23
09/08
Aliás 2
Então.
Mais uma edição circulando por aí.
Sexta feira tem mais.
Quem quiser receber por email é só mm mandar o endereço.
Até breve meu amigos.
23
09/08
Então.
Mais uma edição circulando por aí.
Sexta feira tem mais.
Quem quiser receber por email é só mm mandar o endereço.
Até breve meu amigos.
19
09/08
Tenho andado ausente…
Preparando coisas. colocando outras para funcionar.
Quero contar aqui sobre o Aliás.
Aliás é um jornal mural que resolvi fazer… Mais ou menos o que o Diário do Poste era.
Está aí nos painéis que ainda existem do diário do poste. No ponto de ônibus da rodoviária, na esquina da primeiro de junho com goiás, no quarteirão fechado da rua são paulo, na esquina da minas gerais com rio grande do sul, e na pernambuco com 21 de abril e com espírito santo.
Se veio para cá e não vai para lá pode baixar e ler.
Teças e sextas novas edições.
Quanto aos outros projetos, quando estiver pronto coloco aqui….
Download jornal Alias
12
09/08
Nunca foi segredo que sou voraz colecionador de imagens…
Sempre que possível baixo mais umas para o acervo.
E bem… compartilhar é legal…
Poesia e decadência
Livros de imagens
Corações
Fantasia
África
London
11
09/08
Saca Ambidestra…. Aquele livro que um dia vai ser digitado?
Pois é… digitei mais um pouquinho…
Estou tentando terminar essa coisa antes que tenha mais pesadelos com Valkyrie K. Dick e suas neuras doentias
10
09/08
Estava lendo uma coisinha ou dias por aí e acabei com essa pergunta que não quer calar.
Afinal de contas, o que raios você quer?
Conheço gente que quer apenas paz amo e harmonia. Conheço quem quer dominar o mundo. Mas conheço muita gente que não faz idéia.
Numa imitação barata de sabedoria oriental, “Nunca chegará ao seu destino se não souber onde ele é”. (ouçam minhas palavras)
“Eu vou te matar em dez minutos. Me dê um motivo para você continuar vivo” (isso é um plagio descarado de Fight Club)
“porque você está aqui? O que você tem que fazer antes de morre para morrer feliz?”
Nós não temos todo o tempo do mundo. chegamos aos vinte, aos trinta ou quarenta descobrimos que ainda não fizemos nada. Nem a viagem de carona pela Europa nem o atentado terrorista nem o reflorestamento das matas ciliares.
Entre os grandes ciclos de tédio, hábito e inercia habita a insatisfação. Que resulta em uma mudança que resulta em outra frustração.
Mate o trabalho uma vez por mês para respirar o ar com tempo e calma. Deixe as contas atrasarem sem te um ataque. Isso nunca foi importante. Seu maravilhoso trabalho que lhe garante um belo C no censo e quatro mil no banco todo fim de mês não te ajudaram a ser feliz e nem deveriam. Trabalho não é estilo de vida a não ser para workaholic. eixa essa coisa e lado e vai se apresentar na saída da escola o bairro, meu querido saxofonista. Isso é viver.
A loucura deve ser sempre vigiada. Ela deve estar sempre dentro dos limites do moral. Nunca deixe dentro da cerca onde a loucura caminha de um lado para outro um fuzil metralhadora M16 com lança granadas embutido. Mas deixe ela livre o bastante para que não se debandeie para a automutilação. Ela precisa da sensação de ter dedos. De poder tocar o mundo e fazê-lo girar. Girar para frente, para o lado, ao contrário, aos arranquinhos, mas girar.
Já parou para ver como é inebriante a cavalgada de vontade de poder em execução que o Curinga d’O Cavaleiro das Trevas executa? A avassaladora experiência maníaca de ter os dedos da sua mão encostando no mundo de verdade a ponto do mundo se alterar com esse toque?
Só não cometa o erro que ele cometeu e deixe um fuzil metralhado à disposição da loucura.
O que infernos você quer? Montar uma banda de rock e ganhar muito dinheiro? Inventar um máquina maravilhosa? Decifrar os mistérios da magia e encarar alto lordes infernais? Encontrar o amor da sua vida? Viver o resto da vida em um MMORPG?
Decifra-me ou te devoro. Eu sou sua vontade de ser feliz. Você não me entende.
“Se fosse dada à humanidade a escolha de decidir suas ocupações, essa seria guiada pela preguiça e pelo egoísmo gerando profissões como assistir TV ou ogar videogame. Poucos anos depois a índice de suicídio seria um risco à perpetuação da raça humana.”
“Sempre foram poucos os visionários, os sonhadores. Não há mais que cem Santos Dumont ou Isaac Newton a cada geração.”
Isso não é tudo nem tudo que deve ser dito, mas é tudo quanto vai ser ito.
07
09/08
Essa frase, no mínimo provocativa do título foi dita pelo ex-prefeito de Divinópolis, Galileu Teixeira Machado em uma entrevista onde o criticavam por causa o baixo investimento em cultura.
É claro que a comunidade que trabalha com arte e cultura ficou possessa. tanto quanto as professoras quando o ex-governador Newton Cardoso disse que as professoras não ganhavam mal, mas eram mal casadas.
Mas por incrível que pareça… sou obrigado a concordar com o velho. Em partes, mas concordar.
Em nossa cidade alguns bairros estão há mais de 30 anos com ruas de terra, sem rede de drenagem fluvial ou de esgoto.
Se o orçamento dessa cidade fosse escrito por mim, creio que iria decepcionar muita gente da área cultural. Porque cotando a própria carne iria manter as verbas de cultura baixas. Exitem prioridades. Bem estar e dignidade, por exemplo.
Tem uma cena muito interessante no filme Cronicamente Inviável onde um personagem observa um “olodum” ou “bate-lata” genérico e comenta que é muito simples. Como não se vai dar escola, saúde e emprego para aquelas crianças se coloca uma lata, um pedaço de pau e bota pra animar os turistas que todo mundo fica feliz.
Com isso quero fazer uma pergunta. Qual o real significado de “levar cultura” para as periferias ou “valorizar a cultura” que existe lá?
Não seria isso só maquiar o problema? Fingir que ele não existe. Ou pior, fazer com que suas vítimas fiquem felizes e não se revoltem?
Pão e circo, sem pão e com os próprios manipulados fazendo o circo? Oh… existem coisas mais importantes que a cultura.
Já trabalhei no terceiro setor como voluntário, já fiz militância política e atualmente estou me envolvendo com apoio e difusão cultural. E é deprimente ver que o seu trabalho pode muito bem apenas reforçar a apatia, a alienação a capacidade inata de todo brasileiro de levar na cara sorrindo como se fosse nada ou pior, como se fosse normal.
Na verdade posso me dedicar à difusão e produção cultural porque sou um pequeno-burgues-ocioso-decadente-de-merda como a maioria os que estão nisso comigo. Posso fazer isso porque sei que meu nível e vida pode até baixar, mas que não vou passar fome.
Ao mesmo tempo o trabalho político não funciona porque não conseguimos seguir as instruções de Lênin que estão no Que Fazer. A massa não se educa ao entrar em contato com a vanguarda e esse sempre tem que dirigir a massa em sua luta. Mas para conseguir o apoio da massa a luta tem que ser uma luta econômica (luta de uma classe por vantagens diretas como aumento salarial ou asfalto na porta), e não política (luta de uma classe para alterar a estrutura de poder da sociedade), o que faz com que a vanguarda nunca consiga empreender uma luta política eficaz, já que a massa brasileira acostumada aos sistemas de clientelismo ao invés e aprender e se politizar com a vanguarda simplesmente a apóia nas eleições.
O que faz com que a luta política não resolva os problemas da população porque a resolução passa por abandonar a luta política e entrar na estrutura clientelista ao invés de tentar derribá-la.
ao passo que a a ação direta no terceiro setor realiza uma mudança efetiva, ao menor impulso de politização das ações para que não se entre em um ciclo sem fim de ação paliativa contra problemas estruturais o sistema racha porque o 3° setor não pode ter vínculos políticos.
A ação cultural no meio disso se insere aonde? Em acalmar o povo? Inviabilizar a luta política ainda mais? (se é que é possível)
Não gosto do conceito de arte engajada, porque até hoje, por mais que tenha lido Maiakóviski e Garcia Lorca e Brechet e Ibsen e outros, prefiro a arte não engajada, que em vez de “passar mensagem” cuida apenas de si. O engajamento parece nublar os olhos do artista para a qualidade ou não da obra e o único poeta engajado cujo texto é bom, literariamente falando é Moacyr Félix
E então? Depois essa digressão que está destacada para você pular caso se canse, onde chegamos?
Não, cultura não é coisa de “viado” até porque não tenho nada contra gays e “viado” é pejorativo. Mas na escala das necessidades realmente não está lá em cima.
Minha posição é uma só.
Não precisamos de mais verba para a cultura. não por enquanto. Precisamos ter outras coisas resolvidas primeiro. Saneamento, educação e saúde são mais importantes que cultura e defendo isso diante de qualquer fórum artístico que me levarem. Mas que as verbas da cultura são mal gastas, isso são.
Pra que que medalhão da MPB precisa de lei de incentivo? Pra que que lei de incentivo apóia shows como o Circo de Solei? Por que que diretores premiados pegam dinheiro na Ancine e Funarte? Do modo como as coisas estão o que acontece é o seguinte. Uma classe é apoiada pelo governo para fazer cultura. Mas essa classe se torna dependente desse apoio e se tona sustentada pelo governo. A gente consegue avançar no quisito promoção, mas não no profissionalização da cultura.
O Artista profissionalizado ou é aquele que faz as baixarias e baixezas que o povo gosta ou o que é sustentado pelo governo com projetos ano após ano aprovados.
E os projetos falham mais uma vez quando criam a cultura o espetáculo de graça que não cria o costume de se consumir cultura.
hoje uma pessoa paga cem reais para ir para uma mega festa em Divinópolis para ouvir sofríveis bandas de axé e não paga dez reais para uma exposição ou show de um artista melhor. Porque as leis de incentivo criaram o conceito de que cultura de qualidade deve ser gratuita.
Enquanto isso nós continuamos dia a dia andando sem rumo rumo ao futuro que não pode nunca ser melhor o que as ações que empreendemos no presente.
05
09/08
Ainda na recaptulação dos melhores momentos (quem sabe um dia a gente não faz uma coletânea?) mais uns posts que eu achei bons…
Prometeu – Aiai… o eterno problema de ser difícil demais abrir auto estradas para que possam passar os sonhos…
Comentários acerca de poder e sonhar – Ah… escrever isso não foi e modo algum fácil. Não o durante, mas o antes que motivou e o depois, porque o que tem de conseqüências…
Longuilíneas Lágrimas Negras – bem… Essa nem é tão boa assim, mas amo a expressão “choro longuilíneas lágrimas negras pela ponta d uma caneta. Talvez seja a melhor que eu já fiz. ( sim, u sei que o certo é longilíneas, mas prefiro a pronúncia de lonquilíneas que não existe)
Dr. Frankstein – uahahahaha (risada maníaca) Está vivo!!!
Gurnica – Guernica é a minha poesia que todos mais gostam e que eu me recuso a dizer que escrevi. Não sinto nada disso. Nem com tal intensidade. Quem escrevei isso foi Merlin. ele é o autor. Sei que ele é meu personagem, mas isso não invalida que as pessoas gostam mais dele que de mim…. (buáááá)
Paramos por aqui… mas quando der tem mais…
PS
O bom humor é verdadeiro. Espero em breve ter algo novo para mostrar, mas também gosto de renovar o novo mais antigo.
05
09/08
já devo ter mencionado que adoro Engenheiros do Hawaii.
Esse trecho aí (quem me disser de que música é primeiro ganha um brinde) diz exatamente o para onde estou procurando ir.
Talvez tenham notado que os últimos posts estão com o cheio de suor velho e sujeira dos pontos de aglomeração das cidades.
Pois é.
Até a volta amiguinhos. A viagem começa agora.
04
09/08
Muita gente começou a assistir Lost, e parou. Pouca gente (comparativamente) começou a assistir Heroes, mas continuou…
Essa visão genérica é algo que infiro da internet e pode até estar errado, mas sim, quase não acho fãs de Heroes que abandonaram a série.
A maioria dos fãs que abandonaram Lost o fizeram porque a os mistérios apenas se acumulam. Nada é resolvido. Os fãs fiéis dizem que assistem a série não por causa dos mistérios, mas das relações entre as pessoas.
Atualmente, recém saído da primeira temporada de Heroes, digo uma coisa. O que faltou aos tão aplaudidos autores de Lost é apenas ler um gibizinho…
Os quadrinhos tem algumas coleções que já chegaram a 300, 400 volumes, magás no Japão raramente alcançam longevidade tal, mas ainda assim as sagas costumam durar anos.
A questão é que t0oda história de longo prazo precisa de uma sensação de conclusão.
A história precisa chegar a pontos em que as coisas são amarradas e a história encerra o arco.
isso não quer dizer resolver mistérios. Quer dizer dar uma sensação de conclusão.
O último episódio do livro um de Heroes conclui a história. O vilão foi derrotado, as famílias se uniram, o herói se sacrificou e o quase vilão se regenerou.
Eu sei que o vilão não morreu, que o Hiro foi mandado para o passado, que os Petrelli não morreram já que um tem fator de cura e o outro tem que ser muto burro para ficar agarrado a uma bomba até ela explodir (além do que a bomba voa sozinha e é um cara legal o bastante para não explodi o irmão)
A questão é que o episódio é o clímax de uma longa cadeia de acontecimentos e por fim dá a sensação de resolução.
Ao passo que Lost não dá essa sensação. Não existem momentos em que as coisas são amarradas. Cada ponto final é o início de uma nova trama e os pontos não são amarrados. São várias histórias correndo paralelas e o ponto final de um é no episódio 203 enquanto o de outro é no 212. Não existem momentos de resolução, porque cada ação tem reações e reações e reações.
Então a série passa sempre a sensação de aberta. Inacabada.
Isso é bom? Heroes é melhor que Lost?
Não necessariamente. Heroes não pode ser classificada como uma série simples ou simplista. Tem reviravoltas de roteiro impressionantes, como o papel do pai de Hiro. Ou o fato de humanizarem o vilão Syler pouco antes de “matá-lo”, mas seu roteiro segue uma estrutura mais simples que o de Lost. Os primeiros capítulos apresentando personagens, depois um desenvolvimento complexo surpreendente e por fim uma resolução que deixa pontos para o próximo capítulo, mas que de modo geral resolve todas as questões.
Unifica a família da Claire, desbarata a organização, mata seu chefe, derrota o vilão, unifica a família DL/Niki/Micah, Hiro enfrenta seus demônios, você sabe que Parkman vai sobreviver e que tudo vai focar bem… até o vilão retornar pelo menos.
A questão é. Momentos e resolução são tão ou mais importantes para a história que o conflito em si.
As histórias em que os heróis tentam aceitar ou superar o que houve depois que o confronto aconteceu são as melhores nos quadrinhos, não as em que o conflito ocorre. E esse tipo de história se baseia no clima de resolução.
As melhores cenas e Lost são as em que os personagens superaram seus arcos de história particulares. Campbell diz que isso é quando o herói retornar ao lar amadurecido pela viagem. Esse é o clima de resolução que falta a Lost e faz com que assistir uma temporada não seja gratificante. É como se a provação do herói não tivesse fim. Como se Ulisses nunca voltasse para casa. Por isso as pessoas cansam. Porque acompanhar uma história é se aventurar com o herói, e em uma jornada muito longa os heróis mais fracos são abatidos.
Talvez isso seja útil para alguém que planeje escrever uma longa saga…
De qualquer modo são só observações gerais sobre como as histórias funcionam. Escritores fazem isso de vez em quando.
02
09/08
De um momento para outro boa parte do Brasil se viu tomado por uma dúvida “O que é “Cochise” que os juraos do programa Ídolos tanto repetem?”
Cochise foi um chefe Apache da tribo Chiricahua. Um perosonagem histórico importante, valoroso e corajoso que lutou pela liberdade, paz e unidade e seu povo.
Além disso é meu nome. Sim, fui batizado em homenagm a ele, apesar de não ter ascendência apache.
Eu tento escrever. Acho que já faço isso até que bem, mantenho um blog, tenho problemas ao me apresentar, e tento fazer as pessoas entenderem que tenho orgulho do nome e não vou usar um pseudônimo ou assinar César que é meu primeiro sobrenome.
De repente meu nome vira gíria. Uma gíria que degrada a imagem de um personagem histórico e a minha. Que associa “Cochise” a algo ruim, sem noção, sofrível.
Então eu que tenho como sonho um dia ter uma coluna em algum jornal tenho que subitamente lidar com uma gíria surgida em um programa que zomba das poucas pessoas que tem esse nome. (ora… procurem no orkut e vão achar algumas… é o nome de um condado no Arizona, o personagem se tornou conhecido através da fantástica obra de Dee Brown “enterrem meu coração na curva do rio”.
Isso é no mínimo chato.
Tão ruim quanto o que fizeram com os Bráulios que existem nesse país.
Sinceramente…
Preferia que as pessoas tivessem um pingo de respeito sabe… Pra que ofender as pessoas assim? Denegrir as pessoas assim?