12

04/09

A vida imita a arte

20:01 by cochise. Filed under: Imagens

- Por que estão todos ogando Yu-Ghi-Ho?
- Porque está passando o desenho na TV.
- Então são todos macaquinhos do mercado?
- Isso mesmo.
- E vão a festivais de punk rock de vez em quando para se sentirem menos macaquinhos do mercado?
- Pegou o espírito.
- Não sei porque tenho esperança.

13

11/08

12

09/08

Imagens

18:00 by cochise. Filed under: Imagens

Nunca foi segredo que sou voraz colecionador de imagens…
Sempre que possível baixo mais umas para o acervo.
E bem… compartilhar é legal…

Poesia e decadência

Livros de imagens

Corações

Fantasia

África

London

17

08/08

uma noite…

13:57 by cochise. Filed under: Imagens,conto

Estava sentado no canto do bar como várias vezes vira seu pai.
O desprezava por isso, naturalmente. Por anos se manteve afastado do canto dos derrotados.
A cada dia um. Apenas um como se a natureza fosse sádica mas se contentasse em ter apenas uma vítima e suas engrenagens de cada vez.
Agora ele estava lá. 46 anos. chegou tarde. Talvez bebesse para celebrar ter conseguido escapar desse canto tantos anos. Talvez para agradecer por seu pai já estar morto e não o ver assim.
Tanto cuidado, Tantas boas intenções e as velhas mãos de policial serviam para machucar as pessoas que ele amava.
Sem ver. O jeito duro curtido na rua. Os gestos brutos curtidos ao sol.
A garrafa de uisque na mesa. Sem água ou gelo. Quente e ardido. Como a tristeza que morava no peito.
Nunca quis fazer nenhuma delas chorar. Nunca. De repente lá estão elas chorando pelas palavras da véspera.
Palavras sem a menor intenção de ferir.
Quanto tinha se afastado delas esses anos todos?
Rondas, plantões, cansaço.
Quanto tinha se afastado delas?
O quanto realmente esteve presente?
Desde o início?
Seria uma noite longa, mas curta demais para esqeucer.
Além de tudo, inútil. Totalmente inútil.
Não consertaria nada.
Nada poderia mudar. Jamais.
Ele as fez chorar.
Isso nunca iria mudar.
Virou mais um copo.
Quente e ardido.
Seria um noite longa

12

08/08

sem parar

18:36 by cochise. Filed under: Imagens,poesia

corto os montes
os negros caminhos
a trilha sinuosa
os lagos, os rios
água descendo alturas

férteis os campos
penoso o trabalho
moderno o maquinário
Grandeza Progresso São Paulo

Pra que serve terra
pra que serve
Pra que Por que tudo que preciso
pra que servem caminhos
pra que serve continuar

09

08/08

sol

21:53 by cochise. Filed under: Imagens,crônica

Todo dia a gente acorda e vê aquela bola luminosa exuberante (o sol) pintar as coisas com cores tanto mais vivas quanto menos encoberto o tempo.

O sol é o símbolo universal do bem, da alegria, da esperança.
É o símbolo de praia, biquínis, cerveja.
É o símbolo de calor, desconforto, sede.
em países frios todos os bonzinhos se encaixam, nos demais todos os quentes.
E nos imbecis cuja cultura é construída em comerciais de TV os de orgia.
Mas por que falar do sol?
Porque gosto de Pessoa e porque já fale mais de noite do que é aceitável.
Mas a questão talvez seja que adoro dias nublados e cinzas, de preferência chuvosos.
Mas a questão é que vivo em um país tropical onde o sol é sinônimo de cerveja, orgia praia, mesmo que as orgias não ocorram, a praia esteja a mais quilômetros de distância do que é possível percorrer e a cerveja não seja das melhores por causa da pindaíba.
Os dias de sol não são alegres, são ruidosos e atávicos. (al´m é claro de serem sufocantemente quentes e quase diários)
Então talvez seja por isso que sonhe com dias nublados e fog londrino.
Não pelo clima apenas, apesar de ser bem mais agradável que o calor dos trópicos, mas para poder ter o prazer com o solque esses povos têm.
Estranho isso. Odeio o sol, porque quero poder amaá-lo.

21

06/08

Você já?…

18:29 by cochise. Filed under: Imagens

Não sei se já existe algo assim circulando por aí, mas vou lançar então um meme. Desta vez lançar de verdade, indicando para pessoas e tudo mais.
O meme consiste em um texto que comece por “Você já” e termina com “Eu já. Quem sabe seja por isso que eu sou assim.”

Você já abraçou uma árvore? Tirou os sapatos antes de pisar na grama? Andou na chuva com o guarda chuva fechado? Foi a pé para um lugar distante porque estava com vontade de andar? Recolheu a flor caída no chão e agradeceu à planta por dá-la a você? Passou a noite em claro tentando descobrir se um filósofo estava certo? Foi a shows de punk rock e não dançou? Expulsou as mulheres da cozinha no meio da festa chamando-as de machistas? Coordenou delegações em congressos estudantis? Usou seus poderes místicos de cura e funcionou? Passou a noite em claro no jardim chuvoso criando poesia no escuro? Matou peixes de aquário com detergente? Foi consolado por uma quaresmeira que canta Legião Urbana? Achou que amor e ódio são dois lados de uma mesma moeda? teve problemas psicológicos graves? Foi plenamente feliz? Se dedicou de corpo e alma a uma causa? Conviveu com cegos, satanistas, revolucionários, indies, culturais, acadêmicos, metaleiros e até pessoas normais? Acreditou poder criar um moto perpétuo? Escreveu livos? Planejou atentados terroristas? Voltou para casa depois de um mês de república? Desfundou o movimento que criou? Encontrou o amo da sua vida?
Eu já. Quem sabe seja por isso que eu sou assim.

Repasso esse meme, para o amor da minha vida, Marcela, para uma pessoa que vai adorar contar o que fez, Felipe e para a Bárbara, porque hoje estou mau.

30

05/08

Sucedâneo de Sangue

19:31 by cochise. Filed under: Imagens,digressões,futuro-hoje

De novo comentando blogs e tendo ataques na veia poética…
Dessa vez a Janete do Planos e Promessas. Comentando o post Levemente Amargo eu resolvi ficar muito amargo…

Mas não é o mundo o culpado por esse amargor?
Tem horas que tudo que queria é um pouco de doce para acreditar que existe solução.
Mas não é o próprio mundo que se regozija em espezinhar, em destruir tudo que é feito da matéria dos sonhos, em passear de trator pelos jardins que finalmente conseguimos fazer florir em pleno inverno?
Para depois nos exigir o riso fácil das propagandas de refrigerante e a perfeição das propagandas de margarina.
Para depois nos esfregar na cara um culto à vitalidade tropical, à uma pele sem cicatrizes por nunca ter sido tocada por nada.
Nos oferecer uma vida sem riscos porque a fila anda, os desgraçados e desvalidos não são importantes, os políticos são ruins sem exceção, o estudo só serve para inserção no mercado de trabalho e vender a alma por certo tempo para o patrão pelo maior preço possível é a maior ambição que existe.

Só carrega cicatrizes no coração quem tem coragem de ter um coração de carne, insubstituível que bombeia sangue, ao invés dessas peças de plásticos bombeando essa mistura rala de água com kisuco de vermelho.
Se isso é um desabafo não sei. Sei que tanto a tristeza enlatada dos góticos e emos quanto a alegria pasteurizada dos sufistas e das patricinhas não são para os seres da minha estirpe.
Não sei também qual é a minha estirpe, por isso chamei provisoriamente de quixotesca.
Sei que não quero esse amargor e essa consciência e distâncias seguras. Mas também que só quero abrir meu coração para corações de carne.
Sei que não quero que a minha namorada seja a mais linda e glamourosa da festa, quero que ela seja a com mãos sujas de terra ao cuidar do nosso jardim de inverno ao meu lado.
Sei que apanhar como apanham os que tem corações que não são de lata não é fácil e tem efeitos colaterais mais amargos que o absinto, mas é a única maneira que consigo viver.

PS
Novas páginas em Alfa, Beta, Gama

23

05/08

Clockwork Orange – Abertura

17:01 by cochise. Filed under: Filmes,Imagens,digressões

[blip.tv ?posts_id=937615&dest=-1]
Quando Kubrick abre o filme com essa sequência, não sei se dá pra perceber que é um dos melhores filmes já feitos.
Clockwork Orange fala sobre violência. Sim. Tem um protagonista tão canalha que nem caído em desgraça temos pena dele. Aliás, gostaríamos de bater nele com suas ex-vítimas, e talvez aí esteja a genialidade do filme.
Ao desfazer o método Ludovico no final, Kubrick deixa claro que não há herói. Nem o delinqüente, nem as vítimas, nem o governo. Que o mundo é ultra-violento, não só Alex. Que o mundo é egoísta e mesmo as boas pessoas, diante da possibilidade de vingança caem em tentação.
Quando Alex passa pelo método Ludovico, mais que se tornar vítima, se torna indefeso. O assustador em Clockwok Orange não é a violência, mas a violência sem remorso contra alguém indefeso que está na delinqüência de Alex, no sistema prisional, no método Ludovico, nas vinganças de suas vítimas e por fim na “reabilitação” de Alex que seria solto tão ruim quanto antes no mundo.
Isso é Clockwork Orange.Respiração pesada e olhar duro.
Violência por todos os lados. Até do lado dos contra a violência. A genialidade do filme é bater em todo mundo. Sem favoritismos. A genialidade é não apresentar solução, mas descortinar um problema. Um problema que não está em Alex ou no sistema, mas no ser humano. O ser humano que numa negação vitoriana do seu lado animal, numa entrega primitiva a ele ou numa adestração institucionalizada da violência continua à sua merce.
Jung sempre disse que reprimir nosso lado negro só faz dele mais forte. Concordo. Reconhecer sua existência como parte de nós, por mais que isso seja ruim ao nosso orgulho da civilização e andar com ele à nossa frente, sob nosso olhar atento e a melhor saída.

10

03/08

Pessoa

14:18 by cochise. Filed under: Imagens,digressões

Outro dia coloquei aí um link para o blog do Carlos Avedañho, o Zoombieótica. O carlos é o craidor dos fantásticos ThePowerPuffBoys e do Bando de destruição em massa folheada (com catchup) E não coloquei um link para o Magnífico Pessoa. É uma tira fantástica, que coloco aqui alguns dos meus episódios favoritos e os convido a conhecer a obra.

Eu sei que é meio defprê, mas que é bom é. E além do mais é o pimeiro deprê com autocríica que eu vejo.

Older Posts »