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08/08

um homem nunca volta para casa

23:36 by cochise. Filed under: crônica,poesia

então voltei.
voltei a ficar aqui, nessa cidade beco sem saída.
Eu sou cinzel, martelo e explosão.

De vez em quando a gent tem essas ilusões de potência. são boas. e durante a maioria delas faz coisas que não poderia em outros momentos.
A realidade não está aí. A sua idéia da realidade está aí.

Pois bem. Voltei com a corda toda, com uma saudade retada de ruim, mas com ímpeto o bastante para fazer a terra tremer com um gesto violento.

Planos pupulam, objetivos subjetivos se objetivam e por fim a esperança mata muitos antes de morrer e está agora em um rompante de fúria magnífico em sua selvageria.

Tem coisas que não se fala, mas os planos estão aí e mais dia menos dia vão aparecer (menos dia se depender e mim) e se alastrar, frutificar e se reproduzir.

A minha mão tem quatro curingas, os meus olhos tem horror ao que vêem e a vida me ensinou a jogar com as cartas que tenho na mão para virar o jogo.

Bem. Estou de volta. Não me amem, não me odeiem, não me ouçam. é um rompante de loquacidade e passa, mas tenho certeza que em seis meses “ou me mato ou me mudo pra outro lugar” e até lá, sangue, suor e café vão estar a serviço de todas as minhas causas perdidas.

Sigam-se os bons. Cada um em sua trilha sozinho com seus vários pedaços reflexos e sombras.

PS
O título é um ditado irlandês.
concordo com ele em gênero número e grau.
eu não estou de volta ao lugar de onde parti.
portanto agora vou ter que construir um lar por essas bandas áridas

Gostou do texto? Então me paga um café.




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Comments

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  • Marcela

    7 de August de 2008

    23:39

    Posso entrar?

  • Cochise César

    7 de August de 2008

    23:42

    Claro.Clero.Cloro.Escuro.um lâmpada ilumina o meu escuro e tal como clero abençoa e como o cloro purifica.(se ofende se eu te chamar de lâmpada?)

  • Bárbara

    8 de August de 2008

    11:01

    esse ditado me lembrou aquele outro: vc nunca entra no mesmo rio duas vezes.