procuram imitar o American Way of Life. Casinhas com gramados, sem cerca.
Assim que começou a chover ele simplesmente se dirigiu atè a casa mais próxima e bateu.
— Sim? — atendeu uma mulher próxima aos quarenta com um par de alpergatas na mão e de chinelos atendeu. Além disso cheirava a sabonete e banho.
— Preciso que dê asilo político ao meu livro. Está sendo perseguido pela chuva. — Kanash disse mostrando o livro.
Sem entender absolutamente nada Lígia observou a figura até que bem alinhada mas que bateu na porta de uma total desconhecida para guardar um livro. Sem encontrar uma desculpa melhor soltou um “Estou de saída”
— Não sou eu que vou ficar, é o livro. Amo igualmente a chuva e o livro, mas a chuva é muito ciumenta.
Lígia analisou a figura, Sem cheiro de bebida, sem olhos injetados por causa de drogas, aparentemente lúcido. Niterói é uma cidade estranha.
— Sem problema. — E Lígia pegou o livro, levou-o até a estante e o colocou ao lado de um livro de fotos de Costeau.
Depois do primeiro impulso de rejeição por causa do anos de educação o córtex passa finalmente a funcionar e nos lembramos de tudo aquilo que acreditamos. Depois de considerar Kanash um louco percebeu que era só mais uma dessas pessoas alternativas de outro modo. Um desses fáceis de encontrar em saraus de poesia com saudade dos anos 70. Ou seja, provavelmente uma boa pessoa.
— Meu nome é Lígia. E o seu.
— Kanash. Sou novo aqui.
— Já decorou o endereço?
De modo algum. Se esconder sua casa um um endereço não vou encontrá=la de novo. Obrigado. A chuva me chama.

__________________________________________
Fico por aqui hoje.
Tem mais coisas no manuscrito, mas não vou digitar isso hoje. =)

14

03/08

Cansado… Fisicamente Cansado

14:31 by cochise. Filed under: Livros,digressões

Ontem foi um dia muito, muito punk. Ainda estou com algum cansaço de ontem acumulado.
Tanto é que quebrei a tradição recém instaurada de um ou mais post por dia. Não houve nenhum ontem.
Em compensação comecei a escrever o Quinto Livro (falta alguma coisa em Amanda ainda para continuar escrevendo esse livro)
Ele está caminhando bem. Provavelmente vai terminar.
Não faço a menos idéia de qual vai ser o título. Sei que é o último capítulo da Saga dos Tiutchev que começa com Amanda.

Aproveito a vontade e explico um pouco sobre a Saga dos Tiutchev, meu projeto de longo prazo que comecei a escrever antes de O Homem Solitário e ainda não tem nenhum capítulo pronto, apesar de já ter terminado quatro livros e publicado três (eu digitar Ambidestra está entrando na categoria de lenda urbana)

É um grande saga familiar em vários capítulos (Não sei quantos de cor. Vamos contar)

1 – Amanda Tiuthev, neta bastarda de Fiódor Tiutchev, poeta russo.
Ela é a mulher que agarra seus sonhos e descobre ao longo da vida o quanto é humana e falível. A mulher de aço que se quebra pelas esquinas e se descobre falível. (por essa descrição poética perceba que é o personagem que mais gosto)
Faz parte da Cúpula, uma organização secreta não governamental que realiza trabalhos “para proteger a humanidade de si mesmo”.
O incrível é que comecei isso antes de conhecer La Femme Nikita.
Personagens secundários principais:
Merlin Sebastian Arlingon, Márcia, Opal Otsawa

2 – Fábio Tiutchv, irmão gêmeo de Amanda. Fiel a seus princípios abandona a Cúpula muito cedo. Acredita que os fins não justificam os meios porque existem meios melhores, basta procurar.
Fundou a Fator M (Fábio Tiutchev Organizações para Mudança), que se tornou a maior empresa do mundo.
É o homem que foge de si mesmo e não se identifica com suas ações. O gestor da mega empresa que a usa para garantir a economia e as condições de vida da população onde atua e não consegue se sentir realizado em alcançar seus objetivos.
Personagens secundários principais:
Opal Otsawa

3 – Daimon (Na verdade Demian Sebastian Tiutchev) Filho de Amanda e Merlin.
Se torna presidente do Brasil no partido kamikaze (que se comprometeu a deixar de existir após os quatro anos de governo) PTN (Partido Transformador Nacional)
É o homem que se propõe uma tarefa e a faz. Talvez esse seja o livro mais político e menos artístico. Ele tem mais idéias minhas do que desenvolvimento de personagens.
Procurando o que falar de Daimon, só consigo lembrar da comparação com Sócrates. ele é o chato que mostra verdades. Por isso inclusive adotou o nome de Daimon. Sócrates era guiado por um.
Personagens secundários principais:
Opal Otsawa

4 – Merlin Sebastian Arlington
Esse livro eu tenho que escrever. Mas ainda nem comecei. Merlin é o homem que sente mais do que devia. Que carrega o mundo nas costas porque ele mesmo sofreu demais.
E o homem cabeça dura que sabe que não pode fazer as coisas sozinho, mas insiste para que os outros não paguem o mesmo preço que ele.
Ajudou a fundar a Cúpula, quando a mesma foi exposta assumiu sua direção.
Sente remorso por cada pessoa que já matou.
Personagens secundários principais:
Imagino que Opal, se falar sobre os anos pré cúpula
Sr. J (Ou Jeremias Tiutchev, pai de Amanda e Fábio)
Rikles (ou O Distribuidor) se falar da exposição da Cúpula

5 – Opal Otsawa (ela tinha que estar aqui, não é? está em todos os outros)
Japonesa superdotada. De colega de faculdade de Merlin, aos sete anos a mulher de Daimon e governadora de São Paulo, aos 50, passando por ser amiga de Amanda quando era coordenadora do UNICEF nas Américas aos 12 e conspiradora mor de Fábio dos 13 aos 40, sempre esteve ligada aos Tiutchev.
É a mulher que acha que o mais importante são as pessoas. E Faz conspirações e golpes psicológicos para que seus protegidos possam te o melhor destino.
Movida pelo seu senso de dever, manipula vidas para que tenham o melhor destino.
Não sei se esse livro sai, porque ele teria que contar as mesmas coisas de modo diferente e escrever isso é cansativo.
Personagens secundários principais:
Amanda, Fábio, Merlin, Daimon

6 – Lígia e Kanash (Ou Amanda II)
Filhos espirituais de uma Amanda septagenária, viúva e sem contato freqüente com seu filho e sua nora.
Não vou revelar mais porque senão perde a graça. ainda nem decidi quem afinal são os principais, se a Lígia e o Kanash ou se a Amanda.

Então, começando pelo SEXTO vou embarcar na Saga dos Tiutchev.
Crio que ao final não vá trabalhar em nenhum outro e essa saga fique a maior parte da minha vida na minha cabeça. Acho que ela foi pensada demais e tem uma trama muito complexa para que eu escreva sobre ela. Gosto da surpresa de não saber o que vai sair.
Aí em cima tem um link para o que está digitado de Amanda e em breve vai ter um para Lígia e Kanash também, mas não garanto o nome.
para quem quiser algo além do texto do livro tem isso sobre esse povo:
Prelúdios Diurnos (uma pequena crõnica com Amanda)
Guernica (poesia de Merlin)
Quem? (Poesia de amanda – Não, ela não é uma boa poetisa)

Apesar das lendas, pretendo lançar Ambidestra até 24 de abril, que é quando começa o Mercado da Carne. Quero ter a marca de quatro livros em um ano.

PS: procurando os links acima deparei com uma poesia muto boa que tina esquecido completamente que tinha feito. E ainda por cima não tinha publicado aqui. Só coloquei como comentário num blog e esqueci. Como sou distraído.
Considerem isso um bônus do destino:

14 Séculos

velho como o mundo
cada coração que me arrancaram
foi dez anos que envelheci.
com os olhos ardendo
das noites em claro,
o estômago ardendo
do café que bebi,
com a alma ardendo
da Verdade que sou

Espero

“Tudo foi esquecido e nada será reparado”
“O mundo não vale a pena”
“A visão do micoscópio é o ópio do trivial”
“É claro que não é importante”
“Como uma segunda pele um calo, uma casca, uma cápsula protetora”
“E nunca param de bmbardear Guernica

Espero o que?

espero tudo que sei
difícil de achar
fora do espelho.
desejo ir através do espelho.

Encho novamente o copo de café
E volto a escrever.

As citações são, respectivamente:
Milan Kundera – A Imortalidade
Qualquer deprimido
Engenheiros do Hawaii – Ilusão de Ótica
Norton Juster – Tudo depende de como você vê as coisas
Adriana Calcanhoto – Esquadros
Merlin Sebastian Arlington – Guernica

12

03/08

Deuses Temperamentais

8:50 by cochise. Filed under: Óculos de longo alcance

Em um dos momentos mais difíceis da minha vida não paro com essa postagem frenética. Nenhum dia escapa incólume desde dia 4. às vezes fico pensando no cansaço de um leitor habitual tem ao ver mais um post.
Mas não nos demoremos aqui, que o título do post é o do texto aí de baixo.

Caminhavamos novamente aos campos de comida através das montanhas e da terra irregular. Os Deuses não estavam visíveis, mas poderiam aparecer a qualquer momento. rezei para que os Deuses temperamentais não olhassem para nós e continuamos.Terminamos de escalar os pilares rubros e finalmente chegamos ao altiplano de pedra banca. sim eles tinham reabastecido o altiplano com comida.
Alguns filósofos se perguntavam porque os Deuses se importavam em nos alimentar, se sempre que nos viam nos sacrificam. Será que querem a Justa Paga, como dizem os sacerdotes? Ou são só temperamentais como diz o nome?
Que um pobre trabalhador pode saber sobre os desígnios divinos? Nada. resta buscar comida e esperar que os Deuses Temperamentais não exigissem a Justa Paga.
cuidávamos de nosso trabalho, dentro do poço de água negra quando ele apareceu. Gigantesco. Por mais que os tenha visto sempre me assombro com o tamanho dos deuses. Maiores que as montanhas. É incrível que possam se mover. cientistas dizem que se forem orgânicos a força necessária para bombear seus líquidos corporais seria tão grande que arrebentaria suas peles esponjosas e nojentas. Sem falar na dificuldade de respirar. seria necessário milhões de litros de ar para manter um ser desse tamanho.
Então aconteceu. ele levantou a montanha onde fica o poço como se fosse nada. Agarrei-me à parede deseperadamente à parede lisa do poço. Nós vamos morrer! Um de meus companheiros caiu na água negra e se debatia enquanto sufocava. Não era possível fazer nada a não ser se agarrar.
Depois de uma pequena eternidade de solavancos que arriscavam nos derrubar começou um novo pesadelo.
Ele conjurou acima de nós uma cachoeira inimaginável. O poço começou a subir em meio ao estrondo da água.Tento escalar a parede lisa com a velocidade do desespero.
Uma única coisa martelava minha cabeça “Essa foi a sua vez de se sacrificar por seu povo”
Mas estava alcançando a borda. Poderia me salvar. Mas o Deus assim não quis. Virou a montanha e o lago do poço me arrastou em seu turbilhão. Não sabia onde é em cima ou embaixo. Não vejo nada além de um torvelinho confuso. Tento lembrar a oração que deveria dizer, mas tudo que pude sentir foi pavor. Eu era parte da Justa Paga.

Acordei sobre a planície do inferno. fiquei de pé sobre o metal molhado e procurei me orientar. Me espanto com a proximidade do poço do inferno. Por pouco, muito pouco não tinha caído no negro poço sem volta.
Senti uma grande gratidão por aquele Deus Benevolente, que apesar do medo, e não ter conseguido encara com honra e coragem a Justa Paga, de não ter conseguido recitar a oração, tinha me poupado.
Esse Deus Benevolente não fez isso sem motivo. Ele queria que fosse seu profeta. Que eu levasse sua mensagem de piedade aos bons cumpridores do dever e Justa Paga aos ímpios. Que soubesse através de minha provação que nossas vidas são na verdade dele. Que ele pode revogá-la a qualquer momento.
Por isso, crianças, estou aqui hoje para transmitir essa mensagem.
Cultuem ao Deus Benevolente que perdoa nossa covardia. Cultuem ao Deus Benevolente que é justo e leva com a Justa Paga apenas os ímpios. Cultuem ao ÚNICO Deus de verdade em vez de Demônios com suas núvens tóxicas e Criaturas do Caos.

Escrevi esse texto para falar da lógica religiosa (ou falta de).
com isso quero dizer APENAS que o pensamento religioso comum é ilógico e se baseia em um monte de premissas inconsistentes e falácias. Não julguem um ataque à religião A, B ou C. É ao pensamento religioso que todas elas compartilham.

1 – Os que morreram se tornam ímpios porque foram castigados, ao invés de serem castigados por serem ímpios.
Esse pensamento é raltivamente comum, em casos de morte violenta. Já que deus o “levou” é porque não era tão bom assim. Esse pensamento só circula à boca muída, mas que circula circula…

2 – Após a confissão de fé se abandona a busca de um explicação racional.
Precisa dizer mais? Se desiste de tentar entender deus. tudo que esse faz é auto justificado.

3 – Imposição da ética humana ao plano divino.
Imputa-se os padrões éticos humanos aos deuses. Ao mesmo tempo que Deus não se explica como está dito no item anterior, ele obedece aos valores do povo que o cultua e esses são os valores com que se interpreta seus atos. Independente de quais são os motivos da ação divina.

4 – Uso da ciência negativa para provar a divindade.
Se usa a ciência como prova de que algo é impossível, para provar a caracteriza divina. se a ciência não explica é uma prova do poder e do caráter divino.

5 – Falta de respeito á liberdade.
Depois da confissão de fé, da verdade absoluta bater na porta passa-se a usar um tanto de verbos no imperativo…

A verdade:

Deus sou eu.
Essa paisagem fantástica é a minha cozinha.
O narrador é uma formiga.

pilares rubros e altiplano de pedra branca = mesa com tampo de mármore e base tubular vermelha
poço da água negra = um caneco de café com aquele restinho
planície do inferno = cuba da pia, o poço é o ralo

No meio da noite fui até a cozinha fazer café e lavei o caneco afogando algumas formigas.
Sem nenhuma pretensão de fazer nada além de um pouco de café.

11

03/08

Blogando…. Zeca Baleiro

11:56 by cochise. Filed under: Música

Esse é um daqueles posts que para quem não lê o blog regularmente não tem importância, e que eu mesmo não comentaria em outro blog por não acrescentar nada à humanidade, mas que é o que faz de um blog um blog e não um site com textos enfileirados, como já disse.
Daqui a pouco eu coloco, finalmente a postagem sobre Don Quixote.
Enquanto isso, vou me demorando sobe o assunto.

Obrigado a todos pelos comentários do texto de 8 de março, Violência Simbólica. Eu mesmo, ao publicar ainda estava insatisfeito com ele.
Se querem ajuda com as criticas negativas, ele é rasteiro, baseado em impressões por demais subjetivas, não desenvolve nenhum dos aspectos que aborda a contento e não se desenvolve embasado pelo seu marco teórico (é, eu ainda me lembro de meus dois anos de faculdade)

Mas já que estamos falando é de Dons Quixotes, me interessou especialmente o comentário da Grazi que se espanta com a minha idade (22).
É… às vezes eu mesmo me sinto uma aberração. Um Don Quixote em todo o sentido da palavra.
Então, eu tenho que ouvir Zeca Baleiro para ter certeza que não sou um alienígena ou uma aberração.
É bom saber que ao menos alguém pensa como a gente.
Essas são duas músicas que pra serem cantadas por um homem dos dias de hoje exigem uma boa dose de coragem.
Obrigado, José de Ribamar, por ombrear essa estrada comigo.

Salão de Beleza

Zeca Baleiro

Se ela se penteia
Eu não sei!
Se ela usa maquilagem
Eu não sei!
Se aquela mulher vaidosa
Eu não sei! (x3)

Vem você me dizer
Que vai num salão de beleza
Fazer permanente
Massagem, rinsagem, reflexo
E outras “cositas más”…(2x)

Oh! Baby você não precisa
De um salão de beleza
Há menos beleza
Num salão de beleza
A sua beleza é bem maior
Do que qualquer beleza
De qualquer salão…

Mundo velho
E decadente mundo
Ainda não aprendeu
A admirar a beleza
A verdadeira beleza
A beleza que põe mesa
E que deita na cama
A beleza de quem come
A beleza de quem ama
A beleza do erro
Puro do engano
Da imperfeição…

Belle! Belle!
Como Linda Evangelista
Linda! Linda!
Como Isabelle Adjani…(3x)

Veja como vem!
Veja bem!
Veja como vem
Vai! Vai!
Vem! Veja bem!
Como vai! Vem!
Veja como vai!
Veja bem!
Veja bem como vem!
Vai! Vem!
Se ela vai também!

Aí! Bela Morena
Aí! Morena Bela
Quem foi que te fez tão formosa?
És mais linda que a rosa
Debruçada na janela…(2x)

Piercing

Zeca Baleiro

“Quando o homem inventou a roda
logo Deus inventou o freio,
um dia, um feio inventou a moda,
e toda roda amou o feio”

Tire o seu piercing do caminho
Que eu quero passar
Quero passar com a minha dor 4X

Pra elevar minhas idéias não preciso de incenso
Eu existo porque penso tenso por isso existo
São sete as chagas de cristo
São muitos os meus pecados
Satanás condecorado na tv tem um programa
Nunca mais a velha chama
Nunca mais o céu do lado
Disneylândia eldorado
Vamos nós dançar na lama
Bye bye adeus Gene Kelly
Como santo me revele como sinto como passo
Carne viva atrás da pele aqui vive-se à mingua
Não tenho papas na língua
Não trago padres na alma
Minha pátria é minha íngua
Me conheço como a palma da platéia calorosa
Eu vi o calo na rosa eu vi a ferida aberta
Eu tenho a palavra certa pra doutor não reclamar
Mas a minha mente boquiaberta
Precisa mesmo deserta
Aprender aprender a soletrar

Tire o seu piercing do caminho
Que eu quero passar
Quero passar com a minha dor 4X

Não me diga que me ama
Não me queira não me afague
Sentimento pegue e pague emoção compre em tablete
Mastigue como chiclete jogue fora na sarjeta
Compre um lote do futuro cheque para trinta dias
Nosso plano de seguro cobre a sua carência
Eu perdi o paraíso mas ganhei inteligência
Demência, felicidade, propriedade privada
Não se prive não se prove
Dont’t tell me peace and love
Tome logo um engov pra curar sua ressaca
Da modernidade essa armadilha
Matilha de cães raivosos e assustados
O presente não devolve o troco do passado
Sofrimento não é amargura
Tristeza não é pecado
Lugar de ser feliz não é supermercado

Tire o seu piercing do caminho
Que eu quero passar
Quero passar com a minha dor 4X

O inferno é escuro não tem água encanada
Não tem porta não tem muro
Não tem porteiro na entrada
E o céu será divino confortável condomínio
Com anjos cantando hosanas nas alturas nas alturas
Onde tudo é nobre e tudo tem nome
Onde os cães só latem
Pra enxotar a fome
Todo mundo quer quer
Quer subir na vida
Se subir ladeira espere a descida
Se na hora “h”o elevador parar
No vigésimo quinto andar der aquele enguiço
Sempre vai haver uma escada de serviço

Tire o seu piercing do caminho
Que eu quero passar
Quero passar com a minha dor 4X

Todo mundo sabe tudo todo mundo fala
Mas a língua do mudo ninguém quer estudá-la
Quem não quer suar camisa não carrega mala
Revólver que ninguém usa não dispara bala
Casa grande faz fuxico
Quem leva fama é a senzala
Pra chegar na minha cama
Tem que passar pela sala
Quem não sabe dá bandeira
Quem sabe que sabia cala
Liga aí porta-bandeira não é mestre-sala
E não se fala mais nisso
Mais nisso não se fala
E não se fala mais nisso
Mais nisso não se fala
E não se fala mais nisso
Mais nisso não se fala
E não se fala mais nisso
Mais nisso não se fala

Tire o seu piercing do caminho
Que eu quero passar
Quero passar com a minha dor 4X

10

03/08

Pessoa

14:18 by cochise. Filed under: Imagens,digressões

Outro dia coloquei aí um link para o blog do Carlos Avedañho, o Zoombieótica. O carlos é o craidor dos fantásticos ThePowerPuffBoys e do Bando de destruição em massa folheada (com catchup) E não coloquei um link para o Magnífico Pessoa. É uma tira fantástica, que coloco aqui alguns dos meus episódios favoritos e os convido a conhecer a obra.

Eu sei que é meio defprê, mas que é bom é. E além do mais é o pimeiro deprê com autocríica que eu vejo.

Older Posts »