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06/08

Passado

9:12 by cochise. Filed under: digressões,poesia

hoje é lua cheia
encoberta por nuvens
fim de outono.
Um vento frio se esforça para me alcançar.
Os vidros da janela
A janela fechada sobre o luar

A prata do luar
se perde entre o mercúrio das lâmpadas

É lua cheia
Lua louca
um fantasma de solidão
tentador ofertar
saudosismo imprecisão

no entanto
O futuro é o que brinca
entre os dedos da minha mão

Gostou do texto? Então me paga um café.




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Comments

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  • poetriz

    20 de June de 2008

    10:31

    Lindos versos.Combinam com esses dias frios e essa esperança de que o frio passe logo…Bjs!

  • 20 de June de 2008

    15:01

    Tava lendo o poema e um dos versos me levou longe a outro pensamento. Por que uma luz ofusca a outra? Tipo as luzes eletricas ofuscam as luzes da lua e das estrelas e tal… E até na vida das pessoas mesmo. Num devia ser assim não.Bjo

  • Cochise César

    20 de June de 2008

    17:51

    Má:Ah.. não sei…acho é é uma limitação nossa mesmo de olhar para mais de uma coisa ao mesmo tempo…nossa incapacidade de conciliar as coisas…Poetriz:querida anônima.Seja bem vinda.Ainda não tive tempo de ler seu blog, mas farei isso assim que desembolar a minha agenda.Obrigado pela visita, e quanto aos dias tristes e frios…Por mais que meus dias de hoje sejam alegre, ainda fica aquela saudade dessa “tristeza gloriosa / A noite do mundo / Pousada na rosa” (Cecília Meireles)Mas a gente leva… com essa dificuldade de sempre de conciliar as coisas…