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Óculos de Longo Alcance

Para Vistas Sem Relance

Archive for April, 2008

Acessível…

Superada minha maré baixa de faca uma novidade nesse blog modernoso que tem lista de links com ordenação automática por ordem de atualização e tocador de musiquinha.
chat comigo.
Sim, não vou publicar meu email, MSN ou Gtalk, mas pode falar comigo como visitante.
costumo estar online depois das seis. Caso queiram, estou mais acessível atualmente.

P.S.:
Sejam felizes.

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Eu caminhava…


É incrível como em alguns momentos a gente acha músicas que são nosso espelho.
É incrível como mesmo depois que elas deixaram de ser a gente continua gostando delas.
Será isso saudosismo?
Será isso nostalgia?

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Clareza

O horizonte
Desfila claro
Lúcido olhar
Olhando o destino
Rumo ao limite
Meu lúcido olhar
De longo alcance
Para vistas sem relance
Qual paisagem
Se descortina?
Qual mão fia
O fio das parcas?
Qual mão me acompanha no tear?

Depois do lançamento do Barkaça, voltamos à programação normal.
Faz tempo que não posto uma poesia. Também faz tempo que não escrevia uma até uns dias atrás quando resolvi surtar de novo e escrever algumas.
Às vezes fico imaginando o que me faz escrever ou não poesia. Não sei. houve épocas em que só escrevia poesia. Que só li poesia. Houve épocas que só li filosofia alemã. Atualmente tenho escrito muito mais contos que em qualquer momento da minha vida. Esse tratado  sobre a vida sexual dos virgens nada mais é que uma crônica. Aliás ando escrevendo crônicas pra caramba, apesar de não tomar vergonha na cara e dogitar para esse blog.
Depois de quatro livros que ao final das contas tem minhas idéias, meus valores apenas em um nível menor, tentando descobrir como escrever o quinto livro de modo a transmitir o que eu realmente acho, escrevo pequenos experimentos de lucides, análises claras e objetivas que são crônicas.
As poesias, mais verdadeiras poque apenas metáforas são verdadeiras, mas mais oblíquas porque toda metáfora é intersubjetiva, e não objetiva fiacam relegadas a segundo plano.
Com iso quero dizer que talvez nenhum dos projetos de quinto livro se realize, apesar de eu gostar muito de todos eles. Quero dizer que estou procurando uma outra dimensão na minha obra. Por isso estou escrvendso menos poesia. porque preciso contar algo.
Ou talvez precise apenas volta às origens, quando queria ser colunista em alguma revista.

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Selos…

Descobri há pouco tempo que sou viciado em RSS. Que se nã adicionar os feeds de um blog ao Google Reader simpelesmente não lembro de voltar lá para lê-lo. Não adianta colocar nos favortos, que não abro meus favoritos faz tempo.
Então tirei um tempinho hoje para percorrer meus favoritos quilométricos e bagunçados em busca de quem iria entrar no meu reader.
Reencontrei muita gente legal.
Descobri que os bugs desgraçados que me atormentaram ontem a noite e quase me impediram de postar eram apenas um cabo IDE defeituiso, e ele já foi trocado.
Descobri que minha falta de tempo está chegando a níveis preocupantes, porque se alia à minha falta de vergonha na cara. Que devia ter um mínimo de responsabilidade e escrever um pouco todo dia. Não necessáriamente para o blog, que tenho um monte de crônicas, livros, poesias, etc atrasados.

E no meio de tudo isso recebo um meme e um selo.
Deu pra responder o meme.
Não deu para avisar os que receberam o meme de nós que estavam intimados.
Só hoje deu pra colocar o selo.
E não vou repassá-lo para ninguém.
Sim. Acho que existem blogs que merecem ser premiados. Tenho alguns do coração. Mas não vou seguir as regras e repassr para cinc blogs.
Presentes devem ser spntâneos.
Uma promessa para um dia. Um dia eu crio um selo e saio distribuindo. Até lá sómente fcam aí ao lado alguns dos blogs que eu leio ordenados por data de atualização.

PS
Esse post não tem nada além de alguns relatos do cotidiano. Em um futuro segundo Blook ele vai ser sumariamente excluído.

PS2
Em poucas horas estarei me ausentadno por todo esse sábado que tenho o lançamento do Barkaca para ir de depois tenho que jogar RPG.

PS3
Esse PS anterior foi só que porque já que é um post perdido em termos literários não custa nada deixar você masi a par da minha vida.

PS4
A festa da cerveja (mercado da carne) começou anteontem e a cidade é um inferno de Dante, Zandru ou quem mais quiser ser dono do inferno.

PS5
Até a noite quando pretendo postar algo decente.

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A vida sexual dos Virgens – Parte 3

Duendes cor de rosa são a raça mais execrável que existe. Eles chegam de mansinho e fazem uma bagunça quilométrica no seu jardim. Eles andam brincando de mecher no meu destino atualmente, mas nada que um duendecida não resolva a curto prazo.
Finalmente, depois de uma boa dose de enrolação e outra um tantinho maior de conspirações dos duendes cor de rosa vai sair a parte três do mega tratado pseudo-científico sobre a vida sexual dos virgens.

O Virgem Amedrontado é uma figura interessante do ponto de vista psicológico. Sua principal diferença do virgem Religioso por Medo é que o medo do Virgem Amedrontado não é da punição por uma autoridade extrna. Ele tem medo é do próprio ato sexual ou de alguma(s) circunstância(s) inerente a ele.
Esse medo pode ter várias origens. Taumas de infância, pênis pequeno, baixa auto estima e autoconfiança, peso acima do considerado aceitável, expriências quase sexuais vergonhosas, medo da dor do rompimento do hímem, etc. O motivo em si não importa. Pelo menos não para esse artigo pseudo científico, uma vez que a causa só serve para exemplificar a delimitação do conceito. Nosso tema é a vida sexual e não o virgem em si. Logicamente é necessário alguma explanação sobre os hábitos para determinar o comportamenteo sexula, mas que fique clao porque não vamos nos demorar na origem da situação do Virgem Amedrontado.
Para o virgem Amedrontado sua situação é vergonhosa. Ele raramente tem coragem de revelar que é virgem diante do imperativo social de transar. Normalmente erruma uma viagem, acampamento, excursão, etc. sem testemunhas, para forjar a própria desvirginação.
Seu medo e insegurança nem sempre extravasam para outros setores de sua vida, apesar de haver uma pequena parcela de medrosos, assutadiço, inseguros crônicos a mairoria são apenas pessoas inseguras quanto a histórias que contaram, livros que leram, etc. É raro que um deles realmente cruze a barreira dos vinte anos e se torne objeto desse tratado.
Os que merecem nossa atenção, normalmnte são pessoas deslocadas da sociedade dominante dos populares. Não os capachos que estão dentro do sistema  configuram o virgem excluído, mas aqueles fora do sistema. O Geek que ninguém chama assim, porque nerd é mais pejorativo, a pessoa pobre que estuda no colégio privado com bolsa, a que cuida de algum parente com deficiência mental em casa e não pode sair de noite, a pessoa de educação tão severa que não se permite desobedecer as ordens, e por aí vai em uma gama de exemplos que pode ser aumentada olhando para os lados.
Por causa da mistura de vergonha  culpa que o virgem amedrontado sente, somada a raiva de si mesmo por ter medo, ele tem o hábito de meio se punir, meio descarrear seu desejo com pornogafia. Se punir porque assiste tudo que não tem por "imcompetência própria", mas não chega perto da raiva do Excluído porque a a sensação de injustiça e impotência não é tão patente. Não costumam ter problemas éticos ou emocionais em se masturbar e o fazem regularmente.
Seu "problema" costuma ser resolvido com ajuda profissional (psicólogos, não postitutas ou gigolôs) buscada em segredo.
Talvez sua maior decepção seja o fato de que quando finalmente realiza a "passagem" não pode contar para ninguém, por ser oficialmente não mais virgem (apenas para ele, que tem certas coisas que é impossível esconder)

Bem… esse foi pqueno. Mas já são cinco horas da manhã.

Convido todos você que morem ou estejam em Divinópolis ao lançamento do Barkaça.

Estou devendo visitas e comentários, mas vai ter que ficar para depois.

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A Vida Sexual dos Virgens – Parte 3 (Pseudo)

Bem… Lá vamos nós com um pequeno preâmbulo.
Ontem a noite meu provedor caiu por causa de mudanças no sistema e portanto não postei a terceira parte.

Hoje os duendes cor de rosa fizeram tal revolução no jardim que estou sem cabeça para escrever.
Mas como o mercado da carne começou hoje vou ter muito tempo…
Relaxa que sai.
Enquanto isso visitem o Perfeita simetria que lá tem atualização hoje

PS Não que eu seja um purista, mas acho pseudo mais legal, bonito, stiloso e etc que fake.

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Até amanhã

sem tempo.
com sono.
Tudo pode esperar até amanhã. (quase tudo tenho que dar um boa noite pessoalmente)
Hoje só o folder de lançamento do Barkaça.
amanhã tem mais.

P.S.: (Não estou cansado o bastante para deixar de ter um)
Gostaria de agradecer publicamente à todos que comentam esse blog. em especial à Maíra que sempre tem algo a dizer além de acenos de cabeça.

P.S.2: um dos brindes a ser sorteado será (Se os duendes cor de rosa não revolucionarem meu jardim) a obra completa de um tal de Cochise César.

P.S.: comecei me despedindo para dizer que ia logo. Não vou me despedir no final.

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A caridade é a minha religião

É difícil definir o que é religião. Se pararmos para pensar o que comunmente vemos ao freqüentar a igreja são sistemas éticos travestidos de religião.
Sempre disse que deus não é bom nem mau porque não é bem nem mal. Que ética é uma questão humana a ser resolvida com filosofia, psicologia e direito, não com livros sagrados e mandamentos. Digo isso. Repito e confirmo.
Sempre disse que religião é uma caminhada de reencontro consigo mesmo e com Deus, a essência própria das coisas.
O panteísmo que acredito diz que tudo É deus e não existe nada senão ele. (Não foi criado por ou está em. É) Mas também que o todo é maior que a soma das partes. Deus não é a natureza porque é mais que a natureza.
Se não deixei de acreditar nisso tudo como se justifica o título desse post? Aí que está o pulo do gato. Pela primeira vez na minha vida estou em harmonia comigo mesmo. (sim, estou contando com a minha infância) Os sintomas do que está acontecendo datam de janeiro. De lá pra cá aumentam. Essa necessidade de me importa com os outros. Essa caridade gratuita que não é pena.
Após uma conversa muito séria com um dos seres mais evoluídos espiritualmente que eu conheço (Andreza) e uma tentativa e dar nomes e motivos mais racionais e inteligíveis para outra pessoa que não eu acabo caindo na noção sartreana de responsabilidade.
Eu sou responsável por ação ou omissão por tudo na minha vida.
Como mu nível atual de autoconhecimeto e autosinceridade não me permitem jogar a culpa das coisas  em traumas, complexos do inconsciente, etc.
Então não me resta alternativa senão viver de acordo com a ética que acredito.
O mais interessante é que essa transformação aconteceu sozinha. antes de eu saber os nomes e motivos, porque lá estava eu seguindo de coração e alma valores que normalment são puramente intelectuais.
Mas onde entra a religião na história?
Bem… caminho para alcançar a unidade com deus, comigo, com o outro, etc. A caridade é um meio. O meio que estou usando.
Minha empatia hiperdesenvolvida me leva a encontrar na caridade, no se importar com o outro gratuitamente e sem humilhá-lo tanto uma reconciliação comigo e com meu passado quanto um encontro com o outro. Com a essência que subjaz dentro do outro.
Minha religiosidade que se baseia no "mundo das coisas sem suas formas" na intersujetividade talvez tenha como bíblia a suavidade de Cecília Meireles e a maneira como ela consegue despir as coisas de sua pele, sua forma e alcançar o que realmente existe lá dentro.
A caridade é o que faz isso na vida material, ou melhor, o meio que sei usar para fazer isso na vida real.

PS: A  amorosidade gratuita das pessoas felizes. Essa é uma das máximas que adoro recitar para mim mesmo.
A dor é egoísta. A felicidade é altruísta.

PS2: Isso explica a minha conturbada relação com a máfia costaliana nos últimos tempos.

PS3: Esse final de semana não pude postar regularmente, mas feriadão serve para isso,não é?

PS4: Com isso se reduz o número de posts que eu me devo com urgência para zero. Isso quer dizer que amanhã continuo a vida sexual dos virgens, com sua terceira parte. O virgem amedrontado.

PS5:  (Esse é longo)
Quero agradecer o Mingau por um email que recebi, totalmente elogioso. Só encheção de bola mesmo.
Obrigado. Me surpreendi.

Cochise, são 4 e 51 da madrugada e estou sem sono.

Tenho um (m)apa-relho celular há 4 anos. Você e o Mateus adquiriam a tal tecnologia anuladora de espaços há ainda menos tempo que eu. Obviamente, os motivos de nossa ressitência não são os mesmos. Quando me combram por não ter um yorkute, digo que li 1984. Basta. Só deus (que deus o tenha) sabe o quanto gostaria de receber cartas ao invés de e-mails e a tristeza que me dá ser atendido pelo robocop com uma pronúcia perfeita ao telefone.

Bom, você pode imaginar que o atrasadão convicto, nestas noites viradas, prefira um bom livro de carne & osso que os blogs de lite-ratos da rede. É fato. Quase nunca sei dos seus cacos, meu amigo….
[...]
Mas,  enfim,  por conta disso, minha insônia foi se lembrar daquele sarau na casa de Cíntia. Eu não conseguia lembrar das poesias, mas me lembrava que uma sua era muito boa e que me tinha causado grande impressão.

Daí fui procurar no blog e por isso estou te escrevendo o testamento. Achei: é "Fumaça de Cigarro". Cara, pirei! Daí fui lendo o blog e encontrei outro tesouro. É "O trabalho da Asfalto" (é da ou do asfalto?) Muito boa. Quixote gerente de gestão de projetos culturais independentes…muuuuito boa! E ainda " A verdade" que tem uma suavidade pesada de humor  existencialista. Essa me agrada ainda mais que todas. Parabéns!

Esse foi mesmo só pra tirar o chapéu irmãozinho…. inté!!!!    

Esse  "A Verdade" é o final de "deuses temperamentais" que eu nunca pensei como um texto independente.
E sim. É o trabalho do asfalto, mas minha digitação precisa melhorar.
Obrigado cara.

PS6:
No mais até amanhã que é hoje porque a noção de tempo dos insones é complicada.

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A-Mulher-Que-Vale-A-Pena

Desde que eu criei esse termo, cheio de hífens, adicionei as letras maiúsculas e recebi alguns críticas por causa dele.
Ser elitista, ser exigente, ser o diabo.
Imagina então quando eu queria apenas conversar (e o intelocutor por acaso era do sexo feminino) e soltei um fatal "você, por exemplo, está longe de ser a-mulher-que-vale-a-pena".
E olha que era uma garota comprometida (acho até que o namorado estava presente).
Não, não pretendia ser ofensivo quando cunhei o termo.
Queria apenas dizer que não investiria em um relacionamento se não fosse com a pessoa certa. Ou quem eu achasse que é a pessoa certa

N'O Homem Solitário digo e repito que quero apenas a sorte e um amor tranqüilo. Ainda citando Cazuza, eu seria então aquela pessoa que não sabe amar e fica esperando alguém que caiba nos meus sonhos. A-Mulher-Que-Vale-A-Pena nada mais é que a mulher que caiba nos meus sonhos. Foi isso que eu tive que explicar aquele dia quando ofendi uma pessoa apenas por dizer "Você é você e não é o que eu sonho" e ainda acrescentar "Você não deve nunca tentar se o meu sonho. Isso é uma humilhação imperdoável".

Mas afinal porque esperar por alguém que caiba nos meus sonhos?
Porque eu sou o cara antiquado. Careta. Tradicionalista.
Porque eu escrevi O Homem Solitário onde chamo a Festa Nacional da Cerveja de Mercado da Carne. Porque acredito em amor verdadeiro desde sempre.
Isso explica como eu sou um hedonista sem ser um pervertido depravado, mas uma pessoa recatada, discreta, etc.

Bem…
Mas qual o motivo, razão ou cicunstância dessas revelações?
Marcela Nobre Cruz
Quem participa daquele antro de falta de conteúdo e comunidades fúteis, e scraps somente no aniversário para as centenas de amigos (sim, costumo sempre fazer generalizações ofensivas) chamada Orkut deve ter percebido algumas mudanças recentes.
Para quem não participa como meu grande amigo Mingau (ou Luís Antônio para quem participa do Movimento de Resgate ao Nome do Mingau) o anúncio oficial via blog, porque pessoas caretas, conservadoras e românticas como eu acham lindo essa história de anúncios oficiais.
Marcela é A-Mulher-Que-Vale-A-Pena com todos os hífens e iniciais maiúsculas. E não, ela não mudou nadinha para se tornar isso. Acho que fomos feitos um para o outro ou algum outro clichê que só tem sentido quando se vive.
Convido-os a conhecer o nosso blog conjunto meloso, derretido e lilás (Eu amo lilás, roxo, violeta e qualquer outra cor nessa faixa do espectro. Não gostou? Não tenho problema nenhum nisso.)
Somos Perfeita Simetria

Com isso, descarrego o mel lá e o Cacos de mim continua sério e sisudo (na medida do possível)
No mais, estou bastante feliz, obrigado pelos desejos de boa sorte.
Como eu não deixo de ser eu, não pretendo falar muito dela por aqui, esse blog continua com seu layout azul escuro (outra cor que eu gosto)  e com literatura feita pr mim que faz temp que não cito ninguém, com quase um post por dia, etc.
Depois de amanã voltamos à programação normal.
Beijos.
Até lá.

PS.:
Não me assustaria se fosse você. Citando uma excelente frase da Marcela, "Não sou um homem do século XXI"

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Postagem Coletiva – O QUE VOCÊ FAZ PARA ACABAR COM O ANALFABETISMO NO BRASIL?

Nada.
Dói dizer isso. Mas atualemte não estou fazendo nada. Não vou mentir.
Sou um escritor, por gosto e vocação. Dizem que sou talentoso. Meu futuro profissional depende de leitores. Pois bem. Não estou fazendo nada.
Nunca fiz. Não diretamente, nem altruísticamente.
Já dei aula para jovens adultos com deficiência visual. Nenhum analfabeto.
Já  quase alfabetizei um menino com deficêncai mental. (trabalhei fluência da leitura e compreensão dos textos) Recebia po isso.
E aqui terminam minhas incrusões na área da educação. saí da faculdade antes de fazer estágios, e mesmo assim, História só se ensina para alunos alfabetizados.

Mas tenho algumas opiniões sobre o tema. Sei que é chover no molhado, que todo mundo vai acabar dizendo as mesmas coisas. A opinião do aluno deve ser levada em consideração. O trabalho de fluência e compreensão que fiz foi baseado em hqs do Motoquiro Fantasma porque o menino gostava de histórias de terror.

O trabalho de alfabetização não deve ser voltado para o utilitarismo de ler e escrever. Mas para a fatasia. Para os mundos escondidos nos livros, Ler e escrever não serve para conseguir emprego ou escrever bilhetes ou receitas.
Ler serve para saber das noticias do jornal. Serve para entrar nos mundos de poesia, acão, sagrado ou conhecimento.
Escrever serve para expressar o que se sente, pensa, acha. Serve para falar sem ser interrompido para todos que puderem por as mãos nesse papel.
Ler e escrever é ter acesso a um mundo inteiro de pensamento e sentimento. Como receptor e produtor.
Ler e escrever liberta a alma.
Pelo menos a minha alma se liberta dessa realidade pela leitura e constrói uma nova realidade realidade pela escrita. E funciona muito melhor que a televisão que empurra tanta imgem e som numa vertígem tão rápida e avassaladora que nos esmaga no sofá sem reação, sem liberdade, etc.
Ler é criar imagens, mas isso todo mundo sabe e já disse.

Saídas?
Claro que tenho. Todo intelectual tem [mesmo aqueles que não estão fazendo nada (principalmente esses) como eu] suas saídas milagrosas.

Mais sonho, fantasia e poesia na escola ligada aos livros [Histórias deveriam ser lidas, e não contadas na pré escola (para acostuma a criança com a presença do livro). Nas primeiras séries deveria haver dramatizações, discussões, murais, etc sobre livros lidos coletivamente(leitura deveria ser coisa séria só pra gente grande. Para as crianças deveria ser uma brincadeira tão divertida quanto as outras)]. Isso ajuda as pessoas que abandonam o ensino analfabetas ou semi lafabetizadas e que são bem mais do que as estatísticas gostam de dizer.
Um levantamento de dados constante com agentes socias (assimilando novas funções à agentes de controle epidemológico e do programa saúde da família) que visitam todos os domicílios do Brasil identificando onde há não só analfabetos, mas pessoas que precisam do Bolsa Família, mães adolescentes, idosos negligenciaos, etc.
Sem informação vamos continuar dependendo de uma atitude primeiramente voluntária por parte da vítima do risco social, que nem sempre procura quem pode lhe ajudar.
A partir dessas informações completas, organizar os voluntários, professors com contratos tmporários, etc.
Se houvesse um serviço integrado de informações sociais baseado em visitas domiciliares totais ao invés de um monte de visitas parciais com resultados fragmentários, setorias que se perdem nos mais variados níveis e setores das várias administrações municipais, haveria como o estado fazer algo, mesmo que esse algo seja apenas organizar voluntários como é hoje o Brasil Alfabetizado.

Outras que não passem pelo poder público ineficiente, burocrático e perdulário do Brasil?
Claro.
Comoção pública gerada por pessoas com seus meios de comunicação de pequeno porte de democratizados (leia-se blogs) que convença as pessoas por exemplo que já que ela fazem visitas para ensianr sobre a biblia pordem ensianr a ler e escrever em outros lugares.
Que já que ele fazem rifas para o salão comunitário podem solicitar via Orcamento Participativo, ofício ou qualquer outro meio uma biblioteca comunitária para ocupar esse salão já que o Ministério da Cultura tem um fundo de livros para criação de bibliotecas sempre subutilizado.
Aliás, descobri uma coisa que eu fiz.
Numa reunião do Orçamento Participativo consegui colocar o pedido de uma biblioteca comunitária no bairo no documento final.
Um ano depois os livros chegaram. para ficarem três anos parados, encaixotados, porque o governo burocrático, ineficiente e insensível não disponibilizava um bibliotecário e os livros são parimônio da prefeitura e nenhum voluntário poderia ocupar o papel.
Até hoje, se a bibliotecária entra de férias a biblioteca fecha.
Mas então fico por aqui.
O que queria mesmo dizer é que quando vi essa campanha me senti culpado pr minha omissão e por isso entrei. Apesar disso não há como me envolver na área nos próximos meses. infelizmente.
Mas o importante é a sensação de querer fazer algo, que mais cedo ou mais tarde vira ação. O conhecimento que existe saída, com criatividade e empenho. Que ler e escrever não é algo restrito ao mundo objetivo dos empregos e inclusão social, mas também algo na esfera dos sonhos, da expressão, da imaginação.
que prender alguém no analfabestismo por omissão é prender numa terra com menos sonhos.
Agora eu fiquei mesmo triste. Vou ver onde eu posso sair dessas elucubrações e fazer alguma coisa no mundo concreto.
Reporto novidades, quando houver.

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