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12/08

"Quero ver quem paga" ou As Chuvas em Divinópolis

12:00 by cochise. Filed under: Sem categoria

Como o Brasil inteiro sabe, Divinópolis está um quase caos. Muitas casas inundadas, muitas pontes interditadas, etc.

No entanto nada tão grave quanto outras cidades com inundações muito piores

Se me perguntarem a que se deve a sorte divinopolitana, diria que ao projeto Nova Margem que conseguiu reflorestar boa parte das matas ciliares da cidade. Se me perguntarem a que se deve nosso azar diria que à fisiocracia, burrice e retardamento mental dos governos.

Em vários bairros temos construções em APPs, Áreas de Preservação permanente, que são 30 metros de cada margem dos rios. Temos shoppings construídos em APP,temos conjuntos habitacionais consruídos em APP, Campos de futebol construídos em APP. Temos lugares onde deveriam estar matas ciliares que foram ocupados por construções colaborando para o assoreamento do Itapecerica e elevação do leito, fazendo com que o rio transborde mais facilmente.

Temos lugares que deveriam estar reservados para a vegetação, para que as inundações sejam evitadas e caso ocorram não causem danos, que foram ocupadas por casas e comércios.

Alguns jeitinhos aprovam o zoneamento de aŕeas que não deveriam ser ocupadas, gestores mais preocupados com favores, amizades e agrados prejudicam a longo prazo a cidade inteira.

Especulador imobiliário olha para margem de rio verde e vê espaço desperdiçado, então começa a mexer os seus pauzinhos para construir lá. Uma visão irresponsável, burra e danosa a longo prazo.

Mas pelo menos o nosso leito não estava tão alto quanto poderia estar porque um grupo da sociedade civil resolveu fazer o papel do poder público e reflorestar boa parte da mata ciliar. O tal projeto Nova Margem. Agora o que eu não consigo entender é porque tantas pontes são tão baixas, ou tem cabeceias ão baixas que facilmente são cobertas… É para baratear o projeto? Ou é falta de visão dos engenheiros?

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12/08

Certamente nos encontraremos

21:00 by cochise. Filed under: conto

Há muitos anos estávamos caminhando por aquelas ruas como se tivéssemos todo o tempo do mundo. como se fossemos jovens e pudéssemos desperdiçar o tempo. Mas já não éramos mais jovens. Não éramos há muito tempo.
É incrível o quanto a idade é algo subjetivo. Com vinte anos me sentia com trinta. Com cinqüenta me sentia com vinte, e naquela conversa que tivemos aos noventa e muitos tínhamos aquela euforia dos dezoito.
Quando a gente chega aos quarenta acha que a euforia da juventude é possibilidades em aberto, anos de vida pela frente, essa patacoada toda. Assim… eu discordo disso de cabo a rabo. Ter a vida pela frente é mais assustador que qualquer outra coisa. Maior que o desespero de saber que é necessário crescer, tomar decisões, assumir a responsabilidade dos seus atos só a fé irracional e inquebrantável de que por mais difícil que seja o caminho, vamos chegar ao destino.
Inquebrantável? Ha!
Na verdade é justamente a quebra da fé que marca a passagem para a idade adulta. As crianças nascem imortais, onipotentes e são o centro do universo.
Um dia descobrimos que não somos o centro do universo, e pela primeira vez descobrimos o que é odiar.
A primeira surra que nossos pais nos dão quebra o primeiro cristal de nosso palácio de juventude.
Tente se lembrar das palmadas ardidas, quase tão doloridas quanto as lágrimas e a traição daquele que até então sempre tinha sito solícito e atencioso. Mais amargos que os vergões nas nádegas só o instinto assassino que fervilhava em nossos estômagos.
Então descobrimos que não somos o centro do universo, mas a parte mais ínfima dele. O ser mais pequeno e insignificante. Que nossas liberdades são apenas porque somos tão desprezíveis que sequer julgam necessário nos reprimir.
Se aos dois anos soubéssemos o quanto a morte de uma criança afeta os adultos nos mataríamos todos para recuperar o nosso posto perdido.
Então ocorre a primeira morte. Pode ser um brinquedo, uma amigo ou o avô. Alguém que você gosta morre e você não pode fazer absolutamente nada para impedir. Talvez nem seja uma morte, mas uma mudança para outra cidade, a doação de Mr. Mufles para o orfanato enquanto você estava na escola. Toda perda é uma morte, mesmo sem cadáver. Os cadáveres são só um pedaço de lixo com a imagem do nosso amor zombando de nós, nos mostrando uma última e horrorosa imagens do que nunca mais teremos. Não adiantou rezar, fazer promessas, chorar, implorar, ficar com raiva. Nada adianta. Descobrimos os limites do nosso poder. Descobrimos o limite do poder do ser humano. Descobrimos que nós somos seres humanos.
Não fossem as mães nos acordando todo dia para a escola acho que nunca mais sairíamos da cama depois dessa descoberta. Depois de descobrirmos que não somos da mesma matéria de nossos heróis que desafiam a morte e vencem, sejam as princesas dos contos de fadas, os atletas sem expressão facial dos filmes de ação ou os santos da escola dominical.
Por fim, sem motivo aparente um dia a gente descobre que um dia vai morrer. Claro que todos já sabiam disso, mas você saber que vai ser pai é diferente de pegar o recém nascido enrolado nas mantas do hospital.
Pode ser naquela hora complicada que a gente faz a conta “entro com 18 na faculdade, saio com 22, trabalho dois anos pra comprar o carro, dez anos para comprar a minha casa, já vou ter meus filhos e vou viver por conta da minha família até eles se formarem, o que dá mais vinte, vinte e cinco anos, então eu vou estar com mais de cinqüenta anos e nunca vou ter feito a viagem de dois anos como mochileiro pela Europa, nem passado um ano no Tibete meditando, muito menos me dedicar durante cinco anos a formar uma banda de rock.”
chega o momento inevitável que a expectativa de vida não é o bastante para os planos. Nesse dia viramos adultos.
Nesse triste dia descobrimos quem mora dentro do espelho. Um pedaço de carne com polegares opositores e um cérebro desenvolvido que não é mais nem menos que isso. Nesse dia a fé se acaba. Já sabemos que provavelmente não vamos chegar a lugar algum, se é que um dia soubemos o caminho que queríamos tomar.
então a gente começa a trair a mulher, deixa de gastar tanto com a escola dos filhos, passa mais tempo nas happy hours e menos na igreja.
Por que? Porque somos pobre animais de carne que não saber muito bem o que fazer. Porque a gente diz que o valor está nas coisas pequenas para disfarçar a nossa total incapacidade de alcançar as grandes. Porque a gente afirma com orgulho que deixa a vida nos levar, porque não sabemos para onde queremos levá-la.
A euforia, a fé, tudo vai embora levado por uma consciência nítida, mas mesmo assim escondida de nossos limites.
Nunca vamos ser jogadores de futebol. Nunca vamos ser astronautas, nunca vamos acabar com a pobreza nem matar duzentos inimigos na guerra.
Nosso próprio negócio pode até render um bom dinheiro, mas na verdade a gente nunca vai ter uma mansão, e mesmo se tivesse o que raios faríamos lá?
Na verdade boa parte da felicidade da juventude está no fato de que tudo que a gente acha que vai acontecer é feito de imagens de perfeição. Um apanhado de imagens recortados de folhetins, sessão da tarde e imaginação infantil colados com fé em um todo que a gente acha que é homogêneo.
Adivinha porque. Vamos lá. É fácil.
É um cadáver. Um velho, feio e podre cadáver da nossa infância. Quanto mais ela morre, mais planta dentro da nossa alma a idéia de que quando nos tornássemos adultos voltaríamos a ser tudo quilo que a criança era: imortal, onipotente e o centro do mundo. Um cadáver apodrecendo nos mostrando uma caricatura do que um dia amamos.
No final o que restou para nós além de saber que um dia finalmente nos encontraríamos, caminharíamos algumas ruas vivendo uma euforia de idílio e sonho, não mais olhando para o futuro, mas para o passado, e descobrindo que toda a vida medíocre, cheia de erros e enganos, pode ser olhada pelos olhos da fé. Pode ser convertida em uma edição editada, condensada e romanceada em todos os sonhos que tínhamos. Que podíamos aos noventa e muitos olhar o passado com a fé das crianças e afirmar que foi bom e que gostaria muito de fazer isso tudo de novo. Que tive grandes aventuras e intrigas, que fui corajoso e que tudo valeu a pena. Que havia um plano geral e que eu nunca perdi o rumo nem esqueci as falas do roteiro.
Sempre soube que nos encontraríamos. Não sabia que seria para isso. Isso é um grande favor, sabe, nos proporcionar ma morte tão boa a satisfatória, uma vez que o resto da vida foi uma amontoado asfixiante de merda. vivemos atolados nesse monte de merda sem conseguir saber de nada disso, sem conseguir lutar contra isso, sem conseguir consertar os defeitos de fabricação, e no final um belo passeio para nos fazer descobrir que toda a merda era pão de ló. Para descobrir que tudo não passa de uma questão de mentir para si mesmo com convicção o bastante para tornar a mentira verdade.

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12/08

Arte pela arte

20:09 by cochise. Filed under: conto

Antes de sair de casa Ana repassou todos os itens que ia precisar. Tudo na velha bolsa de lona herdada do avô que serviu em alguma guerra sem importância que foi uma batalha de armagedom para alguns pobre diabos mas que sequer entra nos livros de história. Mesmo os do país.
Estava nervosa. muita coisa podia dar errado. Tinha muita coisa dependendo de outras pessoas. Odiava depender de outras pessoas. Sempre foi uma mulher independente. Sempre preferiu ser chamada de mulher a garota, mesmo aos 14, 15 anos.
E hoje tudo dependia de um monte de outras pessoas. E não haveria louros a colher ou preços a pagar. Nada que pudesse manter firme o seu controle sobre os outros. Eles simplesmente teriam que fazer direito voluntariamente.
Angustiante.
Não haveria outra oportunidade.
As ruas do centro continuavam insuportavelmente cheias e a cada hora mais enfeites de natal pareciam aparecer. No meio da multidão ninguém parecia estar nervoso. Ela estava. Muito.
Os relógios estavam sincronizados. O primeiro BIP não ia demorar muito. Tinha que entrar com mais ímpeto no meio da multidão, lutar contra senhoras gordas carregando sacolas maiores que suas barrigas, homens tão fedidos que tinha ânsias de vômito, crianças tão barulhenta quanto nojentas. A única maneira de tornar esse lugar bonito seria ter magma saindo das portas das lojas. O que iam fazer era só um paliativo que ia demorar muito pouco para sumir.
Estava no local. Um minuto e meio até o primeiro BIP. Abriu a bolsa, colocou a máscara branca, a cartola preta, a capa vermelha. Recontou novamente as bolas. Trinta bolas de malabarismo. Quinze azuis e quinze vermelhas. O segundo BIP seria em breve. Na outra esquina podia ver alguém com a máscara. Não estaria sozinha nessa. Bom saber que podia contar com pelo menos um.
BIP
Tremendo começou.
Um segundo de hesitação, mas não podia voltar atrás.
Correr arremessando bolas ora para um lado ora para outro. Bolas cheias de tinta. Tinta vermelha para bolas azuis e azul para bolas vermelhas. Arremessar bolas a cada três passos. Sem fôlego, não dava para gritar, mas iam entender. Tinha três quarteirões para percorrer. Correr entre a massa fechada. Abrir caminho usando o medo das pessoas contra elas mesmas. Acertar bolas em coisas aleatórias. Pessoas, vitrines, chão, árvores de natal. Eles iam perceber. Se todos fizessem a sua parte.
Tirar a capa, a cartola e a máscara e continuar correndo. Correndo o bastante para sair do raio de ação dos policiais. Arrumar um lugar para recuperar o fôlego.
Voltar para casa sem parecer suspeita.
eles iam perceber. A trajetória marcada a tinta nos vários quarteirões. comemorando o natal e recomendando “COMPRE MERDA”.
Eles iam perceber. A não ser que muitos falhassem e não desse para ler. Como odiava depender dos outros.
Eles não foram. Aqui deveria haver tinta e não há. Logo aqui que era o C não passou ninguém.
Da próxima vez usaria bombas. Pelo menos não ia depender de ninguém. Bombas de tinta nos maiores edifícios dessa metrópole insalubre.
Como odiava depender dos outros.

E você? O que acha de Ana?

09

12/08

PseudoSSomático

19:07 by cochise. Filed under: conto

Era uma dor estranha. Vinha do baço ou do braço, não sabia bem. Vinha e não ia embora.

Nada que não se possa ignorar como se não fosse nada. Teimosia nunca foi algo algo que faltasse.

Continuar em frente é a coisa mais simples que se pode fazer. É só continuar dando um passo atrás do outro e pouco se importar com dores ou castigos. É só ser fortaleza ao invés de pomar. Difícil é outra categoria de coisas.

Nunca quis fazer as coisas mais fáceis e deixar as difíceis para quem consiga. questão de orgulho, auto estima, etc. mas existe essa dor pseudossomática.

[...]

Não faça promessas que não podem ser quebradas.

Não perca coisas que não sejam importantes

não perca nada menos importante que a cabeça ou a vontade, não prometa nada menor que para sempre

Não existe sentido em sacrifício irelevante.

[..]

Qual o prazer que há na dor? Na dor pseudossoática? Que prazer há no sacrifício procurado ao invés do consentido? Que prazer explica essa insistência na dor pseudossomática, no sacrifício buscado, defendido, insistido…

[...]

Era uma dor estranha. Aparecia quando queria. Atacava quem consentia. Aguardava ansiosa os momentos em que ainda fose dor, prque se parecia muito com prazer.

Vivia reculosa. Nunca disse nada. Vinha e ia em silêncio. falando uma antiga língua sem palavras.

Preferia assim.

[...]

Nunca se aproximou de um ou de outro. Entre Dionísio e Apolo morava, mas nunca se aproximou.

Sua matéria era de algo mais ino e vago que a matéria dos sonhos.

Sua essência algo ais duro e grave que o preço da honra.

Era essa coisa

PseudoSSomática

[...]

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12/08

sistema nervoso simpático

6:54 by cochise. Filed under: digressões

Na verdade é só o sistema límbico, e ele é acionado é pelo córtex frontal no caso em questão.
A questão é que eu já vi DCEs com um caixa maior do que a secretaria de cultura de Divinópolis (É sério. O DCE da PUC de BH por exemplo tem aproximadamente 600.000 enquanto a nossa pobre secretaria se tiver 150.000 é muito)
O problema é o tamanho da angústia, do desgosto, da coisa-ruim-crescendo-dentro-do-peito ao pensar as coisas pelo lado mais difícil e ver que mesmo assim o que poderia ser feito não é.

Tá. Não dá pra entender nada, então vou explicar.

Esse povo que se mete a salvar o mundo tem muitas vezes que pensar o raio das “políticas públicas”. Algo que me desanima muito é que em todo fórum em que se diz que vão ser discutidas políticas púbicas todo mundo fica viajando no mundo das idéias falando de teoria de inclusão e cidadania que norteiam as políticas públicas, mas dessas últimas se aparecerem duas ou três foi uma reunião produtiva.
Por isso comecei a pensar políticas públicas para a cultura para o seminário do partido que aconteceu.
Já que não temos orçamento é pensar em coisas de custo zero e impacto cem.
Aí o bicho pega. Porque você descobre que sim, é possível fazer muito com pouco, fazer milagres maravilhosos, mas isso não é feito.
quem me dera o mais de meio milão do DCE da PUC, porque se com muito pouco se pode fazer tanto imagina o que seria possível isso udo.
Mas se o que pode ser feito sem custos não é feito, será que seria feito com a verba?
Onde está a porcaria da vontade política? Onde está a atuação institucional tão enérgica quanto a militância?

Pode ser que ninguém leia, pode ser que repercuta, pode ser que, etc.

Aqui está o primeiro rascunho para políticas públicas culturais. A versão atual está com duas páginas a mais mas ainda precisa ser consolidada e verificada.

Políticas Públicas Culturais

05

12/08

Comunista Felixiano

6:01 by cochise. Filed under: poesia

Poderia me definir como um comunista gessingeriano para tornas as coisas fáceis de compreender, mas seria falso, afinal o Humberto é apenas um dândi revoltado e não um comunista, apesar de todas as semelhanças entre as categorias.
Sou, a bem da verdade um comunista felixiano-leninista. Sim. Lênin cuida da parte prática enquanto Félix substitui Marx na parte teórica.
Mas quem é Félix?
Moacyr Felix. um dos maiores poetas da língua portuguesa, na minha humilde opinião.
Poderia citar obras que ultrapassam os limites do fantástico, como Variações de um singular plural ou até mesmo, Invenção de Crença e descrença, mas prefiro dizer que vale a pena procurar por essa figura que muito mais que Maiakovsky consegue unir a sensibilidade das almas à precisão cirúrgica das teorias.

http://www.palavrarte.com/equipe/equipe_mfelix_poemas.htm

http://www.secrel.com.br/jpoesia/felix.html

03

12/08

Escritores da Inquititude

2:01 by cochise. Filed under: Sem categoria

Lá vamos nós com outro planeta.
Um planeta para reunir blogs de escritores que tem essa tal inquietitude dentro do peito.

Para quem quiser divulgar o botão, o código é esse:

<a href=”http://planetaki.com/escritoresdainquietitude”><img src=”http://tiutchev.googlepages.com/inquieto.png” alt=”" /></a>

03

12/08

Imprecisão

1:56 by cochise. Filed under: poesia

Alguma coisa
em algum lugar
em alguma hora
vai se quebrar

De um buraco no céu descerão hostes e hordas de sons que envolverão toda a terra na cacofonia orquestrada das milmáquinas de escrever tocando as campainhas de fim da linha.

Velho. Muito velho.
Quase aceitando, quase
cuidando
unicamente
dos unicórnios
e dos jacalopes

Das frontes agonia/êxtase sairão todo tipo de passados e futuros que puderam ter sido mas não foram. E não precisarão de resgate, Benjamim, pois a inutilidade de tudo é que permitirá que elas venham ao mundo, essas crianças gestamortas.

Jovem, muito jovem.
Quase atirando
contra o sol com minha metralhadora
cheia de sonhos
e de paralelepípedos.

lampiões a gás
máquinas de escrever
internet 3G
Tantos tecnocratas
e nenhum que resgatasse
os futuros que podiam ter sido
Em algum tempo
Em algum lugar
Em lugar algum

01

12/08