20
06/08
Passado
hoje é lua cheia
encoberta por nuvens
fim de outono.
Um vento frio se esforça para me alcançar.
Os vidros da janela
A janela fechada sobre o luar
A prata do luar
se perde entre o mercúrio das lâmpadas
É lua cheia
Lua louca
um fantasma de solidão
tentador ofertar
saudosismo imprecisão
no entanto
O futuro é o que brinca
entre os dedos da minha mão
poetriz
20 de June de 2008
10:31
Lindos versos.Combinam com esses dias frios e essa esperança de que o frio passe logo…Bjs!
Má
20 de June de 2008
15:01
Tava lendo o poema e um dos versos me levou longe a outro pensamento. Por que uma luz ofusca a outra? Tipo as luzes eletricas ofuscam as luzes da lua e das estrelas e tal… E até na vida das pessoas mesmo. Num devia ser assim não.Bjo
Cochise César
20 de June de 2008
17:51
Má:Ah.. não sei…acho é é uma limitação nossa mesmo de olhar para mais de uma coisa ao mesmo tempo…nossa incapacidade de conciliar as coisas…Poetriz:querida anônima.Seja bem vinda.Ainda não tive tempo de ler seu blog, mas farei isso assim que desembolar a minha agenda.Obrigado pela visita, e quanto aos dias tristes e frios…Por mais que meus dias de hoje sejam alegre, ainda fica aquela saudade dessa “tristeza gloriosa / A noite do mundo / Pousada na rosa” (Cecília Meireles)Mas a gente leva… com essa dificuldade de sempre de conciliar as coisas…