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06/08

Felicidade…

9:03 by cochise. Filed under: crônica,digressões

Certo… ontem não foi nada bom, mas hoje a tendência é melhorar.

Aproveitando que estamo mesmo falando sobre isso, que tal discutir a felicidade? Sim a felicidade em si.
O senso comum fala por aí que a felicidade não existe. Apenas momentos felizes, coisas felizes, etc. (Essa é a visão materialista padrão mas eu não estou a fim de discutir filosofia com a profundidade que se deve hoje)
E se começei falando o que o senso comum diz, quer dizer que discordo dele…
Não que ache que se deva ser feliz à revelia da “realidade objectiva dos factos” (Saco… o “C” mudo do português de Portugal foi abolido com essa reforma da língua), mas que ela é algo mais que uma soma de momentos.
Se por um lado defendo com unhas e dentes o direito de chorar de tristeza porque somos humanos de carne e osso e não figurinhas de plástico como a margarina de baixo teor de lipídios do comercial de margarina de plástico com baixo teor de lipídios. Se defendo que uma vida sem tisteza é uma vida pior porque menos completa, por outro defendo que o compenente crucial da felicidade é também o método de obtê-la. Dar mais importãncia as coisas boas da vida que às ruins.
Não… isso não é ser otimista e ver o lado bom de cada coisa. Tem coisas sem lado bom inclusive. Estou falando de dar mais valor ao passeio ao crepúsculo, ao fato de ter bons amigos, às flores aos abraços efusivos e apertados que às contas que vão vencr no fim do mês ou ao chefe chato que se tem que aturar sem atropelar com um tanque de guerra.
Basicamente, na linguagem rasteira do livros de autoajuda, (que não tem mais hífem de acordo com as novas regras…) não deixar os problemas te consumirem, acontece que não é isso. Não é combater um mas afirmar outro.
Felicidade é quando os momentos felizes reverberam e o eco de um encontra-se com outro formando um tapete de núvens florais e isso não se consegue sem reservar um pedaço do coração para o que se gosta. Pedaço que não vai ser aberto ao buscar deseperadamente recalque e sublimação ou reprimir com mão de ferro a atenção aos problemas.
Mas no entanto tem dias como ontem que a cosia mais honesta a ser feita é resmungar alguma coisa no cantinho escuro onde a gente se sente confortável. Sentir plenamente toda a tristeza que houver para ser sentida. Pedir consolo e colo sem vergonha para alguém que não vai tentar de fazer ficar feliz te levando para algum lugar enojantemente feliz (porque nessas horas a alegria é enojante) e vai simplesmente ofrecer carinho e calor.

Com isso termino as minhas digressões acerca da difícil arte de ser feliz, que implica algo tácito demais para ser descrito em palavras. Não sei se consegui ir além do mediocer dos manuais para manter um sorriso no rosto. Espero um dia consigo escrever algo definitivo e bem feito nessa área.
Bo’jornada.

P.S.:
Finalmente mais um pedaço me Alfa, Beta, Gama. Tenho umas cosias manuscritas aqui… Espero hoje à noite ter como digitar.

Gostou do texto? Então me paga um café.




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Comments

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  • Bárbara

    5 de June de 2008

    12:04

    então ser feliz seria aceitar q existem coisas boas e ruins, mas levar mais em consideração as boas em detrimento das ruins? é uma boa idéia…bem… eu poderia achar q dá pra viver sem encarar o Grande Cthulhu todos os dias no café da manhã, e é o que eu ando tentando fazer, mas como não tem dado muito certo… nesse sentido eu gostaria de tomar a pílula azul…

  • Cochise César

    5 de June de 2008

    12:20

    Não aceitar no sentido de passividade, fique claro isso.Mas elas tão aí. A vida acontece nelas também.No entanto ficar chafurdando em autopiedade ou raiva impotente não vai me fazer bem nenhum…

  • Bárbara

    7 de June de 2008

    15:19

    eu entendi oq vc quis dizer, eu acho.