31

07/08

No post de hoje…

13:41 by cochise. Filed under: crônica,digressões

Basicamente.
Hoje foi um dia legal, estou ainda pensando na resposta que dei aos comentários do post Pré Pós tudo bossa Band e acabo de escrever um discurso fictício de um velho alemão fictício e estou sem saber em que categoria pode-se encaixar isso? Conto? Não é exatamente isso, mas tudo bem.

Estou aos poucos voltando à ativa com esse blog, apesar de ainda estar aqui em Araçatuba, porque afinal de contas a coisas precisam ser escritas devez em quando. Estou aos poucos lendo os mais de 400 posts não lidos que tenho me aguardando no Google Reader acumulados durante esse mês de ausência.
A vida é assim e espero poder voltar a ter menos de cem posts não lidos de novo.

Espero, assim que possível dar prosseguimento aos meus queridos projetos do coração (livros de literatura e RPG) porque odeio ficar com o trabalho parado. No mais acho que estava faltando um pouco de dizer “alô como vão vocês?” nesse blog, afinal pra que mesmo que se escreve blogs ao invés de montar sites? Para manter esse calor humano.

Nunca estive na Alemanha, mas depois das ilhas brânicas é o outro lugart que eu vou. É um povo sofrido. Com uma história muito triste, e um dos lugares onde os punks são punks de verdade e os skinheads são skinheads de verdade. É um lugar mais gótico que os que usam lápis e jogam Vampiro a Máscara e um povo com mais traumas que todo um pavilão do hospício. Ao mesmo tempo é um lugar onde as pessoas tem uma esperança e uma força de vontade invejável e onde se desenvolveu tanta coisa da filosofia moderna que não se pode ignorar.
De todos os pensadores que eu adimiro, apenas um não escreve em alemão, (Sartre) mesmo que não sejam alemães. (Jung)
Além é claro das batatas e dos haburgeres.

Não sou um crítico tão mordaz quanto parece por esses dois últimos textos. Sou um pouco pior. diria até que um pouco cruel. A questão é que há coisas que faz bem falar e uma delas é que conheço bem demais a história e as pessoas para achar que elas tem motivos para serem o que são.
sou um filho de uma geração perdida criada ao som de Legião urbana e Nirvana.
Uma geração sem heróis ou sonhos, sem objetivos.
Somos os pós modernos que ficam perdidos entre o consumo de identidades culturais, a nostalgia dos grandes grupos teleológicos da modernidade e a liberdade fragmentada.
E perdidos em nossa liberdade, solitários em nossas convicções nos atormenta o fantasma da impotência e da falta de sentido. A alma do fim da história é essa: impotência e Falta de Sentido.

Não sei o que um filho bastardo do imperio ianque em uma relação incestuosa com a mae Europa está fazendo em terras tupiniquins, mas tenho certeza de que a pós modernidade é uma sensação difícil.
Essa azia meio ácida, meio adstringente, meio amarga que nos queima o estõmago depois que fugiu do coração petrificado pela radiação dos aparelhos de TV.

Não gosto de me sentir pós moderno.
não gosto de estar num mundo pós moderno.
Mas ele está aí.
impotência e falta de sentido.

Bem… A gente se vê, não é?

31

07/08

Medo

13:07 by cochise. Filed under: conto

Há tempo atrás nós tinhamos medo. Muito medo do fim do mundo. Fomos toda uma geração marcada pelo medo do holocausto nuclear. Nos filmes que gravamos, nos livros que escrevemos, nos prgramas de TV, nas universidades. Éramos uma geração agustiada com as bombas atômicas que poderiam cair a qualquer momento.
Os mais velhos, sobreviventes de duas guerras mundiais amargurados e vencidos. Os de meia idade sobreviventes à pior guerra que já houve e desesperançados. Os mais jovens que viviam sob o terror da guerra mais angustiante de todas sem coragem para ter esperanças quanto ao futuro.
Tudo que vocês herdaram de nós foi maculado pelo medo.
Você acha mesmo que a juventude se rebelou a toa? Nós destruímos a sua capacidade de sonhar com um amanhã melhor até eles se entregarem a viagens alucinógenas ao som dos cantores folk, gemidos osgármicos e fumaça de entorpecentes ou se largarem na via de mão única da autodestruição rebelde, violenta e regada a heroína. Nós praticamente destruímos esse mundo só com o medo. Nós destruímos a juventude com o medo.
Vocês não tem a menor idéia do que é ter medo de ter um filho com seu namorado porque não quer que ele tenha que crescer em um abrigo antiatômico, se crescer.
Vocês não sabem nada sobre medo, angústia, desespero, derrota.
Vocês não moraram na Alemanha pós guerra. Não sentiram vergonha. Não se setiram humilhados. Vocês não tiveram que aceitar as tropas de ocupação em seus países decidindo por vocês.
Vocês não tiveram que aceitar que soldados estrangeiros cobrassem a libertação do povo alemão dos terrores do Reich estuprando vocês, suas mulheres ou filhas. Saqueando suas casas.
Vocês não sabem o que foi o desafio de sobreviver depois da primeira guerra. Não tem idéia de quanto nós trabalhamos para reerguer o país. Não tiveram, poucos anos depois que reerguer o país de novo, sentindo os olhos do mundo todo acusando. Sentindo a culpa por algo que não fez.
Vocês não tem idéia do que uma pessoa pode sofrer antes de ficar louca.
Nós aniquilamos seus pais. Os transformamos em pessoas perdidas, cansadoas e vencidas. Sem forças para sonhar, quebradas pelo medo, arrasadas pela angústia e destroçadas pela incerteza e pela impótência.
Eles tinham motivos e desculpas para se rebelar. Nós teríamos motivos se tivessemos forças, mas reconstruir um páis duas vezes e perder duas guerras é mais do que qualquer um pode suportar.
Vocês não tem.
Vocês não sabem o que é medo.
Vocês não sabem o que é dor.
Vocês não sabem que gosto tem o sangue ou que força tem a fome ou quanto dói um coração dilacerado por coturnos de soldados e esteiras dos laçadores de mísseis intercontinetais.
Vocês não tem a menor idéia do que é sofrimento.
Não estiveram em campos de concentração, não passaram fome, não foram alistados contra a sua vontade e não sentiram que a qualquer momento a sua vida poderia ser aniquilada e não existia absolutamente nada que se pudesse frazer.
Com todos os nossos defeitos e fraquezas nós ainda conseguimos consertar as coisas. Nós colocamos o mundo no lugar e as máquinas do juízo final estão guardadas de modo que provavelmente não serão usadas.
As crianças de cinco anos não rezam mais pedindo que “papai do céu” não deixe os mísseis serem lançados, as mulheres não discutem mais quais os melhores meios de sobreviver ao estupro e os homens não se desesperam toda semana pensando nas refeições da família.
Apesar dos pesares, nós ainda coseguimos consertar as coisas. Se não tudo, tornar o mundo um lugar onde os exercícios de guerra não são explicados nas escolas. Ao menos na maioria dos lugares.
Nós fizemos desse mundo um lugar em que em vez de se preocuparem com a fome, o terror, a morte e o desespero vocês podem se preocupar com o bem estar dos tigres da Malásia e dos micos do Brasil.
Isso é que vocês deviam colocar na cabeça antes de se meterem a dizer que são contra o sistema. Antes de clamarem pelo direito de vadiarem, roubarem, agredirem pessoas e qualquer outra coisa metida a alternativa ou libertária que vocês ppossam ter na cabeça oca.
Por mim eu fuzilava todos vocês merdinhas ingratos, mas nós consertamos o mundo a ponto de podermos nos preocupar com o bem estar de jovens que não sabem nada da vida mas querem se revoltar.
Se querem saber, deixo esse lugar desprezando muito todos vocês.

Discurso de aposentadoria de Franz Werneight, diretor do centro de reabilitação infanto juvenil de Frankfurt aos internos, julho de 1998.

28

07/08

só notícias sem nada mais

13:52 by cochise. Filed under: digressões

só a quem interessar possoa.
Hoje adicionei mais 4 blogs ao planeta divinópolis blogs
Esse da bolota azul aí do lado.
não li muita coisa e não posso recomendar conteúdo ainda, mas passa lá ao menos pára conhecer os caras, né…
Vai que gosta de alguém?

28

07/08

Pré Pós Tudo Bossa Band

12:10 by cochise. Filed under: crônica

Espero hoje a noite colocar a música aqui para vocês poderem ouvir. Por enquanto vai apenas a letra.

Pré Pós Tudo Bossa Band – Zélia Duncan e Lenine

Todo mundo quer ser bacana
Álbuns, fotos, dicas pro fim de semana
Filmes, sebos, modas, cabelos
Cabeça-feita, receitas perfeitas
Descobertas geniais

Todo mundo acha que é novo
Tribos, gírias, grifes, adornos
Ritmos exóticos, viagens experimentais

Pré-pós-tudo-bossa-band
Mente que sempre muito bem
Pré-pós-tudo-bossa-band
Gosto que me enrosco em quem?
Pré-pós-tudo-bossa-band
Não sei, mas tô dizendo amém

Todo mundo quer ser da hora
Tem nego sambando com o ego de fora
Caras, bocas, marcas estilos
O “ó” do bobó, o rei da cocada
A pedra fundamental

Todo mundo quer ser de novo o novo
O ovo de pé, o estouro
Ícones atlânticos
O dono da voz crucial

Pré-pós-tudo-bossa-band
Não ví, mas sinto que já vem
Pré-pós-tudo-bossa-band
Moderno, eu não te enxergo bem
Pré-pós-tudo-bossa-band
Tá cego, mas tá guiando alguém

Essa música me lembra bastante a blogosfera brasileira. Na verdade lembra também programas imbecis como Big Brother e shows de variedades com quadros de calouros ou programas como Ídolos, astros ou qualquer outra coisa do gênero.
Me lembra esse nosso mundo onde a privacidade perdeu o sentido e as pessoas querem é ser públicas.

Nossos maiores blogueiros são “Os Caras”, os donos da verdade que dão dicas de filmes (que são o cúmulo do maistream e que a cada cinco minutos aparece uma propaganda deles na TV) livros (que são Best Sellers que estão nas vitrines das livrarias) e eventos (que só dizem respeito a quem mora em determinadas cidades).
Todo mundo acha que é o rei da cocada, o dono da verdade, o autor da mais nova e importante novidade. Todo mundo fica angustiado quando a audiência de seu blog cai. Quando aparece mais um na concorrência de falar as coisas legais e colocar as imagens divertidas (leia-se redículas e de gosto discutível) “da hora” que os internautas gostam.

Os programas de TV tem que ser bacanas, descolados, antenados e o que mais “ados” estiver na moda. Todo mundo tem que ser de novo o novo ovo de pé o estouro.

Sinceramente…. cansei.
A blogosfera, a TV, as figurinhas do BBB, os personagens descerebrados da Malhação, os que se prestam a pagar micos em programas de variedades as vedetes da moda e quem mais queiser ser o rei da cocada como se a sua sorevivência dependesse disso é um panaca que não sabe quem habita o espelho.

Nós estamos cada dia mais querendo ser famosos. Os ícones atlânticos, os donos da voz crucial e nem precisa de TV ou blog para isso.
Nas Happy Hours, nos momentos que deveriam ser de descontração as pessoas estão em uma batalha de egos aquecida pelas chmas da fogueira de viadades que é esse mundo cada vez mais pirado.
Já que tem dedinho do Lenine nessa música que tal um trecho de Mais Além?
“A lua metafísica na poça de lama,
Ponteiros que disparam
Ao contrário das horas
Hora de saber o que mudou em você
Que olha no espelho e não vê ninguém”

A faceta social está mesmo substituindo a personalidade?
No escuro e na solidão do quarto de dormir quem afinal é que pousa a cabeça no travesseiro?
O ser faminto de atenção que samba com o ego de fora ou um resquício roto e subnutrido de personalidade de verdade.

As rodinhas parecem arenas de gladiadores, os blogs parecem um outdoor onde o autor se mostra como sendo o vanguardista criador da Pré Pós Tudo bossa Band, a TV uma prova viva de que se você tiver uma idéia original, mesmo que imbecil vai ficar famoso.
aiaiaiai…
Onde isso tudo vai parar?
Assistir TV nos tempos pós-modernos tem o triste efeito colateral de querer jogar um vaso nela, frequentar os blogs mais comentados e visitados do brasil cansa a beleza de quaquer um que não esteja interessado nesse circo de narcisos e sair na noite é sinônimo de encontrar os pavões se exibindo como se fossem o centro do universo.

Algum sábio disse que um dia teríamos 15 minutos de privacidade…. o problema é que as pessoas não querem esses 15 minutos.
Cada vez mais eles parecem assustadores, porque pavões no escuro são um contra senso.
E o que mais além de pavões existe por aí?

24

07/08

São Paulo meu amor

12:50 by cochise. Filed under: digressões

Não sei se posso afirmar realmente isso. Realmente gosto de certas coisas em São Paulo. Essa certa eletricidade que ronda o ar, as ruas largas, as fachadas arrojadas, etc.
Mas acho que tem outras coisas que não gosto. Claro que tem.
A relação de amor e ódio com uma cidade é uma coisa única, a com um estado também.
Tem certas coisas que amo no beco sem saída que convencionamos chamar de Divinópolis. Tem certas coisas que fazem dela um beco sem saída.
Nesses poucos dias aqui perdi as esperanças de achar um bom café espresso, justo aqui, numa área produtora de café. Desisti também de achar uma boa livraria, porque todas elas são papelarias, lojas de barangandãs ou locadoras de DVDs. O ar comercial de todos os estabelecimentos me asfixia. Ainda não achei um único lugar que dê vontade de sentar e ficar o dia todo, apenas lugares onde você vai para comer e depois ir embora.
As bancas de revistas são gigantescas e têm todas as revistas que não chegam ao interior de Minas, ou seja todas as desnecessárias e atrasadas revistas com o conteúdo que circulou há um mês na internet. Mas é bom tê-las nas prateleiras.
Aqui são apenas 200.000 habitantes que “se agridem cortesmente” e não os milhões da música do Tom Zé. Aqui a biblioteca não tem sala de multimeios, mas tem teatro. Aqui as coisas são diferentes.
O que é aqui?

“Cidades são casas amontoadas em cima de casas amontoadas em cima de casas” como diz o Pinguim da banda Mull, que é uma das coisas que amo em Divinópolis.
Andar pelas ruas é estranho porque são ruas que não conheço. Andar por ruas onde não conheço ninguém. Onde ninguém vai acenar e me chamar de cego por ter que me gritar já que não vejo acenos.
“Pedra inóspita”
Mas “mesmo com todos os defeitos te carrego no meu peito”.
É um bom lugar para se morar apesar de nenhuma das semi-livrarias-semi-outra-coisa ter livros de RPG.

22

07/08

Mago: a Ascensão

14:00 by cochise. Filed under: digressões

E lá vou eu ler de novo o velho segunda edição.

Cada vez que leio de novo esse livro me impressiono mais com a riqueza das possibilidades, com a magistral solução para unir metafísica, regras, diversão e verdades profundas.

Existe arte no RPG. É um patamar difícil de atingir. m patamar atingido em livros como Mago: a Ascensão, Kult, Destiny’s Price (Suplemento de Mago), e outros.

São livros bonitos. Agradáveis. Que podem ser lidos e relidos com um leve espanto e uma doce curiosidade. São livros com conteúdos complexos. Que contam histórias em polgantes. Que falam ao coração de outros homens em outros tempos e lugares que viveram o fantástico e o mundano.

Estou aqui a defender o status de arte dos livrso de RPG. São eles uma porta de entrada a outros reinos e mundos como os romances a que estamos habituados. Sua diferença é que nos convidam a continuá-los. Nos convidam a entrar em seu mundo e continuar a escrita, reescrever o que está lá. Entrar em siimbiose com essa forma de arte.

É claro que não defendo o status de arte de livros que são pouco mais que descrições de lugares, tabelas de itens e feitiços e outras coisas, por mais que tenha boa diagramação ou ilustrações. Para atingir o status de arte o RPG deve se libretar dos mapas com as descrições de que problemas os aventureiros podem vir a encontrar lá. Deve falar de um mundo com seres humanos e dos seres humanos no mundo. Deve falar das dúvidas que habitam a alma e os medos que se destilam nos pesadelos sombrios.

A verdade única é que a arte sempre fala de pessoas em seus desdobramentos: sensações, sentimentos, certezas, angústias, esperanças. A arte não fala de terras fantásticas e das bestas que lá habitam. Fala do sentimento heróico dos brvos que as enfrentam ou do terror dos que vivem sob o signo do sangue. Para se tornar arte o livro de RPg deve alcançar esse difícil patamar de falar das pessoas que habitam o mundo fantástico que ele descreve.

Mesmo por quem não jogue, o livro básico de Mago: a Ascensão vale a pena ser lido. Uma fábula sobre sonhos e destinos no mundo moderno e decadente.

Um dia os cenários em gestação que teno alcancarão esse patamar e serão lançados.

Se não alcançarem não o serão.

16

07/08

Draco Machina

17:16 by cochise. Filed under: conto

Eu olhei nos olhos do dragão. nos olhos negros do Dragão Ancião de ventre ardente. olhei em desafio e fúria. eu e ele em um duelo mudo que definiu histórias e sulcou a terra. ele recuou e olhou para dentro de sua fraqueza. eu sem fraqueza o consumi com as chamas de minha alma ardente. se hoje me sagram herói e salvador é justo. o manto púrpura que pôem em meus ombros.

o problema é que não o quero. a fraqueza quecorre há tanto nas veias desse povo há tanto escravizado pelo dragão há de contaminar meu sangue viril. então merecerei então o mesmo destino do dragão derrotado.

hei de estar além disso. manter puro o sangue destilado de deuses e heróis que dentro das Veias Negras como o ferro. as forjas escuras e fumarentas onde a minha vontade foi forjada não hão de ser negadas. o Clangor do Martelos Rimbombando entre os túneis de pedra é o som do meu Coração, e Será. o Bramir das Espadas em Combate Feroz Cintilça entre os noturnos e nevoentos bosques do meu Pensamento, e Cintilará. a Força Indômita das Explosões que me Habitam a Alma Ferocidade e a Voragem com que Olho não hão de me abandonar senão quando finda a última fagulha da vida.

de puro Fogo o Hausto de meu Peito derrete as tapeçarias e o trabalho penoso e paciente dos ourives. o Trovão de minha voz percorre os corredores do palácio expulsando as sombras dos que lá habitam. o Vento sob meu comando Martelo quebrando elo por elo grilhões. Desço, as pegadas fumegantes na escadaria de mármore do trono e cruzo o salão com suas gentes-decoração. ao portal para o Céu Aberto grito-les a verdade que nunca ouvirão por terem a fraqueza a les diluir o sangue.

“Abandonem castelos de mármore sem vida ou queimem como dragões que esqueceram o poder do fogo. O Mármore nunca deve substituir o conforto e a atenção.”

PS:

Alfa Beta Gama já está com uma página a mais falando sobre Lívia

10

07/08

Necessidades

16:34 by cochise. Filed under: poesia

Longe
O que esperar?
Perto
Não dá pra precisar?
Cainda do firmamento
Rumo estrela do fim do luar
Quem mesmo que precisa precisar?
Tudo é tão bonito
Toda escolha tem um fim
Qual a finalidade
Da voragem da cidade?
Quem quer somente embelezar?
Um vento frio erra por entre prédios e paredes
Os amantes abraçados às raízes da figueira
A lua se derrama sobre a vida a noite inteira
Quem quer somente embelezar?
Qual o fim de se doar?

10

07/08

Twitter?

9:12 by cochise. Filed under: Sem categoria

Será? Esse longo mês de férias esse blog se transformará num twitter com micoroposts como os últimos. comentários sobre o cotidiano?

Creio que não.

Felizmente.

Porque tenho escrito bastante apesar de não estar dando para digitar tudo.

Para as pessoas que se importam comigo. As que me quase chegam a me chamar de amigo deixo uma coisa clara. São dias felizes os que aqui se desenrolam. Muito.

Não me martirizo por não estar atualizando. De modo algum. Há coisas mais importantes que um blog na minha vida, apesar do blog ser muito importante.

No mais obrigado por nesses dias de inatividade as visitas aumentarem ao invés de diminuir e por continuarem lendo o que eu escrevo. Principalmente Alfa Beta Gama que tem gente pedindo a continuação e gente lendo.

Calma… Creio que essa semana consigo digitar a próxima página.

04

07/08

Older Posts »