Hoje peguei um folheto até bem grandinho de um os candidatos a prefeito aqui de Divinópolis. Passada a fase dos santinhos que dizem de quem fulano é filho agora começam os panfletos com promessas propostas.
Já disse aqui outras vezes que política é a arte do possível. Mas o material que tenho nas mãos (e que você deve ter acesso independente de qual cidade esteja) não tem nada a ver com o mundo do possível. Smepre dizendo “você vai poder” “vai ser assim” “vai ser feito para você”, etc.
Mas eu pergunto: Como?
Não é fácil administrar uma cidade. A maioria dos projetos que a gente vê por aí vão custar muito dinheiro, e eu te pergunto: Só porque fulano entrou na prefeitura o caixa subiu?
Será que eles tem vergonha de dizer que vão tentar?
Que não dão garantias de que vão conseguir?
Porque pode ser que não consigam.
Mas quem manda nas campanhas não são nem os candidatos, nem os partidos. São os marqueteiros. Eles dizem que o candidato tem que ser que nem sabão em pó. só falta dispensar água, porque todo o resto faz.
Se nós fossemos um povo racional, iria pegar os programas de governo e dizer “lixo” porque é o que são. Não são planejamentos estratégicos para as cidades, não são análises profundas, não são planos realistas, mas promessas engana-trouxa, e sinto muito te informar, o trouxa somos nós.
Política continua seno a arte do possível, mas eleição é vender um produto com a melhor campanha de marketing.