A grande verdade assustadora e horripilante é que odeio Rubem Braga, Fernando Sabino, Luís Fernando Veríssimo e toda a nata da crônica brasileira.
Tenho dificuldade de ler. Gosto de manter distância.
Revelado o lado negro da vida as explicações rápido antes que comecem a chover machadinhas (canivetes não seriam o bastante)
Acho a crônica imbecil porque é tudo muito sem motivo. A gratuidade me desagrada. A grande impressão ao ler duzentas páginas de crônicas de duas páginas e meia é que é tudo muito gratuito. Os conistas não se dão ao trabalho de descer aos subsolos das mentes para achar as motivações por trás dos casos. Aliás, essa não é sequer a proposta do estilo. A cônica é um retrato de polaroid. Um instantâneo, não um tratado, nunca uma análise.
A magia da crônica que é deixar a metade subjetiva aberta para o leitor só me faz detestar o estilo.
Isso porque entre leveza e peso sempre escolhi o peso. A ação com motivo é o que move a minha vida. A gratuidade, me parece a breve bruma que o vento desfaz. A crônica é uma forma de fumaça baseada na falta de alicerces, competência e inteligência.
É duro? Sim. Mais do que devia, eu sei. Mas aí está a explicação para não gostar de contadores de causos e cronistas cuja principal preocupação é o fato em si, e não as engrenagens por trás dele.