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11/09

O pulp é pop

6:14 by cochise. Filed under: conto

Acima das nuvens no topo do monte ele espera em agonia que seus filhos o libertem.

Eras esperando.

Eles não vêem.

Quem vem é o abutre todos os dias a devorar seu fígado.

Em agonia Prometeu espera e planeja sua vingança.

* * *

De novo o sonho. Aléxandros pensou antes mesmo de abrir os olhos. Era a décima quarta noite seguinte que acordava com esse sonho exatamente às 4:12 da manhã. Alguém em algum lugar queria dizer alguma coisa. Se levantou e foi se preparar para o novo dia. Tomou seu banho frio, comeu cinco azeitonas pretas de olhos fechados, tomou uma taça de vinho depois de derramar as três primeiras gotas no chão e foi se vestir. Hoje finalmente iria a Delfos descobrir o que esses sonhos significavam. Tinha tido mais dificuldade que o normal para convencer seu chefe a lhe dar uma folga.

Pegou seus livros e seus signos, colocou nas costas a mochila dos viajantes e ganhou a estrada em sua moto. Em pouco tempo estaria em Delfos, mas antes faria uma parada para um café da manhã mais substancial. De preferência no McDonalds.

Já tinha estado em Delfos várias vezes e nunca deixava de se espantar com o peso do ar daquele lugar. Atenas não podia se comparar a Delfos, onde a tradição era mais viva e a magia mais verdadeira.

Em outros tempos qualquer um que viesse a esse templo receberia sua profecia. Hoje apenas iniciados podiam saber da entrada das galerias de onde saiam os vapores divinatórios. Enquanto abria a passagem com o signo de sua casa pensou na ironia de um discípulo de Hades procurar por uma resposta vinda do mundo inferior em um templo consagrado a Apolo. Após a passagem estava a velha placa “conhece a ti mesmo”. Abaixou os olhos e se pôs a passo lento em direção à fenda.

O caminho era árduo. E deveria tomar pelo menos uma hora de acordo com a tradição. Mesmo que fossem apenas 300 metros rocha adentro. Como disse Adamantios “Pensa bem tua pergunta. O caminho até a verdade sempre é o mais curto e nunca o mais fácil”

O que iria perguntar? Há gerações os deuses não se manifestavam pessoalmente. Por que Prometeu? E por que justamente a um seguidor de Hades? Um barqueiro. O que o Titã lhe dizia com sua ira? Deveria perguntar o que significa o sonho ou o que deve fazer? Talvez a pergunta fosse porque foi escolhido. O talvez fosse o escolhido por acaso. Só por não haver um culto a Prometeu.

O velho titã tinha razão em sua ira. Ele que criou a humanidade e padeceu como ninguém para alça-la a glória completamente abandonado. Foi retirado de seu padecimento apenas quando uma eutanásia foi conveniente a Quíron. Quantas gerações desde o surgimento da humanidade até haver cidades e reinos definidos para Herácles ter suas aventuras? E quantas gerações de lá para cá? Por que justo agora?

Ajeitou sua mochila nas costas antes do próximo passo. Respirou fundo. Evocou a imagem do sonho e fez o que tinha tido medo até então. Implorou aos Oniros o fim do sonho que lhe tinam enviado tão insistentemente.

Viu as correntes se partirem e o centauro brilhar no céu. Mas viu também Prometeu recolhendo os restos das correntes e forjando um único elo prateado em suas mãos ardentes e o atirando pelas escarpas do Cáucaso.

Aléxandros abiu os olhos em sobressalto. Estava tremendo e suando frio. Nunca tinha ouvido falar desse elo perdido. Forjado em ódio por Prometeu em pessoa.

Já sabia o que iria perguntar. andou resoluto os três metros que ainda o separavam do oráculo e perguntou à sibila

- Quem possui o elo de Prometeu?

A pitonisa foi sacudida por um calafrio e da fenda emergiu uma baforada fria e silenciosa. Seu transe se tornava mais violento e frenético, até que se imobilizou contorcida e disse em voz gutural:

- A primogênita de Gaia guarda o que cabe a um humano guardar na cidade dos ladrões.

E por fim caiu desmaiada. Suas aias vieram buscá-la. Ficou sozinho diante do buraco que não encontrava fundo antes do Tártaro. Era hora de sair escalando as frias paredes de pedra, carregando o peso do mistério e o da verdade.

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11/09

Anoitecer

23:29 by cochise. Filed under: poesia

As moças que saem das lojas vestidas como se fossem para a festa
Os ratos que saem das tocas tentando esquecer que estão podres
As moças que voltam pra casa tentando esquecer que estão mortas
As putas que saem pras ruas tentando esquecer que estão vivas
Os jovens que saem pros bares tentando esquecer que são tédio

Uma a uma as portas se fecham
Um facho, um fecho, eco vazio
As portas que abrem são sonhos, cristais
Desejos de vida, lembranças do mundo
vodca, chop, voz violão
A rua estala, a noite já vem
A vida engasga, o sonho também
Pós seco e amargo pra bebida limpar
Vida seca e amarga pra noite limpar
Rachaduras no pŕedio, fissuras na carne
Quando foi que esquecemos o que é viver?
Vida atrofiada, com alcool reage
Contração da carne de alma infeliz

Os ratos debatem, sarjetas a parte
Sua necessidade de libertação
Querem ser asquerosos, daninhos, maldosos
Assim como toda civilização
Mas sendo sinceros, sujos, honestos
Em sua grande revolução

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11/09

Brasil, um sonho de loucos [Blogagem coletiva]

3:40 by cochise. Filed under: Óculos de longo alcance

Cá estou eu em busca de um tema interessante para falar na blogagem coletiva em comemoração à proclamação da república.

Muitos falarão muitas coisas, e o Óculos de longo Alcance para vistas sem relance tem que fazer jus a seu nome, mesmo que a maior parte das pessoas acabem se referindo a ele como óculos, dando vistas bem de relance.

Um sonho de loucos

Não estamos em um país pronto, nós sabemos. O difícil de perceber é que o Brasil é um sonho de loucos.  Inebriados com a visão de que o Brasil é o país do futuro esquecemos  que o futuro não deve ser do Brasil.

A internet consegue uma proeza fantástica. Ao permitir a expressão gratuita e sem censura de qualquer um, com e sem conhecimentos técnicos ela consegue ser um retrato da mente humana. O Orkut deveria estar sendo usado como ferramenta para pesquisar a mentalidade brasileira.

Mas aí é que está. Observar os blogues de sucesso, as comunidades mais ativas, os fóruns mais usados é uma experiência desesperadora.

Não que sejamos atrasados e ainda estejamos vivendo no século XX, mas simplesmente somos burros. quase bestiais. Prova que não somos atrasados é pegar um livro de Zygmunt Bauman. Todas as características das sociedades pós modernas estão aqui. Somos só bárbaros mesmo.

É irônico que Fernanda Young tenha que posar na Playboy para lembrar o país que mulheres são pessoas, não bonecas infláveis e que isto ocorra na mesma época em que uma aluna foi expulsa a gritos da UNIBAN.

Chico Buarque afirma que “esta terra ainda vai cumprir seu ideal, ainda há de tornar-se um imenso Portugal”, mas qual a verdadeira distância entre o Brasil e o Velho Mundo?

Nosso país é um amontoado de turbas, massas bárbaras que não pensam, não aceitam o diferente e excluem cruelmente todos que não fazem parte da turba.

O esforço civilizatório necessário no Brasil não é o criar universidades,mas o civilizar o brasileiro.

Olhe as nossas crianças. Vê-las é o bastante para me lembrar dos manuais de civilidade dos séculos XV e XVI e desejar que eles seja reeditados.

Veja nossos engenheiros, enfermeiros, arquitetos. Tudo um verniz. Uma camada de educação técnica que lhes permite executar uma função, mas ainda é um bárbaro por detrás, nas relações pessoais, ao tratar com a empregada, ao impor seu cachorro aos que vão à praia, ao impor sua escola de samba a todos na cidade, ao impedir homossexuais de se casar, ao colocar símbolos cristãos nas repartições públicas, ao tornar o futebol o esporte nacional, ao tornar a novela o programa de TV nacional, etc.

Visto o brasileiro como é, um bárbaro mal domado, só há uma conclusão. O Brasil é cronicamente inviável. Os que lutam e sonham por uma civilização tropical sustentam  um sonho de loucos.

Os Loucos

São loucos por exemplo o ministro da cultura que coloca em amplo debate inclusive com consulta popular as leis de incentivo à cultura e de direitos autorais. O senador Cristóvan Buarque e seu plano quixotesco de refundar o país em uma geração. Os poucos que trabalham com divulgação científica. O presidente Lula e seus sonhos de distribuir as inúmeras riquezas do país.

Um pingo de lucidez é o bastante para desistir desse país, abandonar esse povo à própria sorte,esperar que cada um coma o outro em um frenesi antropofágico. Apesar disso alguns loucos insistem em tentar fazer esse país dar certo. Tem projetos gloriosos para o país, querem melhorar a educação básica, difundir o ensino superior, aumentar a fruição de cultura e arte, democratizar os meios de comunicação, reconstruir a infra estrutura falida e construir a nunca edificada.

O Brasil, os brasileiros, sequer se preocupam com os loucos. talvez não consigam ver O Plano que eles traçam, que vai do moleque de 12 anos no Ponto de Cultura na aldeia indígena no interior de Roraima até as reservas internacionais. que vai do quixote assassinado líder do AfroReggae até a Conferência Nacional de Comunicação. Dos projetos de gravar CDs com lavadoras de roupa do São Francisco que só depois de apresentações na Europa consegue espaço no fantástico até os redatores do manifesto Arte Contra a Barbárie.

Os loucos não são uma sociedade secreta, não se conhecem todos, mas se reconhecem logo.  Não tem um plano, mas um amontoado de planos que se fundem sem querer n’O Plano. Se não tem poder são vagabundos, místicos, loucos. Se tem são aventureiros, populistas, irresponsáveis.  São a Bola de Sebo, Prometeu Abandonado, Punido mas não Julgado.

E eles sonham. Sonham os sonhos mais loucos. E são a única esperança esperança de um país que não merece ser salvo de si mesmo.

Prazer, eu também sou louco.

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11/09

Aforismos crus

14:17 by cochise. Filed under: poesia

Um homem não conhece uma cidade até se perder nela.

E então pode ser tarde demais.

As pessoas são burras. Simplesmente.

Na blogosfera existem dois tipos de pessoas. Leitores e escritores.

Leitores procuram besteiras que as façam rir. Escritores outros escritores.

É preciso reeditar os manuais de civilidade.

Nossas crianças são um cúmulo de barbárie.

Quando o ser humano se orgulha de parecer animal mos perguntamos onde Darwin errou.

Essa juventude que nunca sonhou algo que não pudesse comprar fede.

Se permitir não gostar do lixo da moda sem experimentá-lo é um dos poucos prazeres em ser humano.

Não confundir seres humanos com macaquinhos do mercado.

Quem ainda entende Herman Hesse?

Quem é mais manipulado, o jornalista ou o epectador?

Não queria saber até onde podemos decair. É assutador.

Ser seu pior inimigo é o melhor negócio. Espere o pior e não se decepcione.

Comece a escrever em um lugar público. duas dúzias de gentes te pedem dinheiro. Acham que escritor é rico.

Os pores do sol mais bonitos acontecem quando não se pode vê-los.

Ódio de escritor dura três linhas. outros não chegam a duas letras.

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11/09

Social Networks

22:12 by cochise. Filed under: digressões

Não gosto de nenhuma rede social.

Nenhuma.

O motivo é essencialmente simples. Não gosto de pessoas. Fácil, não? Gosto de idéias. e as redes sociais são todas construídas em torno de pessoas. Sua função principal é amizade/scrap/foto quando eu gostaria que fosse fórum. Nenhuma delas tem foco em discussão de temas mas sim comentar a festa de ontem e marcar a de amanhã.

O novo orkut foi lançado sem terem atualizado as comunidades para a nova versão. O Facebook tem grupos às moscas. Sua ferramenta que mais me atrai são as páginas que são algo entre o blog e o perfil, mas elas são exatamente isso, algo entre o blog e o perfil, algo muito distante de um fórum.

Um agregador, uma comunidade de fóruns, talvez fosse o mais o que gostaria. Então assinaria fóruns ao invés de ficar amigo de pessoas e teria na minha página inicial as atualizações deles.

O problema é que não funcionaria…

Não funcionaria porque não haveria ninguém. As redes sociais estão matando os fóruns. As comunidades, grupos e congêneres em redes socais são o cúmulo da peça desnecessária. Algo como o adesivo que você cola no carro, um complemento do perfil, não um lugar para debater qualquer coisa.

E os fóruns cada vez mais abandonados. Cada vez menos atividade. Um caso de desespero.

O twitter resume tudo a 140 caracteres, mas o que eu quero é um texto com QI acima de 120, o que precisa de no mínimo 200 palavras. Preciso de um Woofer que não seja uma piada.

Enfim… gostar de poetas que falam mais de idéias que de pessoas é algo que te afasta da modernidade umbiguista.

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11/09

Videos

21:15 by cochise. Filed under: Filmes

Dois vídeos. Um no fiz TV gravado por mim (me vota!)

http://fiznamtv.com.br/video/ver/28260

Sei que já assistiram.

Outro no blip.tv que todo mundo que pensa em ser algo alternativo devia assistir. The Outsiders. Filme de Copolla que praticamente copia a obra prima de Susan E. Hilton.

Não é todo computador que consegue assitir um vídeo de duas horas em um flash. quem tiver problemas pode baixar aqui: http://blip.tv/file/get/Cochisecesar-TheOutsiders638.flv

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11/09

Walter

7:17 by cochise. Filed under: poesia

Pesam os dias sob céu de chumbo
Anos nada, Céus irreais
Décadas de sonhos não dormidos
Herança de sangue e tristes ais

Galope de barbárie, Celulóide
Escalada de barbárie Digital
Rápido, admirável mundo novo
Velhos morituri no jornal

Peso de concreto evaporado

Vapor concreto e real

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11/09

a Arte

13:06 by cochise. Filed under: poesia

A arte é o gesto de colher a maçã

nunca o paraíso.

É um eterno vir a ser, a obra sempre inacabada

residente do futuro distante.

A arte é a liberdade de estar em outro lugar

vestindo outra roupa sendo outra pessoa.

Arte é a liberdade de trair o movimento

até o que você mesmo fundou.

A arte é o molotov que você não teve coragem de jogar,

o beijo que não pode dar,

o sonho nunca real.

A arte é o vazio

grande demais para o coração

transbordando por fora da pele,

inundando de nada

o tudo.

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11/09

A prosa Rosa

2:57 by cochise. Filed under: conto

Era uma prosa negra negra e dura. Amarga, angulosa, realista, de frente a uma frouxa e vaga prosa rosa que gostava de se fingir de verso.

Mascou o toco de cigarro antes de o cuspir entre os pés dela.

- Você o que?

- E… Eu achei que você ia gostar.

- De uma festa? Olhe para mim. O que eu vou fazer em uma festa?

- Mas você não apareceu nas últimas todas. Então…

- Então eu não ia querer aparecer nessa também. Será que passo pela sua cabeça oca que a unica coisa que eu gosto nos outros é a distância?

- Porque você não deixa de ser mau humorado e entra um pouco.

A negra prosa soltou um profundo suspiro e acendeu outro cigarro com expressão de tédio.

- Última chance de você tirar essas coisas da minha casa.

- Você é a…

A prosa rosa foi interrompida por um cigarro sendo apagado em uma de suas capitulares. A negra a agarrou pelas palavras e começo a levá-la pera os mais escuros e sombrios becos semióticos.

- Pare de se debater e olhe onde estamos.

- Estamos em um jornal. Grande coisa. Tem idéia de quanto isso doeu?

- Acha que se não soubesse exatamente o quanto doeria teria feito? Pare de prestar atenção nos suplementos dominicais, cadernos femininos e adolescentes onde costuma andar e veja o resto. Não se iluda. Essas coisas se chamam notícias porque ocorreram.

- O que acha que isso mais mudar?

- Leia a merda das notícias!

A prosa negra mergulhou as frases da prosa rosa na tinta negra do jornal.

- Vê? Pais que estupram e espancam filhos. 20 por dia. Governantes roubando a merenda de estudantes. Soldados torturando. Crianças assassinando umas às outras. Crianças soldados. Mais escravos que em qualquer outra época.

Coberta de tinta, engasgada com tinta, a prosa rosa reuniu todos seus pontos para tomar um pouco de fôlego.

- Queria me matar?

- Não seria uma grande perda. Vai me acompanhar ou tenho que te arrastar de novo?

- Eu vou, eu vou…

E foram andando por caminhos escuros e lamacentos.

- Aqui. Leia.

- Mas isso é uma bíblia. Eu já a li.

- Então não prestou atenção em nada. Aliás no dia que prestar atenção é que vai ser uma novidade.

- Você não vai… quer dizer…

- Não é preciso. Aqui as coisas são tão piores que não é preciso.

A prosa negra abriu o livro e de suas páginas saiu o vagalhão de tinta engolfando tudo. Fatricídio, incesto, guerras, injustiças, guerras sem motivos, massacres perpetados em nome de deus, sob ordem de deus e pelo próprio deus. Mandamentos de ódio, intolerância e terror.

- Porque você?… Como você?…

- Calado. Ainda temos mais algumas paradas antes de voltar.

- Algo pior? O que pode ser pior?

- Por aqui.

- O que é isso no chão?

- A tinta. Não é como a conter. Estamos quase chegando.

- Céus. O que é isso?

- São os manuais com que ensinamos nossos soldados. A arte de matar, causar dor, troturar. A arte de fazer um homem odiar outro homem por estar com uma roupa de cor diferente.

- É tão… tão…

- Científico. Maximizar os gritos com o mínimo de golpes. Maximizar a humilhação com o mínimo de tempo. Vamos. Acabamos aqui.

- Eu não entendo. O que pode ser pior?

- Aquilo. Aquela maldita festa que você convocou para a minha casa. Desfaça aquilo. Finja que nunca andamos juntos e nunca mais procure me alegrar antes de conhecer o meu trabalho.

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