O apocalipse acontece um dia de cada vez.
Ontem foi você que morreu.
O apocalipse acontece um dia de cada vez.
Ontem foi você que morreu.
Os carros jogam no meu rosto um vento quente e seco inundado de cinza e esterilidade.
de um lado para outro da interurbis quico entre os dentes podres da boca monstruosa de moloch comendo seus filhos enquanto esses os constróem.
É uma relação de amor e ódio. Dois vampiros com os dentes cravados um no outro
O homem não está parado entre os carros levando essas bofetadas de pó. Muito menos está livre sobre o trono da potência.
Com sua matéria prima ele constrói moloch a sua imagem e semelhança. Seu sangue é o mesmo sangue de moloch. Seu dente está na mordida de moloch. O dente que lhe devora. O sangue que se lhe esvai.
Produto/Fábrica, Engrenagem/Carne.
Ruminando-se a cidade e o homem.
As flores são peças de engenharia, os sonhos são o produto de teorias. O metal surge no epitélio, na pétala, no púbis. O sangue está no metal prenhe de explosão, no bólido ansioso de explosão, na alma faminta de negação.
Na fusão final de alfa e ômega, matéria e abstrato e priori e para si, pela primeira vez se percebe que há algo vago perpassando tudo, criando os contornos e apresentado o final dos tempos como irrelevante. Algo que permite os atos mais absolutos da vontade.
Quem nunca amou não pode partir planetas ou acender sóis.