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08/10
Sobre engrenagens e lobos
Pensei em escrever um comentário lá no Makaber Magie, mas descobri que precisaria de um texto grande o bastante para um post. Então aqui vamos nós. Existe algo podre nas escolas. O aprendizado psicofísico de ficar quieto horas seguidas na sua cadeira, sem reclamar, que é importantíssimo para o mercado de trabalho, a formação de mão de obra, a aprendizado mecânico. No entanto, isso que é podre, é importantíssimo. É estranho, mas é verdade, e eu demorei muitos anos para entender como as coisas realmente funcionam.
Toda regra tem exceções, eu sei. Você pode elencar pessoa x, y ou z para tentar contradizer estes argumentos, mas x, y e z são pontos fora da média. Estou aqui falando da massa média de indivíduos gama que não tem nenhum sonho a mais do que o que for ofertado a eles, não dos garbosos alfas e betas ou dos desprezíveis ômegas. A verdade é que o fulaninho que ouve funk, sonha ter uma pickup (porque caminhonete é coisa de suburbano) para botar um “som animal” e fazer a cidade inteira ouvir funk sonha apenas o que nós lhe ofertamos. Nós, mundo. Ele sabe que será para sempre um qualquer apertador de parafuso/balconista/vendedor.
Sempre um entre os vários milhares e milhões. Será apenas isso. Para que escola então? Os jovens e adolescentes simplesmente não tem perspectivas nas escolas. Mesmo os que dizem “vou fazer direito/pscicologia/veterinária” não tem mais perspectivva de vida do que uma casa com quatro quartos quitada depois de 30 anos pagando.
No Brasil o grosso da juventude simplesmente não sabe sonhar. Está há gerações enrodada num cíclo vicioso de subemprego-cohab-escola pública-subemprego. Formar boas engrenagens é necessário. É importante. Não estou falando de nada mais do que o mais baixo e vil ensinador de apertador de parafusos. Ao aprender a apertar parafusos o jovem aprende que não precisa ser balconista, não precisa se conformar com o salário mínimo.
É claro que tudo ffica melhor se tivermos uma educação humanista aliada a isso, uma perspectiva crítica ao funcionamento da sociedade. Mas sendo simplesmente realistas, isso é algo absolutamente impossível a curto prazo. E sim, existem bons professores que são ponto fora da média, mas a grandde maioria precisa ler muito livro antes de conseguir uma visão crítica que não seja maniquísta, formar alunos consciêntes e não massificados pela esquerda. Num quadro em que a maioria dos proefessores de exatas não são formados em nada na area pedagógica, onde os professores de humanas são dispensados de fazeer monografias e onde os professores ganham menos que… quase todo mundo é impossível falar de algo assim.
é um trabalho para gerações. É preciso boas universidades que formem bons professores. E para isso é preciso bons projetoss de pós graduaçao para formar os professores dos professores das universidades, porque a maioria deles é um lixo. Poucos professores universitários sequer tem alguma produção acadêmica. constuir A Eduçãção, universalizante, humanista, criadora de senso crítico, etc. É uma tarefa de gerações que não podemos deixar de lado. Fazer com que a escola tenha o caráter de transforrmação social apresentando perspectivas de creescimento finaceiro pessoal concretas aos alunos é trabalho de alguns anos. E Tão importante quanto A Educação. Porque sem esse germe de ambição A Educação não vai existir, porque não vamos ter universidades, não vamos ter alunos matriculados. E sim, o preofessor hoje, é um apertador de parafusos. (há pontos fora da média) Sem vender a idéia do apertador de parafuso bem pago o círculo não fehca e não se auto alimenta. Continuaremos com deficiência de engenheiros, professores, médicos, etc.
OBS.: Naturalmente é preciso pagar bem os professores. Um bom começo seria reduzir a carga horária do piso salarial para 20 ou 25 horas semanais e aumentar o salário em uns 30%.