Basicamente.
Hoje foi um dia legal, estou ainda pensando na resposta que dei aos comentários do post Pré Pós tudo bossa Band e acabo de escrever um discurso fictício de um velho alemão fictício e estou sem saber em que categoria pode-se encaixar isso? Conto? Não é exatamente isso, mas tudo bem.
Estou aos poucos voltando à ativa com esse blog, apesar de ainda estar aqui em Araçatuba, porque afinal de contas a coisas precisam ser escritas devez em quando. Estou aos poucos lendo os mais de 400 posts não lidos que tenho me aguardando no Google Reader acumulados durante esse mês de ausência.
A vida é assim e espero poder voltar a ter menos de cem posts não lidos de novo.
Espero, assim que possível dar prosseguimento aos meus queridos projetos do coração (livros de literatura e RPG) porque odeio ficar com o trabalho parado. No mais acho que estava faltando um pouco de dizer “alô como vão vocês?” nesse blog, afinal pra que mesmo que se escreve blogs ao invés de montar sites? Para manter esse calor humano.
Nunca estive na Alemanha, mas depois das ilhas brânicas é o outro lugart que eu vou. É um povo sofrido. Com uma história muito triste, e um dos lugares onde os punks são punks de verdade e os skinheads são skinheads de verdade. É um lugar mais gótico que os que usam lápis e jogam Vampiro a Máscara e um povo com mais traumas que todo um pavilão do hospício. Ao mesmo tempo é um lugar onde as pessoas tem uma esperança e uma força de vontade invejável e onde se desenvolveu tanta coisa da filosofia moderna que não se pode ignorar.
De todos os pensadores que eu adimiro, apenas um não escreve em alemão, (Sartre) mesmo que não sejam alemães. (Jung)
Além é claro das batatas e dos haburgeres.
Não sou um crítico tão mordaz quanto parece por esses dois últimos textos. Sou um pouco pior. diria até que um pouco cruel. A questão é que há coisas que faz bem falar e uma delas é que conheço bem demais a história e as pessoas para achar que elas tem motivos para serem o que são.
sou um filho de uma geração perdida criada ao som de Legião urbana e Nirvana.
Uma geração sem heróis ou sonhos, sem objetivos.
Somos os pós modernos que ficam perdidos entre o consumo de identidades culturais, a nostalgia dos grandes grupos teleológicos da modernidade e a liberdade fragmentada.
E perdidos em nossa liberdade, solitários em nossas convicções nos atormenta o fantasma da impotência e da falta de sentido. A alma do fim da história é essa: impotência e Falta de Sentido.
Não sei o que um filho bastardo do imperio ianque em uma relação incestuosa com a mae Europa está fazendo em terras tupiniquins, mas tenho certeza de que a pós modernidade é uma sensação difícil.
Essa azia meio ácida, meio adstringente, meio amarga que nos queima o estõmago depois que fugiu do coração petrificado pela radiação dos aparelhos de TV.
Não gosto de me sentir pós moderno.
não gosto de estar num mundo pós moderno.
Mas ele está aí.
impotência e falta de sentido.
Bem… A gente se vê, não é?